terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pequenas felicidades certas

"Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino.
E eu me sinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim."
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Cecília Meireles

domingo, 6 de dezembro de 2009

A dança da Bodhisattva

Compartilho com vocês este vídeo lindo, que é de encher os olhos, o coração e a alma. Esta dança foi executada pela China Disabled People's Performing Art Troupe. Kwan Yin é a deusa de mil mãos homenageada neste vídeo maravilhoso:



Kwan Yin
é a Bodhisattva da Compaixão que tem mil mãos. Dizem que após iluminar-se, ela teve o merecimento de viver em dimensões mais elevadas, mas escolheu cumprir seu serviço espiritual aqui na terra emanando amor até que todos os seres se iluminem! Nossa, dá pra imaginar tanto amor incondicional? São essas suas palavras:
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Bodhisattva é um termo do budismo que designa seres de sabedoria elevada, que seguem uma prática espiritual que visa a remover obstáculos e beneficiar todos os demais seres. A expressão significa, em tradução literal do sânscrito, "ser (sattva) de sabedoria (bodhi)" (fonte: Wikipedia).
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Aproveito para agradecer profundamente à amada KWAN YIN e todos os SERES DE LUZ que nos guiam, nos amparam e cumprem com amor e compromisso a missão de iluminar o nosso caminho. GRATIDÃO ETERNA!
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Bom domingo, boa semana e bom final de ano a todos!

domingo, 29 de novembro de 2009

Comprendendo as doenças e suas mensagens

Ouvi pela primeira vez há uns 15 anos atrás, através do psicólogo Luiz A. Gasparetto, que a doença seria um alerta do nosso corpo para mudarmos um determinado tipo de comportamento. Aquilo fez todo o sentido pra mim, pois acredito que o nosso corpo se comunica conosco de muitas formas e a doença certamente é uma delas. Algum tempo depois conheci o trabalho da Louise Hay, autora do livro – "Você pode Curar sua Vida". Louise nos diz que toda doença é um reflexo dos nossos pensamentos e crenças interiores. Neste livro consta uma lista de doenças e os prováveis padrões mentais causadores daquelas enfermidades.
Outro livro maravilhoso sobre este tema é "A Doença Como Caminho", de Rüdiger Dahlke e Thorwald Dethlefsen, que trata do conteúdo psicológico associado a vários tipos de doenças e incidentes, os quais por não conseguirmos trabalhar adequadamente em nossa psique, passam a fazer parte da nossa "sombra", não sendo percebidos conscientemente, manifestando-se então em nosso corpo físico, para que assim os possamos vivenciar, superar e integrar seus conseqüentes desafios e ensinamentos.

Algumas reflexões que podemos fazer analisando alguns desequilíbrios:

Infecção - um conflito que se materializou. No caso de contrairmos uma doença infecciosa, devemos nos fazer as seguintes perguntas:
1 - Qual o conflito existente em minha vida que até agora eu não vejo?
2 - Que conflito estarei evitando?
3 - que conflito tento fingir que não existe?
Para descobrir que conflito se trata, basta prestar atenção ao simbolismo do órgão afetado ou da parte doente do corpo.

Alergia - uma agressividade que se materializou.
A pessoa alérgica deve fazer a si mesma as seguintes perguntas:
1 - Por que não suporto tomar consciência da minha agressividade, e a transfiro para a manifestação corporal?
2 - Quais âmbitos da vida me inspiram tanto medo que procuro evitá-los?
3 - Como encaro o amor, qual é a minha capacidade de amar?

Problemas respiratórios - Assimilação da Vida.
1 - O que me faz sentir falta de ar?
2 - O que me recuso a aceitar?
3 - O que estou evitando dar?
Males Estomacais e Digestivos
1 - O que não posso ou não quero engolir?
2 - Algo está me moendo por dentro?
3 - Como lido com meus sentimentos?

Doenças Hepáticas
1 - Em que âmbitos perdi a capacidade de fazer uma avaliação e uma discriminação corretas?
2 - Onde é que não consigo mais decidir entre aquilo que posso suportar e aquilo que é um "veneno" para mim?
3 - Em que sentido ando cometendo excessos? Até que ponto estou "voando alto demais" (ilusões de grandeza) e onde venho ultrapassando os limites?

Doenças dos Olhos
Quem tiver problemas com os olhos, deve responder às seguintes perguntas:
1 - O que não desejo ver?
2 - Minha subjetividade tem impedido meu autoconhecimento?
3 - Deixo de ver a mim mesmo nos acontecimentos?
4 - Uso a visão para obter uma percepção mais elevada?

Doenças de Pele
Quem teve afecções cutâneas deve fazer a si mesmo as seguintes perguntas:
1 - Acaso estou me isolando demais?
2 - Qual é a minha capacidade de estabelecer contatos?
3 - Por trás da minha atitude defensiva não há um desejo de intimidade?

Doenças Renais
Quando temos alguma coisa nos rins devemos fazer a nós mesmos as seguintes perguntas:
1 - Quais problemas me afligem no âmbito conjugal?
2 - Acaso tenho tendência a estagnar na projeção e, desta forma, a considerar os erros do meu parceiro como problemas que só dizem respeito a ele?
3 - Ando me apegando a velhos problemas e, deste modo, interrompendo o fluxo do meu próprio desenvolvimento?

Problemas na Bexiga
1 - A quais âmbitos me apego, embora ultrapassados, e fico na espera de serem eliminados?
2 - Em que ponto me coloco sob pressão e a projeto para os outros (exames, o chefe)?
3 - Que assuntos gastos devo abandonar?

Doenças Cardíacas
1 - Há equilíbrio entre meu coração e minha cabeça, entre a compreensão e o sentimento? Eles estão em harmonia?
2 - Dou espaço suficiente para meus próprios sentimentos, me atrevo a demonstrá-los?
3 - Vivo e amo de todo coração ou apenas participo, sem grande entusiasmo?

Distúrbios do Sono
1 - Até que ponto dependo do poder, do controle, do intelecto e da observação?
2 - Acaso consigo me desapegar?
3 - Como desenvolvo minha capacidade de entrega e minha sensação de uma confiança básica?
Uma necessidade exagerada de dormir suscita as seguintes questões:
1 - Ando fugindo da atividade, da responsabilidade, da conscientização?
2 - Tenho medo de acordar para a realidade da vida?

Louise Hay afirma que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo. "Todas as doenças tem origem num estado de não-perdão", diz a autora. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais. Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento. Veja a seguir, uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas elaboradas pela psicóloga Louis L. (fonte: A Doença como Caminho):

DOENÇAS/CAUSAS:

AMIGDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente família inflamado. Gritos, discussões.
CÂNCRO: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição a vida.
DIABETES: Tristeza profunda, perdeu a doçura da vida.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de autovalorização.
ENXAQUECA: Medos sexuais. Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro.
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORROIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSONIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vítima. Falta de amor. Amargura.
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: Crítica, desapontamento, fracasso.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas. Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo. Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Mais um livro excelente com esse mesmo tipo de abordagem é: Metafísica da Saúde – vol I, II e III- de Valcapelli & Gasparetto. Outro que recomendo: "A Linguagem do Corpo" de Cristina Cairo.
Imagem: Joan P. Falquet

sábado, 28 de novembro de 2009

Maha LILAH - o maravilhoso jogo-terapia

As minhas últimas semanas estão sendo uma correria enorme aqui em São Paulo, mas sempre consigo arrumar um tempinho para buscar e vivenciar novas terapias que aprimoram o nosso autoconhecimento e espiritualidade. Na semana passada, tive o enorme prazer de conhecer o milenar jogo-terapia védico chamado Maha Lilah lá na Livraria Arjuna, com o terapeuta Deva Khadira - que adorei conhecer e recomendo. Fiquei muito impressionada com a profundidade e a assertividade da leitura sobre o meu processo individual. Apesar de simples como uma brincadeira, ao jogar os dados no tabuleiro, caimos em alguma casa e a partir daí o terapeuta interpreta o significado na nossa jornada. Vejam que no tabuleiro há serpentes e espadas, cada qual desempenhando um papel no nosso caminho evolutivo:

Abaixo segue uma matéria publicada no site ITodas sobre o Maha Lilah:
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"Quando tratamos de qualquer coisa que venha da Índia estamos em contato com este eficaz sistema que permitiu que, conhecimentos tão antigos, chegassem com o frescor do novo.
Na mitologia védica assim como em vários mitos nos quatro cantos do mundo, existe uma árvore no centro do mundo, o que diferencia esta árvore das suas parceiras de outras culturas e povos é que ela está invertida: sua copa esta para o solo da terra e as suas raízes estão se nutrindo do céu. Quando jogamos Lilah somos convidados a visitar por uns instantes a raiz desta árvore. É natural quando apreciamos uma frondosa árvore na natureza admirarmos a beleza das flores, apreciarmos o sabor dos frutos ou mesmo a textura do tronco, mas raramente alguém reverencia a raiz e agradece e legitima a sua estrutura e nutrição para toda a árvore. Então, seguindo nesta metáfora, os variados eventos em nossa vida são como as flores e frutos, importantes e necessários, muitas vezes parecem aparecer do nada e caímos na ilusão de ver tudo de forma fractal, desconectada e algumas vezes sem esperança.
O caminho que seguimos no tabuleiro com o auxilio do dado que se presta como instrumento da sincronicidade, nos leva a visitar a raiz ou nossa jornada mítica, a termos a percepção que somos heróis e nossa vida é nosso mito. Mais clareza e presença para usufruir melhor dos eventos que são um florescimento de um processo. As sessões de Lilah podem acontecer tanto individualmente, quanto em grupo. Em 1992, iniciei a trabalhar com grupos utilizando este jogo como fio condutor e catalisador de processos internos. Geralmente a visão que se tem de um jogo de tabuleiro que se joga em grupo é a competição em que muitos perdem um ganha; o Lilah trabalha com outro caminho, a cooperação, criando outra sinergia, permitindo que a dinâmica seja muito útil para equipes de trabalho, famílias, casais etc. A vivência permite se observar no caminho que cada um segue no tabuleiro os pontos em comum e o divergentes e a possibilidade de se chegar a um consenso do grupo sobre qual a melhor maneira de seguir a jornada. Atualmente, resido e trabalho em Moçambique, África Austral onde o Lilah continua encantando e sendo uma poderosa ferramenta para auxiliar as pessoas a serem mais felizes. No Brasil existem pessoas que se dedicam a estudar e aplicar este fascinante método de auto conhecimento, participo com eles na divulgação do Lilah disponibilizando tabuleiro, tirando duvidas e trocando idéias na comunidade MAHA LILAH no Orkut. Deva Khadira estudou a vivência Lilah com os psicoterapeutas Claudio Naranjo e Hebert, além de ter pesquisado na Índia. Entre os outros projetos, ensina a terapeutas de Moçambique a utilização do Lilah para harmonização de grupos de trabalho. Deva Khadira tira dúvidas e troca idéias na comunidade MAHA LILAH no Orkut."

Matéria no ITodas:
http://itodas.uol.com.br/portal/voce/esoterismo/materias/materia.itd.aspx?cod=2936&canal=494&Pagina=1

sábado, 7 de novembro de 2009

Guia básico da Meditação

Li uma matéria muito interessante no site ITodas sobre meditação. Gostei tanto que decidi compartilhar aqui com vocês, pois acredito que a meditação é uma das principais maneiras de entrarmos em contato com a divindade em nós. Meditar é um exercício fundamental para aprendermos a 'calar' a mente, e acessarmos o nosso Eu Superior. Esta conexão provoca uma expansão de consciência que nos traz grandes revelações e nos transforma para sempre. Este é um convite para você conhecer um pouco mais do seu "jardim secreto interior". Boa leitura e boas meditações!

Meditações orientais:
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VIPASSANA
O que é:
Vipassana, em páli, significa o processo de atingir a consciência total do momento presente, com clareza e sabedoria. Também é chamada de meditação do insight, da percepção expandida.
Como é: Sente-se, relaxe e olhe para o que lhe chama mais atenção; pode ser a respiração, uma sensação corporal, um pensamento ou todos juntos. O objetivo é simplesmente testemunhá-lo com lucidez e, à medida que aparecer, deixá-lo ir como nuvem que passa no céu.

MEDITAÇÃO DE SHIVA

O que é: O hinduísmo é a religião da maioria dos indianos. A meditação de Shiva busca remover as camadas do ego, por meio da repetição do mantra Om Namah Shivaya. Este cântico evoca a energia do Senhor Shiva, Deus da renovação. Shiva é o criador do Yoga, ele tem a capacidade de transformar para revelar a essência de tudo o que vive. Na mitologia hindu, Shiva é o destruidor do orgulho e da ignorância.
Como é: No chão ou na cadeira, com a coluna reta e os olhos abertos,respire tranquilamente. Depois, visualize um ponto de luz entre assobrancelhas e se fixe nele. Entregue-se à repetição do mantra: Oh Namah Shivaya.

MINGYUR RINPONCHE
O que é: Não é nome de meditação e sim o nome de um dos grandes Mestres de budismo tibetano. Guru, aliás, do ator Richard Gere.
Como é: Mingyur Rinpoche sugere uma meditação bem simples: coloque o foco em algum cheiro ou som do cotidiano (música, canto dos pássaros, vento na árvore...). Apenas isso. Em relação ao sofrimento, o Mestre diz: "Não tenha medo da dor. Ela faz parte da vida. Converse com ela: "Olá, dor. Bem-vinda! Aceita uma xícara de chá?"

MEDITAÇÃO PARA O DIA - OSHO
O que é:
Osho foi um dos maiores e mais polêmicos mestres da Índia.Desafiou religiões, tradições e sempre insistiu em se experimentar a verdade. Ele foi descrito pelo Sunday Times, de Londres, como um dos “mil criadores do século XX”. Osho também ficou conhecido por suas meditações ativas, compatíveis com o ritmo acelerado da modernidade, e por pensamentos profundos como esse que descreveremos abaixo. Um verdadeiro convite à reflexão.
Como é: Ao acordar, leia essa reflexão de Osho e medite sobre ela, antes que a sua mente se envolva nas atividades do dia: “O caminho para a felicidade passa pela gratidão, pelo agradecimento. Sinta-se grato pela existência, ela lhe deu tanto. Não peça mais, e mais lhe sera dado. Apenas lhe agradeça por tudo que ela já fez, e você ficará surpresa por ter encontrado a chave. Você pode ter a existência todinha sem pedir coisa alguma”.

SIDDHA YOGA
O que é:
Caminho de descobrimento e transformação interior baseado nos antigos ensinamentos dos Siddhas (Ser perfeito). Uma das grandes Gurus indianas que divulga o Siddha Yoga pelo mundo chama-se Gurumayi Chidvilasananda. E dela a belíssima frase: “Quando você medita, o silêncio dos sentidos ilumina a presença do Deus que há em seu interior?”.
Como é: Em seu livro Medite, Swami Muktananda (um dos grandes Mestres de Siddha Yoga) convida à seguinte meditação: Deite-se em Shavassana (posição do morto), com as mãos ao longo do corpo. Respire normalmente, mentalizando o mantra So Han (Eu Sou). Quando inspirar – mentalize So. Quando expirar, mentalize Han.

ZEN BUDISMO
O que é: Zen é o nome japonês de um ramo do Budismo Mahayana, praticado sobretudo na China, Japão, Vietnam e Coréia. A prática básica do Zen é o Zazen, um tipo de meditação contemplativa que visa a levar o praticante à "experiência direta da realidade". No Zen japonês há duas vertentes principais: Soto e Rinzai. Enquanto a escola Soto dá maior ênfase à meditação silenciosa, a escola Rinzai faz amplo uso dos koans. Atualmente, o Zen é uma das escolas budistas mais conhecidas e de maior expansão no Ocidente.

As Meditações Ocidentais:

ISLAMISMO
O que é:
Islã vem do árabe Íslam, que significa resignação à vontade de Deus. Mas seu sentindo religiosos é “a paz que vem qunado a pessoa entrega sua vida nas mãos de Deus”, Segundo o historiador Huston Smith.
Como é:
Escolha um lugar que seja sagrado para você. Trace o rumo de sua peregrinação até ele e peça a benção de Deus. Ao caminhar, reflita sobre o que espera obter com a peregrinação, mantendo uma atitude de reverência e sinceridade. Ao chegar ao destino, peça novamente a benção. Permaneça em meditação, purifique-se, centralize-se, relaxe e questione o sentido do lugar escolhido. Identifique-se com o lugar, procure se tornar uma coisa só com ele; imagine-se sendo ele, veja e sinta como ele. Ao partir, agradeça e peça a benção. Quando chegar a sua casa, reflita sobre a experiência.

JUDAÍSMO – Shema
O que é:
A meditacão está profundamente inserida na tradição judaica, como prática para aquietar o corpo e a mente e abrir a alma para outros níveis de consciência. Shema é a mais importante profissão de fé judaica, que deve ser repetida ao levantar, ao deitar ou a todo momento.
Como é: Em um lugar calmo, sente-se e relaxe. Respire profundamente e feche os olhos. Comece recitando “Shalom, shalom, shalom”, até que um sentimento de calma e paz a envolva. Diga mentalmente as palavras de Shema: “Shema Yisrael: Adonai Eloheynu, Adonai Ecbad”, ou “Ouve Israel: o Eterno é nosso Deus, o Eterno é UM”. Concentre-se nessas palavras. Depois, medite sobre o coração de Shema; as palavras centrais: “ O Eterno é nosso Deus”, até sentir essa afirmação impregnar o seu ser.

Veja a matéria no site ITodas:
http://itodas.uol.com.br/portal/voce/home.itd.aspx?canal=370

Obs: além das técnicas acima, você pode encontrar a sua própria forma de meditar. Basta deixar fluir a sua intuição e entregar-se para a experiência. Poderá ser muito proveitoso!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Um oásis chamado ARJUNA

Esta é uma ótima dica pra quem mora em São Paulo. Existe aqui um verdadeiro oásis de conhecimento e bem-estar chamado ARJUNA - que é uma livraria e espaço que fica na Vila Madalena. Estive lá na semana passada para uma consulta de Maha-Lilah que já comentei aqui no blog. E, como sempre, voltei pra casa me sentindo preenchida e mais leve. Além de ser um lugar super agradável, tem um café delicioso! O acervo de livros é excelente, com títulos muito bem selecionados por quem entende do assunto, e sem contar as palestras que são ótimas, os filmes, e os objetos terapeuticos à venda: as jóias de luz, cristais, placas de radiestesia, oráculos, tarôs e etc. Vale a pena dar um pulo lá e se renovar! Aproveito para agradecer ao Rodinei e à Cristina pelo acolhimento de sempre. Obrigada de coração!
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Um pouco mais sobre a Arjuna (um trechinho do site):
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O BAGAVAD GITA relata os diálogos entre ARJUNA e KRISHNA. É arte do Mahabarata, o grande épico indiano ARJUNA, um príncipe guerreiro indiano, viu-se frente a uma batalha, onde os pressupostos inimigos eram seus “familiares”. Não queria lutar contra eles, pois não via como poderia matá-los. Mas KRISHNA, seu Mestre, foi implacável em sua orientação e disse que ARJUNA não tinha escolha, se quisesse ser vitorioso. ARJUNA é o cocheiro de uma carruagem puxada por quatro cavalos, e Krishna segue em pé, a seu lado.
ARJUNA representa a Alma humana no caminho de sua evolução, obtendo o domínio sobre a personalidade (os quatro cavalos) e construindo a ponte de conexão, orientada pelo Eu Superior, neste caso representado por Krishna.
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ARJUNA Livraria e Espaço é voltado para o Conhecimento, a Arte e a Espiritualidade. Através dos livros, encontros, palestras, cursos, grupos de estudo, atendimentos terapêuticos e oraculares, disponibiliza informação e práticas,para a construção de uma Nova Consciência e de uma Nova Educação. Seus funcionários e parceiros são profissionais responsáveis e estão comprometidos com a evolução humana e planetária.
Acreditamos no livre pensar. Trabalhamos para construir o fio que integra PROPÓSITO, CONSCIÊNCIA E ATIVIDADE, em direção à realização do Ser. É um exercício de cada dia, de atenção plena, presente, silenciosa e ativa. Sentimos no Amor, a força e a sustentabilidade da vida. Cultivamos a Vontade, a Gratidão, e a Alegria para atingir um estado de Ser, onde tudo é mais leve.
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Saiba mais acessando o site, que também tem a loja virtual:
http://www.livrariaarjuna.com.br/

domingo, 18 de outubro de 2009

A idade e a mudança

Por Lya Luft
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Mês passado participei de um evento sobre o Dia da Mulher.
Era um bate-papo com uma platéia composta de umas 250 mulheres de todas as raças, credos e idades. E por falar em idade, lá pelas tantas, fui questionada sobre a minha e, como não me envergonho dela, respondi.
Foi um momento inesquecível... a platéia inteira fez um 'oooohh' de descrédito.
Aí fiquei pensando: 'pô, estou neste auditório há quase uma hora exibindo minha inteligência, e a única coisa que provocou uma reação calorosa da mulherada foi o fato de eu não aparentar a idade que tenho? Onde é que nós estamos?'
Onde não sei, mas estamos correndo atrás de algo caquético chamado 'juventude eterna'. Estão todos em busca da reversão do tempo. Acho ótimo, porque decrepitude também não é meu sonho de consumo, mas cirurgias estéticas não dão conta desse assunto sozinhas.
Há um outro truque que faz com que continuemos a ser chamadas de senhoritas mesmo em idade avançada.
A fonte da juventude chama-se "mudança".
De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora.
A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas.
Eu pretendo morrer jovem aos 120 anos.
Mudança, o que vem a ser tal coisa?
Minha mãe recentemente mudou do apartamento enorme em que morou a vida toda para um bem menorzinho. Teve que vender e doar mais da metade dos móveis e tranqueiras, que havia guardado e, mesmo tendo feito isso com certa dor, ao conquistar uma vida mais compacta e simplificada, rejuvenesceu.
Uma amiga casada há 38 anos cansou das galinhagens do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos.
Rejuvenesceu.
Uma outra cansou da pauleira urbana e trocou um baita emprego por um não tão bom, só que em Florianópolis, onde ela vai à praia sempre que tem sol.
Rejuvenesceu.
Toda mudança cobra um alto preço emocional.
Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza.
Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face.
Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna.
Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho.
Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.
Olhe-se no espelho...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Prêmio Dardos

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Hoje o Blog DESPERTAR recebeu o Prêmio Dardos da amiga Kelma Mazziero (grande taróloga e professora de Tarô), que edita o Blog Cartas na Mesa (http://blog.kelmamazziero.com.br/). Gratidão Kelma, pelo carinho e reconhecimento!
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O Premio Dardos é o que dá a cada blogueiro o reconhecimento de seu valor, esforço, ajuda, transmissão de conhecimento. Além disso, é uma ajuda mútua de divulgação entre os blogueiros, sem os interesses pessoais, visando apenas ampliar pela Net todo o serviço de transmissão e informação que através de pessoas, como nós, tem a intenção de divulgar matérias voltadas para as áreas de interesse humano.

Em breve, conforme as regras do prêmio, indicarei os Blogs que na minha opinião também merecem ganhar este prêmio. Aproveito este post para agradecer todos os e-mails de carinho e agradecimento que tenho recebido dos leitores e visitantes deste espaço. Fico sempre muito contente!!! NAMASTÊ!

domingo, 11 de outubro de 2009

Geometria Sagrada - uma breve introdução

Artigo de Allan Lopes (especialista em Geobiologia)
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Quando a maioria de nós pensa no movimento das estrelas e dos astros no céu, numa bela porcelana marajoara com seus desenhos intricados, numa sinfonia de Mozart, no Partenon Grego, na planta que cresce em nosso quintal e até mesmo em nosso cartão de crédito, sentimos imediatamente uma espécie de atração, de fascinação, desejo. Poderíamos chamar a isso simpatia, ressonância ou simplesmente reconhecimento.
Este reconhecimento vem do fato que todas estas estruturas, embora externalizem formas, aspectos e funções completamente diferentes, estão construídas sobre o mesmo fundamento que erige nossos corpos e que regula nosso ciclo de vida, crescimento, amadurecimento e morte: uma série de proporções geométricas que são a base arquitetônica e funcional de todo o universo, desde as partículas subatômicas até os agrupamentos de galáxias mais distantes do cosmo.
A esta série de medidas e proporções que ordena o tempo e o espaço e todas as estruturas neles inseridas damos o nome de Geometria Sagrada.
Geometria Sagrada é representar o divino através da forma.
É a busca do perfeito casamento entre a Terra, sua medida (geometria) e o Céu (sagrado).
Portanto, qualquer forma de representação que aponte na direção do sagrado pode ser considerada Geometria Sagrada, num sentido mais amplo do termo. Um pássaro, uma árvore, uma montanha, um círculo, um quadrado, um astro celeste, um pergaminho, um rio, um desenho livre, uma construção, são possíveis formas de expressão da Geometria Sagrada.
O grande musicólogo alemão Marius Schneider nos diz: O símbolo é a manifestação ideológica do ritmo místico da criação e o grau de veracidade atribuído ao símbolo é uma expressão do respeito que o homem é capaz de conceder a este ritmo místico.
Existem categorias de números, formas e proporções que são mais utilizadas mundialmente através da história como Geometria Sagrada. Temos como exemplos imediatos o número 1, o círculo, o quadrado e o retângulo e as proporções Pi ( ), Raiz de 2 ( ), Raiz de 3 ( ), Raiz de 5 ( ) e Phi ( ), ou Proporção Áurea, além da Medida Sagrada do Lugar, das séries de Fibonacci e de algumas escalas musicais.
Mas estas categorias exalam apenas algumas das facetas dessa nobre arte, já que justamente por não haver um corpo de conhecimento fixo que estabeleça o que vem a ser a Geometria Sagrada ela não pode ser considerada uma ciência.
A Geometria Sagrada busca um padrão harmônico nas formas, medidas e proporções daquilo que se utiliza para representar o divino. Porém podem existir formas harmônicas que não são necessariamente consideradas sagradas, ao mesmo tempo que nem todas as formas sagradas são obrigatoriamente harmônicas posto que o sagrado é relativo a quem o representa.
Desta maneira, a Geometria Sagrada nasce como uma maneira de aperfeiçoamento das formas representativas do divino ao se atribuir a este o uso de um mecanismo subjacente para a criação e manutenção do universo enquanto o Homem se coloca na posição de “copiar” a maneira de operar da Divindade.
De acordo com o Geobiólogo Espanhol Juan Saez, “utilizar a Geometria Sagrada é imitar como opera o divino”, posto que o símbolo, em um nível mais profundo é a própria coisa simbolizada.
Ao imitar o sagrado estamos ao mesmo tempo abrindo oportunidades para que Sua obra seja feita através de nossas mãos, assim o uso da representação e da imitação leva a um processo de co-operação, onde o Homem toma para si a tarefa de auxiliar o Sagrado a exercer suas funções.
Eventualmente um processo de trabalho conjunto levará à noção de identidade entre aquilo que se representa e aquilo que é representado, através de seu representante.
Esta noção de identidade, de ligação profunda, de união é freqüentemente descrita como amor. A capacidade de amar nasce dessa identificação.
Portanto a representação, a imitação e a cooperação levam a uma compreensão de identificação e amor com a divindade. Passa-se neste ponto a Viver e Ser a própria divindade.
Embora sua objetividade seja a ordem subjacente à todas as coisas, moléculas, galáxias, folhas e etc., e sua expressão exterior possibilite ao homem a confecção de artefatos e edificações de maior ou menor complexidade, o objetivo implícito dessa educação era, em tempos antigos, permitir que a mente se tornasse um canal, através do qual a Terra poderia receber o abstrato, a vida cósmica do Céu.
Este processo de uso psicológico da geometria transformou-a em matéria de estudo dos grandes filósofos e místicos da humanidade, independentemente de seu uso prático exterior, como comenta Platão, em República VII:
“Que prazer me dais, os que pareceis preocupados porque eu vos imponha estudos pouco práticos. Não é próprio unicamente dos espíritos medíocres, pois todos os homens tem dificuldades para se persuadir de que é através destes estudos, utilizados como instrumentos, que se purifica o olho da alma, e que se propicia que um novo fogo arda nesse órgão que foi obscurecido e como que extinguido pelas sombras das outras ciências, um órgão cuja conservação é mais importante que dez mil olhos, já que é através dele apenas que podemos contemplar a verdade” (citado em Spiritual Path, Sacred Place. Barrie, Thomas. 1996).
No entanto, os antigos Mestres de Obra e os sábios mais pragmáticos do passado equilibravam tanto o caráter externo quanto pessoal da Geometria Sagrada levando estas pautas às suas construções, às suas músicas, às suas obras. O objetivo era transmutar o sutil em concreto e vice-versa e assim “capturar” essa divindade, essa eternidade, para impregnar o indivíduo com algo inapreensível. Por isso suas obras seguem incólumes pelos séculos.
Ao estudarmos ou utilizarmos desenhos, objetos, móveis, decorações, casas ou qualquer outro artefato construído com proporções sagradas estamos ao mesmo tempo cooperando com a Criação e trazendo para nossas vidas esta harmonia intrínseca do universo, auxiliando nosso desenvolvimento e o crescimento do nosso ser diversificado em busca do retorno à Unidade.

Imagem: Cubo de Metatron (por Charles Gilchrist)
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sábado, 10 de outubro de 2009

A história de uma grande mulher nos cinemas

Recentemente, o conhecido diretor espanhol de cinema Alejandro Amenabar ("Mar adentro", 2004) dedicou um filme "Ágora" à vida de Hipátia, que é representada pela bela e talentosa atriz Rachel Weiz. Amebar declarou que o seu filme pode ser interpretado como uma espécie de reflexão sobre os fundamentalismos religiosos de todos os tempos.
Hipátia
nasceu em Alexandria por volta do ano 370 DC. Aperfeiçoou os seus estudos em Atenas e, de volta para sua cidade natal, tornou-se professora de matemática e filosofia. Era considerada uma palestrante carismática e suas aulas foram muito concorridas. Escreveu comentários à obras clássicas de matemáticos gregos. Manteve-se solteira e declarava-se "casada com a verdade".
O conjunto da sua obra é tido como de relevo, e a sua morte, ocorrida em 415, foi trágica. Foi o último dos grandes nomes intelectuais que trabalhou na Biblioteca de Alexandria. Tornou-se a primeira mulher que a história registra como dedicada à matemática. Hipátia de Alexandria nasceu em um lar de sólida tradição intelectual. Seu pai Têon, conhecido matemático, filósofo e astrônomo, escreveu em 11 livros um comentário sobre o célebre tratado "Almagesto" de Ptolomeu, e realizou uma revisão dos "Elementos" de Euclides, de onde são baseadas as edições mais modernas da obra do conhecido matemático grego.
A maior parte da obra escrita por Hipátia foi perdida, mas no século XV foi encontrada na Biblioteca do Vaticano uma cópia do seu comentário sobre a obra do matemático grego Diofanto. Devido a sua ambientação cultural e a influência da educação recebida do seu pai, é certo que Hipátia conheceu e estudou a obra do astrônomo Ptolomeu. A partir das cartas escritas por Sirenius, um dos seus alunos, sabemos hoje que Hipátia gastou bastante tempo da sua atividade cultural desenvolvendo astrolábios, instrumentos mecânicos utilizados para cálculos astronômicos e localização de astros no céu.
Na filosofia, Hipátia abraçou a causa da escola neoplatônica, que na sua época em Alexandria atuava em oposição aos grupos cristãos, mais fervoroso e atuante. Ao longo do tempo, o cristianismo, por assim dizer, dominou e até mesmo assimilou o que lhe interessava do neoplatonismo, na época considerada uma filosofia pagã; isto aconteceu não somente em Alexandria como em todo o mundo romano.
Disputas religiosas e conflitos entre lideranças de Alexandria, apoiados por correntes religiosas, atraíram a ira de devotos inflamados cristãos contra a "herege" Hipátia. A matemática e filósofa era considerada a face visível do neoplatonismo na cidade. Existem várias versões sobre o seu trágico final, todas coerentes entre si, sendo a mais difundida é a variante registrada por Edward Gibbon, no seu conhecido livro "O declínio e a queda do império romano". Nesta versão, em uma manhã da quaresma de 415, Hipátia foi atacada na rua, quando voltava para sua casa em sua carruagem. A multidão enfurecida arrancou-lhe os cabelos e a roupa, esfolou a sua pele com carapaças de ostras, arrancaram-lhe os seus braços e pernas, e queimaram o que restou do seu corpo. Atitude de um verdadeiro furor bárbaro.
O impacto dramático da morte de Hipátia fez com que o ano do seu ocorrido fosse tomado por alguns historiadores como o marco do fim do período antigo da matemática grega. Para outros, este fecho só ocorrerá mais de cem anos depois, com a morte de Boécio (425), também de uma maneira trágica. Entretanto, a morte de Hipátia de um certo ponto de vista sinaliza o fim de Alexandria como importante centro de estudos da matemática grega antiga.
Intelectuais de Voltaire a Carl Sagan, passando por Bertrand Russel dedicaram-lhe comentários de apreço e reconhecimento.
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Fonte:
http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=11180

sábado, 3 de outubro de 2009

Sintonizando as estações

A vida é um constante ciclo de vida - morte - vida. Na natureza temos as estações do ano: primavera - verão - outono - inverno. Em nossas vidas também podemos perceber interiormente quanto estamos abrindo ou fechando um ciclo. Neste contexto, gostaria de compartilhar um trabalho que conheci há pouco tempo e gostei muito, pois alia a terapia floral com a sincronização com os ciclos - internos e externos. Abaixo conheça um pouco sobre este magnífico projeto:

Texto extraído do site http://www.essenciasfloraisbrasil.com.br/

Um floral é, acima de tudo, um convite para que a pessoa assuma a responsabilidade sobre si mesma e seu universo. No momento em que alguém identifica um padrão em si que deseja mudar, fica possível buscar um floral que esteja de acordo com esse propósito, por isso eu acho válido que as pessoas decidam preparar florais para si mesmas, porque assim estão assumindo responsabilidade sobre suas escolhas!
Utilizar essências florais como um instrumento a mais para elaborar uma realidade mais harmoniosa, equilibrada, positiva e consciente é a proposta. Manter o padrão energético em alta, em um momento onde muitas energias estão em movimento ao nosso redor é muitas vezes um exercício que requer atenção redobrada e cuidados cotidianos.
Cada estação do ano carrega uma vibração diferente, e essa freqüência afeta como pensamos, sentimos, agimos, nos relacionamos, criamos nosso dia a dia, e mais que isso, ela faz parte de um ciclo de equilíbrio da natureza.
Com a finalidade de sintonizar cada uma dessas estações, esse projeto foi criado com a finalidade de que possamos reconduzir nossa vida, descobrir nosso poder, realinhar nossa alma com nossa missão e nossas atitudes. Você vai perceber como elas são diferentes entre si!
As atividades propostas não têm ordem certa. Você pode fazer todas, pode optar por algumas e deixar outras de lado... importante é sintonizar cada estação e tirar dela o máximo de consciência possível, honrando a sabedoria da Existência e a divindade em você!
O primeiro livreto do projeto – Winter Spring – é recheado de exercícios e rituais voltados para o trabalho interior, abordando temas como culpa, medo, sexualidade, ancestrais, limpeza energética, etc.
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FLORAL WINTER (INVERNO)
Essa é uma composição com a finalidade de fazer uma drenagem emocional, ajudando o indivíduo a liberar cargas e entulhos que carrega como sentimentos, pensamentos e padrões de relacionamento.
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FLORAL SPRING (PRIMAVERA)
Essa composição tem a finalidade de incentivar expansão, criatividade, positivismo e poder pessoal. Voltada para a capacidade que cada um de nós tem de plantar as sementes de nossas vidas, Spring busca trazer consciência do que plantamos para ser coerente com o que desejamos colher. Ela ajuda a encontrar, reconhecer e nutrir em si mesmo o que é de melhor.

A Sabedoria dos Ciclos Femininos


Por Patricia Cuocolo (Espaço Integração)

A mulher é portadora de uma das funções mais sagradas que é ser a “Guardiã dos Ciclos”. Nas culturas ancestrais, ela era reverenciada e associada ao próprio Princípio Divino Feminino, pois trazia em seu vaso sagrado (ventre) a possibilidade de criar vida de dentro do seu próprio corpo e nutrir essa vida com o alimento gerado dentro dele. Ela era a própria criação.

O período da Menstruação era o período que elas se retiravam para a Tenda Vermelha para realizarem seus rituais, para se regenerarem, para se conectarem com suas ancestrais e sua intuição. Utilizavam o poder de purificação das ervas e fertilizavam a terra e seus projetos com o poder do sangue menstrual. Vertiam seu sangue diretamente na terra , o sangue era o poder da vida e era responsável por gerar vida.
No Antigo Egito muitos faraós antes de serem enterrados eram pintados com o sangue menstrual para a garantia de seu renascimento.
Lua, Sangue e Mulher sempre estiveram associadas. Em várias línguas as palavras menstruação e Lua são as mesmas ou estão relacionadas. Notem que “mens” significa “Lua”.O momento da menstruação é o momento que a Mulher está com os “portais” abertos, pois quando o sangue verte, algo na mulher está morrendo para renascer.

O endométrio se descola da parede do útero para iniciar o processo de regeneração. A partir desse ponto o útero se prepara para receber uma nova vida, que pode ser um filho, ou alguma produção criativa, como um projeto novo, um relacionamento, um trabalho, uma amizade, um caminho espiritual, entre outros.
A essência da mulher é ser portadora dos ciclos de vida - morte - vida, e quando ela não dá atenção para essa natureza sábia - que tem sua representação máxima no ciclo menstrual, acaba muitas vezes adoecendo do corpo e da alma.
TPM, cólicas, dificuldade de engravidar, doenças no útero, ovários e seios, podem ter origem no fato da mulher ter se distanciado de sua natureza cíclica e sábia, onde sua capacidade de silenciar para ouvir a própria intuição e as mensagens de seu reino interior ficou para trás, com prejuízos drásticos para seu equilíbrio físico - psíquico - espiritual .
Uma das formas de reconexão com essa natureza é criar o hábito de analisar os ciclos, anotar a lua que geralmente chega a Menstruação (a Velha Sábia), e aprofundar na essência mutável de cada fase da Lua - (Lua Nova - o início dos ciclos, Lua Crescente - o amadurecimento , Lua Cheia - a colheita , Lua Minguante - a avaliação do que continua e do que escolho me desapegar para dar início a um novo ciclo) .
Outra maneira é participar de Círculos de Mulheres , onde através do olhar, dos gestos, da palavra e da dança de cada uma , é resgatado novamente o poder dos Mistérios Sagrados Femininos e onde são curadas as feridas da Alma da Mulher!


quinta-feira, 1 de outubro de 2009

No silêncio do SER

"A meditação é um modo de nos fixarmos em nós mesmos, no mais profundo centro de nosso ser. Uma vez que você encontrou o centro de sua existência, você terá encontrado tanto suas raízes quanto suas asas. As raízes estão na existência, tornando você um ser humano mais integrado, um indivíduo. E as asas estão na fragrância que é liberada por estar em contato com a existência. A fragrância consiste de liberdade, amor, compaixão, autenticidade, sinceridade, um senso de humor e um tremendo sentimento de alegria. As raízes tornam você um indivíduo e as asas dão a você a liberdade do amor, para ser criativo, para compartilhar incondicionalmente a alegria que você encontrou. As raízes e as asas chegam juntas. Elas são dois lados de uma experiência e esta experiência é achar o centro de seu ser.
Estamos continuamente nos movendo na circunferência, sempre em algum lugar bem distante de nosso próprio ser, sempre direcionado para os outros. Quando tudo isso é abandonado, quando todos os objetos são abandonados, quando você fecha seus olhos para tudo que não é você - até mesmo sua mente, as batidas de seu coração são deixadas para trás - apenas um silêncio permanece. Nesse silêncio você lentamente se assentará no centro de seu ser e, então, as raízes crescerão por si mesmas e as asas também. Você não precisa se preocupar com elas. Você não pode fazer nada com elas. Elas chegam por si mesmas. Você apenas preenche uma condição que é estar em casa; e toda a existência se torna uma alegria para você, uma bênção."

OSHO

domingo, 27 de setembro de 2009

Vamos curar a TERRA?

A nossa querida mãe terra - GAIA - está precisando de CURA, muita cura. Estamos vivendo na era do consumismo desenfreado, na qual está imperando no mundo o modelo americano capitalista (fruto do patriarcado), que visa o lucro e o poder. Em nome disso, muitas indústrias degradam o meio ambiente sem pensar nas gerações futuras.

A ordem do capitalismo é vender, vender e gerar cada vez mais lucro. Por outro lado, as pessoas entram num ciclo vicioso de comprar aquilo que não precisam para impressionar pessoas que nem conhecem. Este é um modelo de absurdas inversões de valores que geram as disparidades e crueldades que estamos vendo nos reinos da natureza. E o pior é que essa neurose coletiva está acarretando diversas doenças, desde a ansiedade, a síndrome do pânico até a depressão. Claro, essa cultura leva a um vazio interno muito grande. É preciso repensarmos a nossa vida, a nossa sociedade, este modelo que estamos vivendo sem nenhum questionamento.

Retrocedendo um bocado na história para tentarmos entender as raízes do patriarcado, verificamos que no período Neolítico, que durou cerca de 10 mil anos, predominava naquela época a sociedade matriarcal - onde havia a cultura de caça para a sobrevivência, e a mulher era vista como um ser sagrado, visto que somente ela tinha o poder de gerar a vida. A transição do período Neolítico para a Idade dos Metais (período marcado pelo início da fabricação de instrumentos metálicos) foi marcado pelas lutas por conquista de territórios e terras férteis para o plantio, em que começaram a surgir as primeiras aldeias, depois as cidades, Estados, Impérios, e assim sucessivamente, criando-se as sociedades patriarcais, em que predomina a lei do mais forte. Nesse contexto, a mulher foi ficando reduzida ao âmbito doméstico; e junto com isso os valores "femininos" (cuidar, nutrir, proteger) também foram sendo relegados a segundo plano.

O atual movimento de retorno do Sagrado Feminino é uma tentativa de resgatar os valores do "feminino" - tanto no nível individual quanto no coletivo - pois enquanto privilegiarmos os valores ligados ao "masculino" (luta, poder, conquistas), estaremos colaborando com este desequilíbrio do patriarcado, que gera guerras, conflitos e também a devastação do nosso planeta. O ideal é trilharmos o CAMINHO DO MEIO, pois tanto os valores masculinos e femininos são igualmente importantes se vivenciados com sabedoria e equilíbrio.

No meu ponto de vista, a melhor solução é sempre a busca pelo autoconhecimento e a valorização do sagrado em nossas vidas. Ao ampliarmos a nossa consciência, deixamos de ser vítimas manipuláveis deste modelo capitalista doentio e passamos a ser agentes de transformação. Compreendemos que a nossa verdadeira busca é interna. Fortalecemos o nosso centro de poder (nosso coração) e com isso aprendemos a viver cada dia em total presença no momento presente. Íntegros, inteiros, verdadeiros. Este preenchimento interior nos permite deixar fluir a nossa vontade e a nossa luz, o que nos leva a um sentido de felicidade, plenitude, de respeito aos nossos limites e também dos outros, e de reencontro com o divino em nós.
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Kátia Bueno

sábado, 19 de setembro de 2009

PRIMAVERA, seja bem vinda!

"A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores. Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol. Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento - por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera."
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Texto extraído do livro de Cecília Meireles - Obra em Prosa - Vol. 1
Obrigada Carol Flor por compartilhar o texto comigo. Gratidão!
Imagem: Josephine Wall

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Retrato de uma pessoa conectada com o campo da intenção

Uma pessoa que vive em um estado de unidade com a Fonte de toda vida não aparenta ser diferente das outras pessoas. Além disso, esta pessoa não possui uma auréola, nem se veste com roupas especiais que anunciem as suas qualidades divinas. Entretanto, quando notar que alguém passa pela vida como os afortunados, que parecem obter todas as vantagens, e parar para falar com estas pessoas, percebe o quanto são singulares, comparando-se com as pessoas que vivem nos níveis ordinários de consciência. Estas pessoas, que eu chamo conectores para ressaltar a sua harmoniosa conexão com o campo da intenção, são indivíduos que se fizeram a si mesmos disponíveis para o êxito. É impossível encontrá-los em um estado de pessimismo com relação à realização do que desejam para as suas vidas.

Para os conectores tudo isto parece muito simples. Mantém os seus pensamentos naquilo em que tem intenção de criar. Permanece solidamente alinhado com o campo da intenção, e busca as pistas que chegam até você vindas da Fonte onicriadora. Para um conector, simplesmente os acidentes não existem. Percebem os acontecimentos aparentemente insignificantes como se fossem orquestrados em perfeita harmonia. Acreditam na sincronicidade e não lhes surpreende que apareça a pessoa perfeita para uma certa situação; ou que alguém, em quem estavam pensando, logo telefone; ou que um livro chegue de improviso pelo correio trazendo a informação que precisavam; ou que, misteriosamente, apareça o dinheiro necessário para financiar um projeto que estavam planejando.

Os conectores se descrevem como pessoas que vivem em estado de agradecimento e audácia. É improvável que escute ele se queixando de algo. Eles não são excessivamente exigentes. Se chove, desfrutam, sabendo que não conseguirão ir aonde querem se só viajarem nos dias ensolarados. Assim é como reagem frente a todas as coisas da natureza, com agradecida harmonia.

Este vínculo de conexão é o que faz os conectores tão hábeis em atrair para a sua vida cooperação e assistência de outros no cumprimento das suas próprias intenções. Portanto, os conectores não se surpreendem quando a sincronicidade ou as coincidências lhes trazem os frutos das suas intenções. Sabem, nos seus corações, que estes acontecimentos, aparentemente milagrosos, foram trazidos ao seu espaço vital imediato porque eles mesmos já estavam conectados com estes eventos.

Os conectores simplesmente não permitem que o seu bem-estar dependa de algo externo a eles mesmos, nem do tempo atmosférico, nem das guerras existentes em algum lugar do globo, nem do panorama político, nem da economia, nem, evidentemente, de alguém que tenha decidido estar em uma energia baixa. Trabalham com o campo da intenção, emulando o que eles sabem que é a Fonte criadora de tudo.

Os conectores sempre estão em contato com a sua natureza infinita. Graças ao fato dos conectores sempre se sentirem alinhados com todos e com todo o universo, não experimentam o sentimento de estarem separados de ninguém, nem de nada que queiram atrair para as suas vidas. A sua conexão é invisível e imaterial, mas nunca é colocada em dúvida. Além disso, vivem cada dia apaixonadamente.
Os conectores são conscientes da necessidade de evitar a baixa energia. Silenciosamente, afastar-se-ão das pessoas ruidosas, belicosas e julgadoras, enviando-lhes uma silenciosa benção e retirando-se para deixar o caminho livre.

Os conectores são pessoas excepcionalmente amáveis e amorosas. Sabem que, harmonizando-se com a energia da Fonte, reproduzem a bondade que provém dela. Ademais, para eles não pressupõe esforço algum em ser amável. Sempre são agradecidos com o que lhes chega, e sabem que esta bondade para com tudo na vida e para com o nosso planeta é a maneira de mostrar esta gratidão.

Os conectores são curiosos sobre a vida, e lhes atrai todo o tipo de atividade. Sempre encontram algo para desfrutar em todos os campos do esforço criativo humano, e sempre estão expandindo os seus próprios horizontes. São como uma porta aberta, que nunca se fecha para as possibilidades. Isto lhes faz totalmente receptivos à abundância que sempre, incessantemente, flui.Estas atitudes que verá nas pessoas conectoras são precisamente a razão pela qual parecem tão afortunados na vida. Quando está com eles, sente-se energizado, decidido, inspirado e unificado.

Incentivo-lhe a reproduzir o seu mundo interior, e a regozijar-se no infinitamente magnificente poder da intenção.

Texto de Wayne Dyer
Imagem da artista Josephine Wall

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Religião do Novo Mundo

Antes do texto, um comentário:
Hoje em dia encontramos de tudo na internet, acho simplesmente fantástico. Não existe nada que represente melhor a Era de Aquário do que esta rede de computadores que interconecta tudo e todos, diminuindo distâncias, quebrando paradigmas e disseminando a informação sem distinções. Bom, tenho encontrado textos ótimos ligados à espiritualidade e autoconhecimento na web, porém tem muita informação distorcida também. Portanto, discernir é fundamental! Alguns textos interessantes que encontro não possuem uma autoria bem definida, como foi o caso do excerto abaixo. Ainda assim, decidi publicá-lo aqui no blog por acreditar que o seu conteúdo é bom para refletirmos sobre a questão religiosa, que assim como a ARTE, deveria ser universal. Vejam, o meu intuito não é apontar um caminho correto a ser seguido (eu não acho isso ético), mas abrir possibilidades, gerar reflexão e, desta forma, instigar a busca por respostas. Ética significa respeitar as diferenças, as crenças e as escolhas de cada um.
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A Religião do Novo Mundo é um ensinamento de integração, eclético, sintético, que honra enormemente todas as Religiões e caminhos espirituais do passado e absorve de todas elas. Ela integra e sintetiza todas elas, formando uma Bíblia sintética de tudo. Porém, esta Religião do Novo Mundo tem em seu fundamento ensinamentos de temas de Ascensão e dos Mestres Ascensos. A Religião do Novo Mundo tem como seu tema principal ensinar as pessoas a se tornarem Mestres Ascensionados Integrados, Mestres Eu Sou Integrados, e através de se tornarem Cristos Integrados, e Poderosas Presenças Eu Sou Integradas. Em vez que focar naquilo que separa as religiões, os caminhos espirituais e as pessoas, ela procura dar ênfase nas semelhanças de todos os caminhos, da Fraternidade de Deus e na Irmandade dos Homens.
Quando os Sermões são pregados na Religião do Novo Mundo todos os textos das Religiões são honrados e reverenciados, mas também novos ensinamentos são dados diretamente do Espírito e dos Mestres Ascensos. Assim ela acena com o melhor de todas as Religiões e caminhos espirituais do passado, mas não fica presa na linha do tempo, cogitando se estes ou aqueles profetas são os únicos que falavam a verdade. Portanto é uma Religião que se mantém construindo e continuando a evoluir e crescer. Ela é contemporânea, viva e ativa!
A Religião do Novo Mundo também absorve de todas as formas de psicologia e todas as modalidades de cura. Ela ensina que cada um deve
escolher o caminho que é o correto para si, dentre as Religiões do Mundo ou dentre os outros vários Caminhos Espirituais, Escolas de Mistérios, Canais, Gurus, e textos espirituais neste Planeta. Nenhum caminho é melhor do que o outro, assim como todos os caminhos levam a Roma como diz o ditado. Ela ensina e sugere que todos encontrem o caminho que melhor lhe sirva e não tente forçar ou converter as pessoas para a “Religião do Novo Mundo”.

Também é inerente à ela a “Ciência da Iniciação e da Ancoragem e Ativação do Corpo de Luz”. Também o são os ensinamentos sobre reencarnação, meditação, oração, canalização, desenvolvimento da consciência, transcendência do ego negativo/reações baseadas no medo/consciência de separação, as quais são substituídas por um termo sintético: consciência Espiritual/Crística de Deus. Há uma tremenda ênfase na integração e equilíbrio em todas as coisas.
A Religião do Novo Mundo levanta o véu de tudo que é místico e esotérico para que todos aprendam de um modo fácil de entender e prático. Os eventos, as celebrações e convocações são efetuadas sob o estandarte da Ascensão, que nunca exclui qualquer alma ou caminho espiritual.
Nós somos réplicas miniaturas do único EU SOU O QUE EU SOU. Nesta Religião nós nos propomos a servir o Eu Sou, e não a si mesmo, mas a toda a Criação igualmente. Ela ensina você a viver para uma finalidade maior do que só para si mesmo. E não é para esta nobre finalidade que todos nós estamos aqui?

72 Nomes de Deus

Abaixo a imagem de 3 letras hebraicas que compõem um dos Sagrados Nomes de Deus. Neste caso é a sequência que evoca a TRANSFORMAÇÃO GLOBAL. A meditação com estas letras deve ser realizada da direita para esquerda, visualizando estas letras se iluminando em fogo flamejante.


Saiba mais sobre os 72 nomes de Deus no site: http://www.72.com

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

O resgate individual com Ártemis

Todos nós conhecemos a imagem de Ártemis (Diana, para romanos), que foi esculpida e pintada como uma Deusa Lunar esguia, virginal, acompanhada de cães ou leões e trazendo um arco dourado nas mãos. Ela era a deusa mais popular da Grécia. Ela habita as florestas, bosques e campinas verdejantes, onde dança e canta com ninfas que a acompanham. Ártemis/Diana era o ideal e a personificação da vida selvagem da natureza, a vida das plantas, dos animais e do homens, em toda sua exuberante fertilidade e profusão. Rodeava à Ártemis uma pureza, um inflexível autonomia, que conectava os amplos espaços inexplorados da natureza com a solidão que todo o ser humano precisa para descobrir uma identidade única.

O Arquétipo da feminilidade desta Deusa-Virgem, começa a se tornar importante novamente. Por muito tempo permanecemos à sombra da feminilidade absoluta, sob a influência de uma realidade masculinizada.
Ártemis/Diana é tão linda quanto Afrodite e nos fala que a solidão, a vida natural e primitiva pode ser benéfica em algumas fases de nossa vida. Amazona e arqueira infalível, a Deusa garante a nossa resistência a uma domesticação excessiva. Além disso, como protetora da fauna e flora, ela é uma figura associada à ecologia contemporânea, onde há necessidade de salvaguardarmos o que ainda nos resta.
Uma parte deste redespertar da espiritualidade artemisiana já vem ocorrendo há vários anos na Europa, mas já chegou também ao Ocidente. Na Grã-Bretanha, redescobriu-se a antiga Deusa Branca dos celtas, graças ao maravilhoso livro "White Goddess", de Robert Graves. Hoje já há também uma nova compreensão sobre feitiçaria, sob o nome de Wicca. Esta religião-arte, nada mais é do que a "antiga religião" de Diana/Ártemis. Aquelas mulheres que praticavam o culto à Deusa Diana vieram a ser identificadas com as chamadas bruxas e foram perseguidas e exterminadas. Entretanto, junto com a Wicca e outros movimentos semelhantes, está ocorrendo uma importante ressurreição das antigas tradições xamânicas e de cura nos quatro cantos do mundo. Todos os tipos de neo-pagãos têm buscado as origens reais ou reconstruídas do xamanismo.
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Reflexão de Ártemis (extraído do Oráculo da Deusa - por Amy Sophia Marashinsky)
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Ártemis atira-lhe sua flecha da individualidade, convidando-a(o) a concentrar-se em si mesma(o). Você tem estado demasiadamente ocupada(o) com outros que esquece de si mesma? Há bastante tempo não tem um espaço só seu? Os limites de sua individualidade encontram-se difusos e indistintos? Sua personalidade é desprezada ou aniquilada pelos outros, pois eles sempre impõe suas necessidades antes das suas? Pois aqui e agora é hora de ser você mesma(o), se impor como pessoa com identidade própria e não viver mais a vida dos outros. É hora de seu resgate individual, de celebrar e fortalecer a pessoa maravilhosa que você é. Ártemis lhe diz que a totalidade é alimentada quando você se honra, se respeita e dedica um tempo para si mesma. Ela também pergunta como você pode esperar conseguir o que quer se não tiver um "eu" a partir do qual atirar para alcançar seu objetivo?
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Fonte (leia o artigo na íntegra) em: http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusadiana.html

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Abraçando a sombra com Inanna

"Fui até lá
de livre vontade
Fui até lá
com meu vestido mais lindo
minhas jóias mais preciosas
e minha coroa de Rainha do Céu
No Inferno
diante de cada um dos sete portões
fui desnuda sete vezes
de tudo o que pensava ser
até que fiquei nua daquilo que de fato sou
Então eu a vi
Ela era enorme e escura e peluda e cheirava mal
tinha cabeça de leoa
e patas de leoa
e devorava tudo que estivesse à sua frente
Ereshkigal, minha irmã
Ela é tudo o que eu não sou
Tudo o que eu escondi
Tudo o que eu enterrei
Ela é o que eu neguei
Ereshkigal, minha irmã
Ereshkigal, minha sombra
Ereshkigal, meu eu"
...
Inanna era a Deusa da Suméria responsável pela reprodução e fecundidade, prolongamento da tradição das "Deusas-Mães" atávicas. Inanna, certa vez, tomou a iniciativa de fazer uma visita ao deus da sabedoria, que morava no Abzu, o céu dos deuses sumérios, a morada deles. Tinha como propósito honrá-lo e lhe proclamou uma oração. Enki era o deus sumério que conhecia as leis do céu e da terra, o coração dos deuses, assim como todas as coisas. Inanna era a Rainha do Céu e da Terra, mas não sabe nada do submundo e sua missão agora é desvendar seus segredos. Ela descerá para presenciar os rituais de sepultamento de Gugalana (grande touro do céu), marido de sua irmã-avó Ninlil-Ereshkigal, Rainha do Submundo que reinava sobre os 7 infernos dos submundos. Inanna deveria testemunhar de modo presente a sombra reprimida do Deus celeste, o fato dele ter sido um estuprador e por isso mandado para o mundo subterrâneo como castigo.
Haviam 7 portais que Inanna deveria cruzar rumo ao seu objetivo final. Em cada uma destas portas se vê despojada de seus instrumentos de poder, desde sua coroa até suas vestes. No sétimo e último portal, totalmente nua encontra-se com Ereshkigal, sua irmã e rival. A retirada de todos seus pertences se faziam necessário, porque o "ego" tentaria se defender com todos os seus poderes conscientes. A coroa de Inanna, por exemplo, significava o seu poder intelectual. Suas jóias e adornos, simbolizavam seu poder de agir e a sua habilidade crítica de julgar. As suas vestes reais, seriam as defesas de seu psique e uma das formas de proteção contra tudo e todos. Totalmente nua, seria a única forma com que Inanna poderia se relacionar com sua sombra. Neste estado vulnerável, Inanna enfrenta sua irmã (sua sombra), é presa e crucificada num poste do mundo inferior, constituindo-se numa imagem de divindade feminina agonizante. Como qualquer iniciada, ela se rende corajosamente ao próprio sacrifício, para ganhar nova força e conhecimento. Como a semente que morre para renascer, a Deusa se submete. Sozinha e na escuridão, Inanna decompõe-se. Mas nem tudo está perdido, esta experiência e a aceitação de sua vulnerabilidade, a descoberta da necessidade do sacrifício e da morte para que os ciclos da vida se perpetuem, aumentam o poder de Inanna, assim como sua compreensão e beleza. Inanna oferece-se em sacrifício, testemunha a morte das forças férteis e traz a si mesma como semente. E de sua imolação voluntária depende a continuidade da criação. A idéia fundamental é de que a vida só pode nascer do sacrifício de outra vida.
É Ninshubur que dá o alarme depois que Inanna se ausenta por mais de três dias, conclamando mulheres e homens e pedindo a intercessão dos deuses celestes em favor da Deusa. Ambos os deuses, o celeste e o lunar, recusam-se ou não ousam resgatar Inanna do local de estagnação do Mundo Inferior. É somente de Enki que receberá ajuda. Ele é o deus da sabedoria, que mora no fundo do abismo. Em vários mitos ele aparece ao lado de Inanna. Da sujeira que estava embaixo das suas unhas pintadas de vermelho de uma de suas mãos ele cria Kurgarra e da sujeira da outra, Kulatur. Eles são descritos como criaturas que representam a atitude fundamental para atrair as bençãos da Deusa Escura
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Refletindo:
Inanna marcha com determinação para o mundo inferior, indo de maneira ativa e consciente para o auto-sacrifício. É assim que a mulher moderna tem que aquiescer e cooperar na introversão e regressão necessárias ao mundo subterrâneo, o mundo dos níveis arcaicos e mágicos da consciência. Deve descer para encontrar seus começos instintivos e encarar a face da Grande Deusa, e a sua própria antes de ter despertado para a consciência. Deve ir até a matriz das energias transpessoais antes de elas terem sido liberadas e tornadas aceitáveis. É o sacrifício do que está em cima em favor do que está embaixo. A Terra e o Mundo Subterrâneo vistos como uma descida, e também como um processo de transformação, não apenas correspondem à experiência de muitos indivíduos em processo de individualização, mas ainda, pode demonstrar que se trata de um evento coletivo da cultura moderna como um todo.

Imagem: Carta do Oráculo da Deusa
Fonte: Trecho do artigo de Rosane Volpatto -

A lição da Árvore

A Copa não existe sem a raiz.
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Uma árvore não é apenas o que se vê externamente. Do mesmo modo, o ser humano não é só aquilo que se apresenta aos nossos olhos. A árvore tem raízes escondidas debaixo da terra, e o homem tem "algo" escondido dentro de si que são suas mais profundas raízes.A copa e o tronco são as partes visíveis da árvore. Correspondem ao que as pessoas enxergam de nós, é a nossa aparência, o que queremos que as pessoas conheçam da gente.As raízes ficam abaixo da superfície da terra. É a parte obscura e "suja" da árvore. Nós, seres humanos também temos uma parte que escondemos das pessoas. Todos os nossos impulsos secretos, nossas vergonhas, nossos medos, nossos pensamentos "sujos", nossas vontades inconfessáveis e as nossas fraquezas são ocultados - consciente ou inconscientemente - na sombra da psique. Essa parte é natural e um componente necessário na formação da nossa personalidade, tanto quanto a raiz é necessária para a árvore como um todo.
A árvore é um conjunto integrado. O ser humano também deve integrar os aspectos superiores e inferiores. A árvore é completa, é plena. Do mesmo modo, o ser humano equilibrado não busca a perfeição (já que é uma mutilação), mas sim a plenitude. O homem só é pleno quando legitima seus impulsos subterrâneos e integra harmoniosamente os aspectos conflitantes da sua personalidade.
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Trecho extraído do livro A Sabedoria da Natureza, de Roberto Otsu
http://www.robertootsu.com/

"Para ser grande, sê inteiro:
Nada teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa.
Põe quanto és no mínimo que fazes.
Assim, em cada lago, a lua toda brilha
Porque alta vive."


Fernando Pessoa

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Compreendendo a Teosofia

A Teosofia é um oceano de conhecimento que se estende de um extremo a outro da evolução dos seres sensíveis. Insondável nas suas partes mais profundas, ela exige das mentes mais poderosas o máximo de seu alcance, embora seja suficientemente rasa em suas margens para ser entendido por uma criança. A Teosofia é a sabedoria sobre Deus, para aqueles que acreditam que Ele está em tudo e em todas as coisas, e é sabedoria sobre a natureza, para o homem que aceita a afirmação encontrada na Bíblia Cristã de que Deus não pode ser medido ou descoberto, e que a escuridão cerca sua tenda. Embora contenha por derivação o nome Deus, e pareça a princípio abarcar apenas a religião, a Teosofia não nega a ciência, pois é a ciência das ciências e por conseguinte foi chamada de sabedoria das religiões. Porque nenhuma ciência é completa se deixar de fora qualquer aspecto da natureza, seja ele visível ou invisível; e a religião que se baseia apenas em uma revelação, deixando de lado as coisas e as leis que as governam, não é mais do que uma ilusão, um inimigo do progresso, um obstáculo no caminho do homem, em seu avanço rumo à felicidade. Englobando tanto o científico como o religioso, a Teosofia é uma religião científica e uma ciência religiosa.
Não é uma crença ou um dogma formulado ou inventado pelo homem, mas é o conhecimento das leis que governam a evolução dos fatores físicos, astrais, psíquicos e intelectuais na natureza e no ser humano. A religião de hoje é apenas uma série de dogmas fabricados pelo homem, sem nenhuma fundamentação científica para a ética que divulga; enquanto nossa ciência ainda ignora o invisível e não admite a existência de um conjunto completo de faculdades perceptivas internas no homem, ficando apartada do campo de experiência imenso e real que existe dentro do mundo visível e tangível. Mas a Teosofia sabe que o todo é constituído do visível e do invisível, e ao perceber que as coisas e objetos externos são transitórios, compreende os fatos da natureza, tanto interna quanto externa. Ela é, portanto, completa em si mesma e não vê mistério insolúvel em lugar algum; ela risca a palavra “coincidência” de seu vocabulário e saúda o reinado da lei em tudo e em todas as circunstâncias.
É crença comum à humanidade que o homem possui uma alma imortal. A isso, a Teosofia acrescenta que ele é uma alma, e mais ainda, que toda a natureza é sensível, que o vasto conjunto de objetos e homens não é um mero ajuntamento de átomos arranjados ao acaso e deste modo sem leis que produzem leis; mas que desde o menor dos átomos, tudo é alma e espírito sempre evoluindo sob o domínio da lei que é inerente ao todo. A Teosofia diz, tal como ensinaram os antigos, que o curso da evolução é o drama da alma e que a natureza não existe para outro propósito que não seja a experiência da alma.
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Tradução de 'The Ocean of Theosophy', do autor William Q. Judge

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não-mente (o desapego da mente)

"... Uma vez que um homem esteja em um estado de não-mente, nada pode desviá-lo de seu ser. Não há poder algum maior que o da não-mente. Nenhum mal pode ser feito a tal pessoa. Nenhum apego, nenhuma cobiça, nenhuma inveja, nenhuma raiva, nada pode surgir nele. A não-mente é absolutamente um céu puro, sem qualquer nuvem. Existe uma lei intrínseca: pensamentos não têm vida própria. Eles são parasitas; eles vivem na sua identificação com eles. Quando você diz: 'eu estou com raiva', você está despejando energia vital na raiva, porque você está ficando identificado com ela. Mas quando você diz: 'eu estou observando a imagem da raiva na tela da mente dentro de mim', você não está mais dando qualquer vida, qualquer alimento, qualquer energia à raiva. Você será capaz de vê-la porque você não está identificado, a raiva é absolutamente impotente, não tem qualquer impacto sobre você, não muda você, não afeta você. Ela é absolutamente oca e morta. Ela passará e deixará o céu limpo e a tela da mente vazia. E uma vez que você começa a se mover no caminho certo, o seu êxtase, as suas belas experiências vão se tornar mais e mais profundas, mais e mais amplas, com novas nuances, novas flores, novas fragrâncias.
... Esses são os caminhos e o critério de como escolher: se você se move em algum caminho, usa alguma metodologia e isso lhe traz alegria, mais sensitividade, torna-o mais observador e lhe dá uma sensação de imenso bem estar, esse é o único critério de que você está indo no caminho certo. Se você estiver se tornando mais miserável, mais raivoso, mais egoísta, mais ambicioso, mais luxurioso, estas são as indicações de que você está se movendo num caminho errado. No caminho certo, a sua felicidade irá crescer dia após dia e suas experiências de belas sensações irão tornar-se tremendamente psicodélicas, muito coloridas, com cores que você nunca viu no mundo, com fragrâncias que você nunca experimentou. Então, você poderá seguir no caminho sem qualquer medo de que possa estar indo errado.
... A meditação com certeza leva à não-mente, assim como todo rio se move em direção ao mar, sem qualquer mapa, sem qualquer guia. Todo rio, sem exceção, finalmente, alcança o oceano. Toda meditação, sem exceção, finalmente, alcança o estado de não-mente. Quando você é parte da mente universal, a sua mente individual funciona como uma bela serviçal. Ela terá reconhecido a mestra e ela trará novidades da mente universal para aqueles que ainda estão presos à mente individual.Quando eu estou falando para vocês, é na verdade o universo que está me usando. As minhas palavras não são minhas palavras, elas pertencem à verdade universal. Esse é o poder, o carisma e a magia delas."

OSHO - Satyam, Shivam, Sundram - tradução: Sw. Bodhi Champak
Fonte:
http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=08157
Imagem: Tarot Shadowscapes da artista Stephanie Piu Mun Law

domingo, 23 de agosto de 2009

A sabedoria dos Essênios

"A única Lei é Deus.
É a Lei não escrita. Não é letra ou papel morto.
Está viva, no vivo e no Ser Humano.
É a Vida. A Palavra viva do Deus vivo.
O corpo dá a Mãe Terrena. O Espírito dá o Pai celestial.
Os Anjos da Mãe são a Terra, a Vida, a Alegria, o Sol, a Água e o Ar. Os Anjos do Pai são a Vida Eterna, o Trabalho Criador, a Paz, o Poder, o Amor e a Sabedoria. Hei de estar em Comunhão com eles. Caminhar com eles, pois eles são em mim e para mim; servidores enviados a servir, presentes da Mãe e do Pai, dons necessários, parte do Ser do Homem.
Caminha, vive e fala com eles, de manhã e ao entardecer; tal é o Dom dos Idiomas.
As árvores, as estrelas, a lua, são irmãos do Homem. Neles vive a Lei. A Árvore da Vida têm suas raízes na Terra e com seus ramos toca o Céu. A Árvore que está no Mar Eterno. Assim é o Homem.
A MÃE TERRA E EU SOMOS UM.
O PAI CELESTE E EU SOMOS UM.
Busca a séptupla Paz: Paz com teu corpo. Com teus pensamentos. Com teus sentimentos. Paz com os Filhos dos Homens. Paz com o conhecimento de épocas anteriores. Paz com o Reino da Mãe. Paz com o Reino do Pai.
Vive onde regozijes aos Anjos terrenos; próximo dos rios, das árvores, das flores, da música das aves; onde o sol e a chuva abracem teu corpo, Templo do Espírito.
Une-te às Correntes Sagradas: Abrace ao amanhecer a tua irmã árvore, que possui o mistério da Corrente Sagrada da Vida.
Busca no silêncio do meio-dia a Corrente do Som, pois somente no silêncio se pode escutá-lo.
E no descanso noturno, envia a certeira flecha de teus pensamentos às estrelas, e entra na Corrente Sagrada da Luz.
Abra teu corpo; teus ouvidos; teus olhos.
Ensina ao ignorante. Cura aos enfermos. E reúne-te com os anjos... "

(Resumo a partir das múltiplas obras do Dr Edmond Bordeaux Szekely sobre os Essênios. Mais informações sobre os Essênios (religião de Jesus Cristo) e o cristianismo primitivo no site:
http://www.agarta.com.br/temas_essenios.html

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Que tal um chá?

Uma das coisas mais deliciosas da vida pra mim é tomar um bom chá. Gosto que seja servido numa xícara bonita, bem quente, a qualquer momento do dia - mas principalmente na hora de dormir. Nossa, como o sono fica melhor e mais prazeroso após uma boa xícara de chá, vocês não acham?
Eu, particularmente, gosto de fazer um gesto de agradecimento (quase um ritual) no momento de tomar o chá. Primeiro procuro sentir o aroma das ervas e especiarias, depois agradeço a mãe terra e os elementais da natureza (fico imaginando todo o processo que ocorre - desde a plantação das sementes, germinação, a colheita, o preparo, transporte... quantas pessoas e recursos naturais foram envolvidos até que as folhas das ervas pudessem chegar
até as lojas onde compro os meus chás). Então começo finalmente a degustar o sabor dos deuses e assim completo um delicioso giro sensorial pelos reinos da natureza. É delicioso!
Quando estou com pressa, acabo tomando os chás de saquinho mesmo, mas quando tenho mais tempo é muito mais gostoso utilizar as ervas frescas (hortelã, camomila, capim cidreira, erva-doce, alecrim, etc.) e dependendo da combinação acrescento canela em pau, cravo, gengibre, limão, mel ou aquilo que me der vontade... vou misturando os ingredientes intuitivamente. Os chás de frutas também são ótimos: experimente colocar a polpa de um maracujá em 500 ml de água e deixe ferver por 15 min., então adoce a gosto e... voilà! Huumm, fica muito bom!
O chá é uma bebida mais tradicional na Ásia (Índia, Japão e China) e na Europa (França e Inglaterra). O famoso Chai indiano também é um verdadeiro deleite.
Nem todos sabem, mas pesquisam indicam que o chá é a segunda bebida mais consumida no planeta. No mundo existem mais de 3 mil tipos de chá! As propriedades benéficas já demonstradas são: acelerar o metabolismo, melhorar o processo digestivo, auxiliar os sistemas imunológico e nervoso, e diminuir o stress.
Abaixo segue um trecho de uma matéria da Revista Super Interessante sobre os chás; vejam que antigamente era um artigo raro e muito caro:

... Surpreende até certo ponto que o chá tenha conseguido tamanha popularidade na Inglaterra, pois, no século XVIII, a bebida custava caro ali. Meio quilo valia um terço do salário de um trabalhador qualificado. Ainda assim, os fabricantes de cerveja escocesa se ressentiam da concorrência. Em documento datado de 1742 fizeram a queixa suprema: "Mesmo as famílias mais miseráveis acompanham suas refeições da manhã com chá... em vez de cerveja". Como os impostos eram extorsivos, poucos se sentiam constrangidos em apelar para o contrabando. Nas costas da Irlanda e da Inglaterra, os párocos reservavam esconderijos para os contrabandistas perseguidos, em troca, é claro, de um, digamos, dízimo das preciosas folhas. Só quando os ingleses passaram a importar o chá diretamente da Índia, em 1834, a bebida tornou-se efetivamente acessível a quase todos os bolsos. A preciosa bebida dos ingleses só voltou a ser racionada durante a Segunda Guerra Mundial, com o fechamento dos centros de produção no Oriente, e no inicio da década de 50.

Dicas de mestre:
(por Flávia Pegorin)

- Adoçar ou não o chá é uma questão de gosto, mas é essencial prestar atenção ao que vai ser adicionado para que o doce não se sobreponha ao aroma e ao sabor delicados da bebida;
- As melhores chaleiras são as de aço inoxidável, vidro, porcelana e cerâmica. Elas evitam que a bebida fique amarga, entre outras coisas;
- De preferência, use água mineral ou filtrada para o preparo de qualquer tipo de chá ou infusão. A qualidade da água sempre vai ser importante para se fazer um bom chá;
- Chás em forma de erva costumam ser muito mais saborosos do que aqueles em saquinhos; Afinal, os sachês passam pela industrialização, e depois de imersos em água eles viram um chá que mistura erva, papel e até barbantinho.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Lições do Bambu

Talvez essa seja uma das características mais conhecidas do bambu. Os antigos chineses aprenderam a importância da FLEXIBILIDADE ao observar como essa planta se comporta numa ventania. Perceberam que uma árvore rígida quebra-se com um vento muito forte. O bambu não. Ele se curva e depois que o vendaval passa, volta intacto à posição original. A flexibilidade é a capacidade de se adaptar às circunstâncias da vida, significa não ter posturas rígidas em termos físicos ou psíquicos. Uma pessoa de moral rígida demais também pode se "quebrar" como um carvalho ao vento.
Segundo os sábios orientais, a rigidez é sinal de morte. Uma pessoa rígida não vive, está morta, é como o tronco de uma árvore seca. Flexibilidade é sinal de vida. Uma planta viva é flexível, uma planta morta é rígida. Um bebê é flexível e cheio de vida, o idoso é mais duro e sem a mesma vivacidade da criança.
Flexibilidade também envolve o conceito de não-resistência. No sentido mais profundo, flexibilidade significa capacidade de não resistir às coisas naturais que nos acontecem. Por exemplo, o bambu não resiste à força do vento. É a não-resistência que evita danos.
No taoísmo, existe a expressão Wu-wei que se refere à não-resistência. Wu-wei significa deixar-se levar pelo movimento natural. Tentar evitar alguma coisa natural é se opor aos impulsos da vida.

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Outra qualidade do Bambu é o VAZIO INTERIOR. Se o bambu tivesse o talo maciço, ele seria pesado, rígido, inflexível. Com isso, os taoístas perceberam que é o vazio que garante as qualidades do bambu. O vazio é um dos conceitos fundamentais do pensamento oriental.
Para a maior parte das pessoas, o vazio tem um sentido negativo. Significa nulidade, inexistência, zero. Para os orientais é o oposto. Se o bambu tem suas virtudes por causa do caule oco, então o vazio tem um sentido positivo. O vazio é a origem de boas qualidades, é algo que se valoriza e permite a existência das coisas. Basta pensarmos de modo inverso. Se o elevador estiver lotado, não podemos entrar. Se nossa mente estiver entulhada de preocupações, não podemos pensar direito.
É dessa forma que os sábios antigos viam o vazio. Não pela ausência, mas sim pelas possibilidades que ele abre, pelos benefícios que ele traz. É uma visão positiva e não negativa. Um antigo texto chinês, o Tao Te Ching, diz: "O vaso é feito de argila, mas é o vazio que o torna útil. Abrem-se portas e janelas nas paredes de uma casa, mas é o vazio que a torna habitável". O vazio é invisível. Apesar de óbvio, esse detalhe é fundamental porque mostra que as coisas mais importantes são invisíveis. Os sábios sabem que existem coisas mais profundas do que as aparênciasPara os mestres orientais, o vazio é universal, onipresente. Percebiam que o Sol flutuava no céu, no vazio, que a lua flutuava no escuro da noite, no vazio. Para os mestres orientais, "universo", "o todo" e "vazio" são conceitos correspondentes. Tudo nasce do vazio e tudo volta para o vazio. O mesmo vazio do bambu.
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Trecho do livro A sabedoria da Natureza, de Roberto Otsu, Editora Ágora

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Um pedaço do Céu

Queridos leitores e amigos,
Acabo de voltar de uma viagem que fiz ao Hotel Ponto de Luz (
www.hotelpontodeluz.com.br).
Nossa, que lugar M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!
Apenas 3 dias foram o suficiente para me renovarem por inteiro... lá a gente medita, faz caminhadas, massagens, exercícios numa piscina aquecida, a comida é simplesmente deliciosa e super nutritiva... enfim, quero registrar aqui que é muito bom cuidar da gente. É muito bom respirar ar puro, ingerir alimentos nutritivos, exercitar o nosso corpo e alimentar a nossa alma. Não existe espiritualidade verdadeira sem o cuidado integral - corpo, mente e espírito.
Acima uma foto minha no topo da serra da mantiqueira, onde o ar é puríssimo e a paisagem é deslumbrante!
Conheci gente muito querida lá e quero deixar um beijo especial para a Márcia, Meire, João e Fátima (terapeuta maravilhosa do hotel).
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Vamos em frente, cuidando e zelando pelo nosso BEM-ESTAR!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Poema Rumi

O segredo dos segredos se abriria para você.
A face do desconhecido
Oculto além do universo
Apareceria no espelho de sua percepção.
Na verdade, sua alma e a minha são a mesma
Este é o real significado de nossa relação
Entre nós não existe mais eu e você.
Acredite em mim. Tudo o que aparece
são as sombras e imagens.
A mão que as desenha é a mão do senhor
A pessoa não ama
A menos que ilumine sua alma
Ele não é um amante
A menos que gire como estrelas ao redor da lua
Se você olhar cuidadosamente, verá
que cada partícula no ar
Feliz ou triste está mergulhada
Dentro do sol do Universo Absoluto
Cada partícula está tão bêbada
e louca quanto nós.
União... é o jardim do Paraíso
Separação... é o sofrimento do Inferno
O amor permanente no universo
Sempre permanece coberto
E torna nu aquele que está coberto
Este é o ponto sutil.
Oh alma, quem é o seu amor? Você sabe?
Oh coração quem está dentro de você? Você sabe?
Oh carne, você busca um caminho para escapar
de forma desonesta.
Quem está puxando você para Ele?
Olhe. Quem está buscando por você?
O universo estava repleto de milagres.
O orvalho do amor estava misturado com a argila humana
Centenas de sacrifícios por amor
Entraram nas veias da alma e produziram uma única gota
Que é chamada de coração
Oh Amado, estamos mais próximos de você que o Amor.
Somos o solo no qual você anda
É razoável, na crença do amor,
Ver todos os universos através de você
Mas não ver você?
É necessário maturidade para o caminho do amor.
É necessário estar fora dos problemas da terra.
Curar a própria cegueira.
A verdade preenche o universo
Você tem olhos para vê-la?
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Trecho do Poema - Tão louco quanto Nós
Por Rumi (criador do Sufismo)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Viajantes cósmicos

"Você, que veio das estrelas e deu o grande mergulho
no mundo de matéria.
Você, que veio das estrelas e, com o sacrifício de sua própria origem cósmica, se abrigou num invólucro de carne.
Você, que veio das estrelas, e abandonou a realidade universal
para habitar o mundo de ilusões.
Você, que veio das estrelas, e que agora
se sente estranhamente só.
Esqueça-se de tudo e entregue-se aos apelos de sua voz interior.
Ouça o que ela tem para lhe dizer, que nada mais é tão importante, nem mesmo os compromissos com que o mundo tenta distrair sua visão cósmica.
Descobrirá que, na verdade, não está só,
que são muitos os seus irmãos das estrelas,
que para cá também vieram para estender as mãos e amparar com ombros fortes os passos da humanidade desta difícil
época de transição.
Será fácil reconhecê-los, palavras não serão necessárias, e nem mesmo será preciso saber seus verdadeiros nomes. Saberá encontrá-los pela afinidade de suas energias, pelo chamado de seus corações e pela profunda identificação com seus sentimentos.
Você, que veio das estrelas, sinta agora no canto mais íntimo de sua alma, que chegou o momento de encontrar, na Terra, a sua família universal, que chegou o momento do reconhecimento, que chegou o momento da reunião de todas as forças para a realização da missão única de que todos se incumbiram, antes de aqui chegarem.
Abra seu coração, acorde sua consciência adormecida, apalpe seu ser interior, deixe que ele fale, acima de tudo, acima do mundo, acima de todos os conceitos que não lhe permitem existir em toda a sua potencialidade cósmica.
Você, que veio das estrelas, que é todo luz e é todo força, libere-se, que chegou o tempo de abrir as portas para uma nova era.
Você, que veio das estrelas, eterno viajante do espaço, compartilhando agora com tantos outros irmãos uma experiência tridimensional e difícil, não se deixe mais perder em momentos inúteis que lhe trazem apenas solidão, não se deixe mais seduzir pelas falsas luzes do asfalto, assuma sua personalidade cósmica, estenda seus braços e, num único abraço, envolva sua grande família, sua imensa família universal e todos juntos, com plena consciência da unidade de sua origem, cada qual com a sua parcela de colaboração, cumprirão com alegria e coragem o maravilhoso trabalho de conscientização da humanidade para este novo milênio!"


Fonte: http://www.imagick.com.br
(saudades dos meus amigos amados do IMAGICK)

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


"Nada se assemelha mais a Deus que o silêncio"

Mestre Eckhart

Era do Plástico (para refletir)

A persona coletiva da nossa atual sociedade de consumo nos força na permanência do automatismo alienante do si mesmo. Tendemos a ficar paralisados diante do chamado da individuação, numa atitude meramente adaptativa à normalidade patológica contemporânea, mantendo o EGO aprisionado na jornada do herói poderoso, destemido e conquistador de muitos tipos de posses. O ego, identificado com a imagem arquetípica do herói, que é patológica apesar de ser muito estimulada na nossa atual sociedade de consumo, busca sentimentos de unificação totalitarista para afugentar a angústia e o mal-estar do vazio e da falta de sentido existencial. Assim, o ego heróico, iludido nas certezas reducionistas, polarizadas e unilaterais, e na contínua busca de controle, posse e segurança, acaba valorizando apenas o imediato e a realidade física. Leia o artigo na íntegra em:
Texto de WALDEMAR MAGALDI FILHO
(
http://www.waldemarmagaldi.com/), Psicólogo, especialista em Psicologia Junguiana, Psicossomática e Homeopatia. Mestre e doutor em Ciências da Religião. Autor do livro: “Dinheiro, Saúde e Sagrado”.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Convite sagrado

"Este é um convite estranho; ele o levará a uma longa peregrinação, e terminará somente onde você já está. Você precisará dar muitos passos, em muitos caminhos, simplesmente para chegar a você mesmo, pois você se distanciou de você mesmo e se esqueceu completamente do caminho de volta. Sou um lembrete, uma lembrança do lar perdido. Portanto, em uma palavra posso dizer que sou um convite, e é claro, apenas para aqueles que têm um profundo anseio em seus corações, que estão sentindo falta deles mesmos, uma profunda urgência, que a menos que encontrem a si mesmos, tudo o mais não tem sentido. A menos que isso seja o seu interesse prioritário e supremo, a ponto de, se necessário, você estar mesmo disposto a perder tudo por isso, mas não pode abandoná-lo... Existem milhares de desejos, mas no que se refere a anseio, há apenas um, o de voltar para casa, de encontrar sua realidade. E nesse próprio encontrar, você encontra tudo o que tem algum valor: bem-aventurança, verdade, êxtase. Você é tão antigo quanto toda a existência; você sempre esteve aqui. Você pode ter encontrado muitos mestres, pode ter chegado perto de muitos budas, mas você estava muito envolvido em trivialidades e não estava ciente de seu anseio. Sou um esforço para provocar o dormente em você, para despertar o que dorme. O fogo está presente, mas está queimando muito baixo, pois você nunca cuidou dele. Meu convite é para tornar você chamejante, e a menos que você conheça uma vida que seja luminosa e chamejante, todo o seu conhecimento é apenas uma trapaça. Você está juntando-o para ajudá-lo a se esquecer de que o conhecimento real está faltando. Mas não importa quão grande seja o seu acúmulo do outro, do objetivo, do mundo, isso não vai se tornar um substituto do seu autoconhecimento. Com o autoconhecimento, de repente desaparecem toda a escuridão e a separação em relação à existência. Sou um convite para você dar um corajoso salto no oceano da vida. Perca-se, pois esta é a única maneira de encontrar a si mesmo"
...
OSHO
...
(conheça o Blog Palavras de OSHO:
http://www.palavrasdeosho.com)

Os 7 Passos para a superação do EGO

O EGO é útil, mas deve ser colocado em seu devido lugar! Abaixo seguem 7 sugestões para ajudá-lo a transcender os conceitos enraizados do orgulho. Texto de Wayne Dyer.
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1. Pare de se sentir ofendido
Existe a ofensa apenas quando você se enfraquece. Se procurar por situações que o aborreça, as encontrará em cada esquina. É o ego no controle convencendo você que o mundo não deveria ser do jeito que é. Mas é possível tornar-se um observador da vida e alinhar-se com o Espírito da Criação universal. Não se alcança o poder da intenção sentindo-se ofendido. Procure erradicar, de todas as formas possíveis, os horrores do mundo que emanam da identificação maciça do ego, e esteja em paz. Ficar ofendido cria o mesmo tipo de energia destrutiva que a princípio o feriu, e leva a agressão, ao contra-ataque e a guerra.
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2. Abandone o querer vencer
O ego adora nos dividir entre ganhadores e perdedores. É impossível vencer sempre. Algumas pessoas serão mais rápidas, mais sortudas, mais jovens, mais fortes e mais espertas que você e acabará se sentindo insignificante e sem valor diante delas. Você não se resume em suas conquistas e vitórias. Não há perdedores num mundo onde todos compartilham da mesma fonte de energia. Só se pode afirmar que, em determinado dia, sua atuação esteve num certo nível comparada a outras. Mas cada dia é diferente, com outros competidores e novas situações a serem consideradas. Você continua sendo a infinita presença num corpo que está a cada dia ou a cada década, mais velho. Seja um observador, perceba e aprecie tudo sem a necessidade de ganhar um troféu. De forma inusitada, as vitórias aparecerão mais em seu caminho quanto menos as desejá-las.
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3. Abandone o querer estar certo
O ego é a raiz de muitos conflitos e desavenças porque o impulsiona julgar as pessoas como erradas. Quando a pessoa é hostil, houve uma desconexão com o poder da intenção. O Espírito de Criação é generoso, amoroso e receptivo; e livre de raiva, ressentimento ou amargura. Cessar a necessidade de ter razão nas discussões e nos relacionamentos é como dizer ao ego; "Não sou seu escravo. Quero me tornar generoso. Quero rejeitar a necessidade de ter razão". Mas fique atento, pois o ego é um combatente determinado. Tenho visto pessoas terminarem lindos relacionamentos por apego a necessidade de estarem certas. Quando estiver no meio de uma discussão, pergunte a si mesmo; "Quero estar certo ou ser feliz?" Ao optar por ser feliz, amoroso e predisposto espiritualmente, a conexão com a intenção se fortalecerá. A Fonte universal começará a colaborar com você para uma vida criativa ao qual foi predestinado a viver.
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4. Abandone o querer ser superior
A verdadeira nobreza não é uma questão de ser melhor que os outros. É uma questão de ser melhor ao que você era. Concentre-se em seu crescimento, consciente de que ninguém neste planeta é melhor que ninguém. Não julgue as pessoas pelas aparências, conquistas, posses e outros índices do ego. A distinção sempre leva a comparações. Baseia-se na falta vista no outro, e se mantém pela procura e ostentação das falhas percebidas. Perceba a expansão de Deus em cada um. Todos nós emanamos da mesma força de vida criadora. Todos temos a missão de realizar nossa pretendida essência, tudo que precisamos para cumprir nosso destino está ao nosso alcance. Mas nada é possível quando nos sentimos superiores aos outros.
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5. Deixe de querer ter mais
O mantra do ego é "mais". Ele nunca está satisfeito. Não importa o quanto conquistou ou conseguiu, o ego insiste que ainda não é o suficiente. Ele põe você num estado perpétuo de busca e elimina a possibilidade de chegada. Na realidade, você já está lá e a forma que opta para usar esse momento presente da vida é uma escolha. Ao cessar essa necessidade por mais, as coisas que mais deseja começam a chegar até você. Sem o apego da posse, fica mais fácil compartilhar com os outros. Você percebe o pouco que precisa para estar satisfeito e em paz. A Fonte universal é feliz nela mesma, expande-se e cria vida nova constantemente. Nunca obstrui suas criações por razões egoístas. Cria e deixa ir. Ao cessar a necessidade do ego de ter mais, você se unifica com a Fonte. Como um apreciador de tudo que aparece, aprende a lição poderosa de São Francisco de Assis: "É dando que se recebe". Ao permitir que a abundância lhe banhe, você se alinha com a Fonte e deixa essa energia fluir.
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6. Abandone a idéia de você baseado em seus feitos
É um conceito difícil quando se acredita que a pessoa é o que ela realiza. Deus compõe todas as músicas. Deus constrói todos os prédios. Deus é a fonte de todas as realizações. Posso ouvir os egos protestando em alto e bom som. Mas, vá se afinizando com essa idéia. Tudo emana da Fonte! Você e a Fonte são um só! Você não é esse corpo ou os seus feitos. Você é um observador. Veja tudo ao seu redor e seja grato pelas habilidades acumuladas. Quanto menos atribuir a si mesmo suas realizações, mais livre será para realizar e muito aparecerá em seu caminho. Quando nos apegamos às realizações e acreditamos que as conseguimos sozinhos abandonamos a paz e a gratidão à Fonte.
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7. Deixe sua reputação de lado
Sua reputação não está localizada em você. Ela reside na mente dos outros. Você não tem controle algum sobre isso. Ao falar para 30 pessoas, terá 30 imagens. Conectar-se com a intenção significa ouvir o coração e direcionar sua vida baseado no que a voz interior lhe diz. Esse é o seu propósito aqui. Ao preocupar-se demasiadamente em como está sendo visto pelos outros, mostra que seu eu está desconectado com a intenção e está sendo guiando pelas opiniões alheias. É o seu ego no controle. Você se desconecta da fonte de poder, convencido de que seu propósito é provar o quão poderoso e superior é. Desperdiça energia na tentativa de obter uma reputação maior entre outros egos. Guie-se sempre pela voz interior conectada e seja grato à Fonte. Atenha-se ao propósito, desapegue-se dos resultados e assuma a responsabilidade do que reside dentro de você: seu caráter. Como o título de um livro diz: O que você pensa não me diz respeito!
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Resumo do texto de Wayne W. Dyer, gentilmente cedido pelo amigo Marcelo Dalla (obrigada!), que edita o maravilhoso blog Dalla Blog: http://marcelodalla.blogspot.com/

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Amor Líquido (para refletir)

O livro AMOR LÍQUIDO do sociólogo polonês Zigmunt Bauman é uma radiografia das agruras sofridas pelos homens e mulheres que têm que estabelecer suas parcerias no mundo globalizado. Mundo que ele identifica como líquido, em que as relações se estabelecem com extraordinária fluidez, que se movem e escorrem sem muitos obstáculos, marcadas pela ausência de peso, em constante e frenético movimento. A globalização, palavra onde estão contidos os prós e os contras da vida contemporânea e suas conseqüências políticas e sociais, pode ser um conceito meio difuso, mas ninguém fica imune aos seus efeitos. A rapidez da troca de informações e as respostas imediatas que esse intercâmbio acarreta nas decisões diárias; qualidades e produtos que ficam obsoletos antes do prazo de vencimento; a incerteza radicalizada em todos os campos da interação humana; a falta de padrões reguladores precisos e duradores; são evidências compartilhadas por todos os que estão neste barco do mundo pós-moderno. Se esse é o pano de fundo do momento, ele vai imprimir sua marca em todos as possibilidades da experiência, inclusive nos relacionamentos amorosos. Nunca houve tanta liberdade na escolha de parceiros, nem tanta variedade de modelos de relacionamentos, e, no entanto, nunca os casais se sentiram tão ansiosos e prontos para rever, ou reverter o rumo da relação. O apelo por fazer escolhas que possam num espaço muito curto de tempo serem trocadas por outras mais atualizadas e mais promissoras, não apenas orientam as decisões de compra num mercado abundante de produtos novos, mas também parecem comandar o ritmo da busca por parceiros cada vez mais satisfatórios. A ordem do dia nos motiva a entrar em novos relacionamentos sem fechar as portas para outros que possam eventualmente se insinuar com contornos mais atraentes, o que explica o sucesso do que o autor chama de casais semi-separados. Ou então, mais ou menos casados, o que pode ser praticamente a mesma coisa. Não dividir o mesmo espaço, estabelecer os momentos de convívio que preservem a sensação de liberdade, evitar o tédio e os conflitos da vida em comum podem se tornar opções que se configuram como uma saída que promete uma relação com um nível de comprometimento mais fácil de ser rompido. É como procurar um abrigo sem vontade de ocupá-lo por inteiro. A concentração no movimento da busca perde o foco do objeto desejado. Insatisfeitos, mas persistentes, homens e mulheres continuam perseguindo a chance de encontrar a parceria ideal, abrindo novos campos de interação. Daí a popularidade dos pontos de encontros virtuais. Crescem as redes de interatividade mundiais onde a intimidade pode sempre escapar do risco de um comprometimento, porque nada impede o desligar-se. Para desconectar-se basta pressionar uma tecla; sem constrangimentos, sem lamúrias, e sem prejuízos. Num mundo instantâneo, é preciso estar sempre pronto para outra. Não há tempo para o adiamento, para postergar a satisfação do desejo, nem para o seu amadurecimento. É mais prudente uma sucessão de encontros excitantes com momentos doces e leves que não sejam contaminados pelo ardor da paixão, sempre disposta a enveredar por caminhos que aprisionam e ameaçam a prontidão de estar sempre disponível para novas aventuras. As relações humanas dispõem hoje de mecanismos tecnológicos e de um consenso capaz de torná-las mais frouxas, menos restritivas. Bauman vê homens e mulheres presos numa trincheira sem saber como sair dela, e, o que é ainda mais dramático, sem reconhecer com clareza se querem sair ou permanecer nela. Por isso movimentam-se em várias direções, entram e saem de casos amorosos com a esperança mantida às custas de um esforço considerável, tentando acreditar que o próximo passo será o melhor. Amor líquido mostra-nos que hoje estamos mais bem aparelhados para disfarçar um medo antigo. A sociedade neoliberal, pós-moderna, líquida, para usar o adjetivo escolhido pelo autor, e perfeitamente ajustado para definir a atualidade, teme o que em qualquer período da trajetória humana sempre foi vivido como uma ameaça: o desejo e o amor por outra pessoa. O seu texto claro, apesar de fortemente estruturado numa erudição consistente, não deixa de abrir espaço para o leitor comum, interessado em compreender como as estruturas sociais e econômicas dos tempos atuais, tentam dar conta da complexidade do amor que, com a permissão de citá-lo mais uma vez, é “uma hipoteca baseada num futuro incerto e inescrutável”.
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domingo, 9 de agosto de 2009

Sobre o AMOR

"Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o.
Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.
Quando as suas asas vos envolverem, abraçai-o,
embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir.
E quando ele falar convosco, acreditai,
Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos
como o vento devasta o jardim.
Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará.
Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência.
Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros
ramos que tremem ao sol,
Também até suas raízes ele descerá.
E as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra.
Como molhos de trigo ele vos junta a si.
Vos apanha para vos pôr a nu.
Vos peneira para vos libertar das impurezas,
E vos mói até a alvura.
Vos amassa até vos tornardes moldáveis;
E depois vos entrega ao seu fogo sagrado,
para que vos torneis pão sagrado,
Para a sagrada festa de Deus.
Todas estas coisas vos fará o amor até que conheçais
os segredos do vosso coração,
E com esse conhecimento, vos tomeis
um fragmento do coração da vida.
Mas, se receosos procurardes somente
a paz do amor e o prazer do amor,
Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor.
Saiais para o mundo sem sentido onde rireis,
mas não com todo o vosso riso.
E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas.
O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.
O amor não possui nem é possuído;
Pois o amor basta-se a si próprio.
Quando amardes não deveis dizer: "Deus está no meu coração",
Mas antes, "Eu estou no coração de Deus".
E não pensais que podeis alterar o rumo do amor,
Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso.
O amor não tem outro desejo,
que não seja de preencher a si próprio.
Mas se amardes e tiverdes desejos,
que sejam esses os vossos desejos: Fundir-se.
E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.
Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura,
E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor.
Amai para sangrar com vontade, e alegremente.
Amai para despertar de madrugada com um coração alado,
E dar graças a Deus por mais um dia."
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Khalil Gibran

Códigos Arturianos - PERDÃO

Todo CROP CIRCLE contém diferentes códigos com uma influência específica para nossa mente subconsciente. Na mandala abaixo é trabalhada a energia do Perdão, auxiliando você a encontrar força para perdoar-se de qualquer julgamento que tenha se imposto. Perdoe-se porque você agiu baseado no conhecimento que tinha em um determinado momento. Você não pode fazer nada errado. O perdão mostra que não há nada a ser perdoado.
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Focalize os seus olhos no centro da imagem e medite no conceito do tempo. Os códigos dentro da imagem os ativarão na realidade da Mudança do Tempo. Então, trabalhem com o holograma do “Infinito” do mesmo modo… e vocês acessarão a mágica dos Códigos do Infinito que estão chegando ao planeta neste momento.
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Fonte: LUZ DE GAIA
http://www.luzdegaia.org/outros/diversos/codigos_arcturianos.htm

Eu Superior

O Eu Superior é a Centelha Divina presente em cada Ser Humano. É parte da missão espiritual do homem na Terra aprimorar o contato o seu Eu Superior. Quanto melhor e mais constante o contato, melhor tende a ser nossa vida, já que tendemos a ouvir nossa verdadeira voz interior e, assim, evitar os erros, as doenças. Melhoramos também nossos relacionamentos, perdoamos mais, tendemos a ficar mais solidários e cooperativos. Sem milagres. Tudo é resultado do esforço sereno e constante de ficar mais sintonizado com nosso lado divino. A sintonia depende das escolhas que fazemos e da sabedoria que aplicamos no uso do nosso livre arbítrio. O caminho para o contato com o Eu Superior é o objetivo do misticismo por meio de suas organizações e escolas. Mas mesmo não estando vinculado a essas organizações é possível conseguir o contato com o Eu Superior. Os instrumentos 'mais populares' para esse objetivo são, segundo muitos estudiosos, a meditação, o silêncio e a oração que brota de nosso coração espontaneamente e com a força da fé. Evitar pensamentos e sentimentos destrutivos e de raiva também podem contribuir. O aperfeiçoamento moral que privilegia a verdade, o respeito ao ser humano, à integridade da pessoa e à opinião do próximo e é praticado constantemente também ajuda a criar um clima que favorece o contato com nossa Centelha Divina. E quanto mais nos sintonizamos com essa Centelha, mais nosso aperfeiçoamento como ser humano vai acontecendo. E não apenas do ponto de vista espiritual. Porque essa mudança deve necessariamente se refletir no mundo material. Ou seja, nossa vida e de todos a nossa volta começam a se beneficiar de nossa Luz e, assim, contribuímos para o avanço de toda a humanidade.
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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Yantra do Planeta Terra


Os símbolos sagrados conhecidos na Índia como Yantras e no Tibet como Mandala, tem o poder de, através da fixação dos olhos em seu ponto central, auxiliá-lo em meditações, paz interior e expansão de consciência.
O uso destes diagramas mágicos é muito antigo e, embora sejam mais comuns na Índia e no Tibet, podem ser encontrados em várias partes do mundo, como em Catedrais, desenhos indígenas, Runas, Labirintos, etc.

A lição da montanha

"Aprendi... que todos queremos viver no topo da montanha, mas toda a felicidade e crescimento acontecem quando estamos escalando a montanha"
Andy Rooney

domingo, 2 de agosto de 2009

Arte mística IV

Esta linda Fada é criação do artista Brian Froud:
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Por Josephine Wall, não é lindo este abraço?
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Os ciclos da natureza. Ilustração da artista Wendy Andrew:
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sábado, 1 de agosto de 2009

Arte mística III

O Homem verde, ilustração do artista: Ian Daniels
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Arte mística II - Fadas

Imagem do artista Brian Froud, criador do Faerie's Oracle (Oráculo das Fadas), ainda não publicado em português. Aliás, uma pena, pois eu amei este oráculo e já comecei a usá-lo quase todos os dias. É maravilhoso, tanto as imagens quanto o conteúdo.
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Conheça mais sobre o artista: http://www.worldoffroud.com/

domingo, 26 de julho de 2009

Arte mística

Ao longo dos próximos dias irei compartilhar aqui no Blog alguns trabalhos e links relacionados à arte mística: imagens de fadas, elementais da natureza, Deusas, Tarot, etc.
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Vou começar pelo trabalho da artista Linda Ravenscroft, pois acho simplesmente lindo! Espero que gostem.
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Conheça o belo trabalho da artista Linda Ravenscroft:
http://www.lindaravenscroft.com/

Arte mística - Fadas


Por Linda Ravenscroft:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A melhor Religião

Breve diálogo entre o teólogo brasileiro Leonardo Boff e Dalai Lama.

Leonardo Boff explica:

"No intervalo de uma mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, na qual ambos participávamos, eu, maliciosamente, mas também com interesse teológico, lhe perguntei em meu inglês capenga:

- "Santidade, qual é a melhor religião?"
Esperava que ele dissesse: "É o budismo tibetano" ou "são as religiões orientais, muito mais antigas do que o cristianismo."
O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, me olhou bem nos olhos - o que me desconcertou um pouco, por que eu sabia da malícia contida na pergunta - e afirmou:

- "A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor."

Para sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, voltei a perguntar:

- "O que me faz melhor?"

Respondeu ele:
- "Aquilo que te faz mais compassivo (e aí senti a ressonância tibetana, budista, taoísta de sua resposta), aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável... A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião..."

domingo, 19 de julho de 2009

Livros sobre o Sagrado Feminino

Mulheres que correm com os Lobos - Clarisse Pinkola Estés - Através da interpretação de 19 lendas e histórias antigas, entre elas as de Barba-Azul, Patinho Feio, Sapatinhos Vermelhos e La Llorona, a autora identifica o arquétipo da Mulher Selvagem ou a essência da alma feminina, sua psique instintiva mais profunda. E propõe o resgate dese passado longínquo, como forma de atingir a verdadeira libertação.
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Anuário da Grande Mãe - Mirella Faur - constitui-se no mais completo estudo sobre a Deusa publicado em língua portuguesa, e é o grande auxiliar na descoberta e celebração da energia renovadora e transmutativa do Sagrado Feminino.Os praticantes solitários e os grupos encontrarão também informações indispensáveis para os rituais, festejando a Roda do Ano através dos Sabbats e dos Esbats. As mulheres poderão melhor sintonizar-se com os ciclos da Lua, compreendendo como fluir com as suas fases e como conectar-se com as Deusas Lunares correspondentes. O leitor aprenderá a usar os ensinamentos das antigas tradições na sua vida moderna e descobrirá como enriquecer seu cotidiano com as bênçãos de mais de seiscentas Deusas provenientes das culturas dos cinco continentes.
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O Legado da Deusa - Ritos de Passagem para Mulheres - Mirella Faur - 'O Legado da Deusa´ analisa o culto do caráter sagrado feminino ao longo dos tempos. A obra traz exercícios e práticas para facilitar o acesso à voz interior por meio da meditação, imaginação e introspecção; ensina e descreve como realizar rituais que celebram a feminilidade, determinam passagens e estágios, reconhecem e transmutam perdas e marcam a vida da mulher.
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Todos os nomes da deusa - Joseph Campbell - A Bíblia judaico-crista nos remete a um Pai Criador masculino, fonte de toda a vida. Porém muitas das primitivas histórias conhecidas da Criação falam sobre uma Grande Mãe: uma doadora e nutridora feminina da vida, a Deusa dos animais, das plantas, das águas, da terra e do céu. Em 'Todos os nomes da Deusa' , última obra de Joseph Campbell, são analisados os temas vigorosos, as raízes profundas e as inspirações mais intensas da humanidade. E, acima de tudo, ressalta o conceito fundamental que confirma a visão definitiva de Goethe: o Eterno Feminino nos impulsiona.
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As deusas e a mulher - Jean Shinoda Bolen - Através dos arquétipos que moldam a existência feminina, a autora faz considerações a respeito dos padrões interiores femininos. Esses padrões são responsáveis pelas diferenças entre as mulheres. Compreender sua ação e inter-relação é a chave para o autoconhecimento e a busca de integridade.
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As Deusas e a Mulher Madura - Jean Shinoda Bolen - Anciã, mulher madura, mulher sábia, 'coroa suculenta', são expressões que a autora, analista junguiana, emprega para descrever a mulher com mais de 50 anos, aquela mulher que já cumpriu os papéis de donzela, de esposa, de mãe, de profissional e tantos outros, e agora pode usar a sabedoria adquirida para viver o papel dela mesma, com entusiasmo, humor, compaixão e desapego. A anciã sábia tem, dentro de si, as peculiaridades de um ou mais arquétipos, que são melhor compreendidos através do estudo de deusas das antigas eras e também de deusas que continuam sendo celebradas atualmente. 'As Deusas e a Mulher Madura' é um livro que vai tornar possível à mulher de qualquer idade aprofundar e realizar sua natureza feminina.
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O anel do poder - Jean Shinoda Bolen - A criança abandonada, o pai autoritario e o feminino subjugado. Os primeiros livros de Jean Shinoda Bolen inspiravem-se nos padrões arquetípicos presentes no homem e na mulher, e o fazia a partir de deuses e deusas gregos mostrando como eles atuam sobre os valores patriarcais que premiam alguns arquétipos e punem outros. Esses mesmos deuses e deusas constituem agora o ponto de partida deste livro, mas com nomes germânicos e personalidades mais humanas e complexas.
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O Caminho de Avalon - Mistérios femininos e a busca do Santo Graal - Jean Shinoda Bolen - Um livro sábio e instigante propõe uma busca do espiritual. A leitora assinala o "retorno da deusa" como um dos sinais característicos de nossa era.
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Milionésimo Círculo: Como Transformar a Nós Mesmas e ao Mundo... Jean Shinoda Bolen - O Milionésimo Círculo propõe nada menos que a possibilidade visionária de que círculos de mulheres podem acelerar a mudança da humanidade para uma era pós-patriarcal. Com diretrizes sobre como e com quem formar um círculo, ou como antecipar e resolver conflitos em potencial, Jean Shinoda Bolen fornece ferramentas e inspiração para mulheres que querem criar novos círculos ou aprofundar e transformar círculos já existentes em veículos de mudança social, cultural e psico-espiritual.
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"Saber como escolher um
caminho com o CORAÇÃO é aprender como
seguir o sentimento INTUITIVO."
Jean Shinoda Bolen

Feira de Orgânicos

A maior feira de produtos naturais e orgânicos acontece na próxima semana no Ibirapuera, em São Paulo. Vale a pena conferir!
Para maiores informações, acesse: http://www.naturaltech.com.br

Calendário Maia

Um grupo brasileiro é parte do movimento para trocar o calendário gregoriano pelo "Calendário da Paz", a fim de colocar o ser o humano em harmonia com as leis cósmicas. De acordo com os divulgadores do calendário, o simples fato de adotar uma nova contagem do tempo fará o homem ir mudando sua freqüência vibratória, ao se colocar em um processo de sincronia "galáctica". "A conseqüência será que, com certeza, você passará a estar, com muito mais freqüência, no lugar certo, na hora certa, encontrando a pessoa certa e fazendo a coisa certa. E nem precisará de relógio para isso, pois o relógio biológico que existe em você, começará a funcionar. A harmonia se instalará em sua vida e a paz, que sempre começa com cada um de nós, será uma realidade para você e contagiará outros", diz um texto no site http://www.calendariodapaz.com.br/.
O novo calendário faz a contagem do tempo dividindo o ano em 13 períodos (luas) de 28 dias, em vez dos 12 meses com variações de meses de 28, 29, 30 e 31 dias. Para os autores, os períodos de 28 dias é o ciclo biológico natural. "A conseqüência, para o ser humano, de viver fora da sua freqüência natural, é que somos os únicos seres do planeta que precisamos pagar para nascer, pagar para viver e pagar para morrer, o que não acontece com as demais espécies. Com isso, criamos uma sociedade completamente materialista, dominada pelo dinheiro, pelas máquinas, pelas bolsas de comércio e outras. E somos nós que estamos provocando todos os tipos de desequilíbrios existentes, como guerras absurdas, contaminação atmosférica criminosa, produção de armas e bombas destrutivas para matar nossos próprios irmãos, desigualdades sociais gritantes, utilização de drogas que causam dependência física e psíquica, consumismo absurdo, com desperdício criminoso de recursos naturais, construção de cidades gigantescas, que se tornam cada vez mais inabitáveis, e todos os demais problemas que conhecemos", diz o site. Ou seja, os que seguirem o novo calendário, que funcionaria como instrumento de sincronização galáctica, poderão começar a perceber uma expansão da mente, mais harmoniosa com a ordem cósmica. Com isso, defendem os criadores do calendário, passarão a ser mais criativos e começarão a fazer contatos com dimensões superiores.

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

Elegância

Por Toulouse Lautrec

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam.
E quando falam, não ficam a julgar sentindo-se o "dono da verdade".
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Em pessoas que sabem que os mais velhos, muitas vezes, são rabujentos e mesmo assim o tratam com a deferência que merecem.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.
É elegante a gentileza; atitudes gentis falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém? É muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar? É muito elegante.
Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma.
Oferecer ajuda? Muito elegante.
Olhar nos olhos ao conversar? Essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.
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Obs.: agradeço à minha amiga Fabiana Madrid, que me enviou este lindo texto por email. Beijos e saudades!

sábado, 11 de julho de 2009

OSHO ZEN TAROT


Um dos tarôs mais lindos, além de promever um trabalho profundo de autoconhecimento, é o OSHO ZEN TAROT. Inspirado nos ensinamentos do grande guru indiano dos anos 70 - Rajneesh Chandra Mohan Jain - mais conhecido como OSHO, é fruto do trabalho da inspiradíssima artista Susan Morgan Ostapkowicz, conhecida por Ma Deva Padma, que trabalhou vários anos na elaboração de seu tarô. O projeto começou a tomar forma a partir de 1975, na primeira viagem da Autora à Índia, para participar dos programas de cursos com Rajneesh-Osho. A primeira impressão do Tarot Osho, em 1994, foi feito pela editora belga AGMuller.
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Outras informações sobre a autora aparecem em http://www.thetaooracle.com/
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Sobre OSHO (trecho da Wikipedia):
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O pensamento de Rajneesh está exposto em mais de 1000 livros que podem elucidar sobre a sua filosofia. Segundo referem os seus admiradores, Osho não pretendia impor a sua visão pessoal nem estimular conflitos. Enfatizou, pelo contrário, a importância de se mergulhar no mais profundo silêncio, pois somente através da meditação se poderia atingir a verdade e o amor, guiada pela consciência individual, sem intermediários como sacerdotes, políticos, intelectuais ou ele mesmo. Transmitia, pois, uma mensagem otimista que apontava para um futuro onde a humanidade deixaria o plano da inconsciência e, por conseqüência, a destruição, o medo e o desamor, já que cada um seria o buda de si próprio, recordando aquilo que a consciência imediata esqueceu. Segundo esta visão, a humanidade parece-se a um conjunto de cegos guiados por outros cegos (imagem que também faz parte do ideário cristão). Os seus seguidores reconhecem-no como uma das figuras mais importantes da história da humanidade, sendo injustiçado pela humanidade ignorante. Todo o trabalho de Osho é de desconstrução e silêncio. Desconstrução de dogmas arcaicos e amarras psicológicas que aprisionam e limitam o ser humano. Segundo Osho, todo o planeta (com raras exceções) está doente. Mas é uma doença auto-imposta. Liberdade é o fundamento de um homem auto-realizado e digno. O Silêncio, por sua vez é a comunhão da criatura com sua essência divina e pura. O silêncio é re-encontrado pela meditação, onde o homem experimenta seu verdadeiro ser. Os seus discípulos garantem que, depois de expulso dos Estados Unidos da América, Osho não conseguiu qualquer visto para permanência nos países que visitou após o incidente, devido a pressões norte-americanas. De fato, nenhuma das acusações feitas têm consistência objetiva - fruto apenas do temor e ódio das instituições representadas pelo governo norte-americano, referem os seus discípulos. Deixou o seguinte epitáfio: "OSHO.. Nunca nasceu...nunca morreu...apenas visitou este planeta Terra entre 1931 e 1990".
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Acima a imagem do Arcano I - Existência - do ZEN OSHO TAROT

Resgatando nosso Anel de Poder

"Há vários milhares de anos, desde a que as tribos guerreiras indo-europeias com deuses do céu subjugaram os pacíficos povos adoradores de deusas na velha Europa, a patriarquia ocidental manteve ativamente os valores e a autoridade femininos, as deusas e as mulheres no “seu lugar”, que é o mesmo que dizer que tudo o que é considerado feminino foi dominado, denegrido, negado e ativamente oprimido.

(…) As Árvores e nascentes eram sagradas para a deusa e para os druidas. Assim o freixo do mundo e a nascente também são símbolos da deusa. Construíram-se igrejas em cima dos lugares sagrados nas Ilhas britânicas e na Europa. Os povos que aí prestavam culto foram perseguidos e ultrajados como pagãos e idólatras pelos cristãos.
(…) Regressar à consciência neste tempo de transição é uma crescente tomada de consciência da sabedoria feminina e da sua repressão, uma recordação mantida viva na mitologia que descrevem o desaparecimento da Deusa da Sabedoria.(…)

PARA ALÉM DE VALHALLA: COMO UMA DIMENSÃO PESSOAL PÓS-PATRIARCAL

A patriarquia tem um profundo domínio sobre as nossas vidas interiores, da mesma maneira que o poder domina o mundo exterior em que vivemos. Se o Valhada (o Castelo de Vottan) desaparece e o anel de poder é resgatado pelo self, é coisa que cada um de nós tem de decidir por si, se for capaz. O exemplo de Brunnhilde (a valquíria, filha de Vottan) mostra-nos o que podemos aprender com a vida. Quando atravessamos o sofrimento, aceitando a nossa sombra em lugar de a projetarmos sobre os outros, enfrentamos a verdade com compaixão, e temos a coragem de agir com integridade, as nossas defesas e recusas ficam para trás e podemos ver com clareza, e saber o que verdadeiramente importa. Descobrimos então que possuir alguém ou alguma coisa, obter poder sobre os outros, tornar-se famoso agora ou na vida futura, ou conseguir vingança, já não são metas compulsivas. Só então é que é provável que descubramos que existe uma fonte de sabedoria e de cura no mais profundo de nós, que é ouro puro da psique, o amor.(...)"

Trechos do livro O ANEL DO PODER de Jean Shinoda Bolen

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Selos mágicos

Estou adorando esta corrente de amor que atravessa os oceanos e ligam os corações que vibram luz. Estou falando sobre os Blogs, onde há uma troca intensa de conhecimento, carinho, experiências; onde fazemos novas amizades que, apesar de virtuais, o sentimento é muito verdadeiro. Tenho feito novos amigos através deste espaço, e gostaria de agradecer aqui a todos os e-mails carinhosos que recebo com sugestões e elogios.
Hoje o Blog Despertar recebeu um selo de Blog Mágico, presente de Shin Tau, que edita o maravilhoso Blog Grimoire do Mago: http://grimoiredomago.blogspot.com/
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Obrigada Shin, adorei a prenda! E desejo vida longa aos Blogs!
Um brinde a todos nós.

sábado, 4 de julho de 2009

MILAGRES

“Não há palavra capaz de dizer, quanto eu me sinto em paz perante Deus e a morte.
Escuto e vejo Deus em todos os objetos, embora de Deus mesmo eu não entenda nem um pouquinho...
Ora, quem acha que um milagre é alguma coisa demais?
Por mim, de nada sei que não sejam milagres...
Cada momento de luz ou de treva é para mim um milagre, milagre cada polegada cúbica de espaço.
Cada metro quadrado de superfície da terra está cheio de milagres, e cada pedaço do seu interior está apinhado deles.
O mar é para mim um milagre sem fim: os peixes nadando, as pedras, o movimento das ondas, os navios que vão com homens dentro.”
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Autor: Walt Whitmann

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Jung e a Alquimia

A palavra ALQUIMIA vem do árabe, Al-Khemy, que quer dizer "a química". Sua origem perde-se no tempo, existiram alquimistas na China milenar, bem como na Índia. Mas para nós ocidentais, o berço da alquimia é o Egito. No começo da era Cristã, na cidade de Alexandria, foi que a alquimia tomou as feições que conserva até nossos dias.
Voltando ao velho alquimista, a principal matéria que era transmutada, era ele mesmo. À medida que se sucediam as etapas que lhe conduziriam até a Pedra Filosofal, ele tinha a sua essência transformada, atingindo um outro nível de consciência. Essa auto-transformação é que se constituía no verdadeiro "elixir da vida eterna".
O texto alquimico mais antigo que se tem notícia é conhecido como a Tábua Esmeraldina e a data exata da sua criação ainda não foi determinada, mas sem dúvida pertenceu à época pré-cristã. Seu autor, Hermes Trismegisto, era o deus do antigo Egito, Thot, que era o deus que regia as artes e ciências sagradas. Este texto e todos os outros atribuídos a Hermes foi chamado de Corpus Hermeticum, que foi o ponto de partida da alquimia.
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Percebendo a alquimia como um trabalho interior, Jung encontra nela a base para a sua psicologia analítica e mergulha profundamente em seu estudo. Vale lembrar que o ouro é considerado o mais perfeito dos metais pois dificilmente se oxida, não perde o brilho e acredita-se que todos os outros metais evoluem naturalmente até ele no interior da terra. Portanto, a transmutação é considerada um processo natural. Os alquimistas somente acelerariam este processo, realizando as transmutações em seus laboratórios.
Da mesma forma, o processo de individuação humano, é um processo natural, espontâneo da psique, e a tarefa do psicoterapeuta é apenas acelerar o processo. A natureza é sábia e em seu curso sempre nos pressiona à totalidade, mas se nos deixamos vitimizar por nossos aspectos obscuros, acabamos por retardar esse processo. A psicologia analítica do Jung visa exatamente a identificação desses aspectos, e a aceleração do processo de reconhecimento e assimilação.
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Jung se deu conta então, que a busca alquímica era uma busca espiritual, e que o alquimista, buscando encontrar o espírito mercurial na matéria, acabava por encontra-lo em si mesmo, e ainda, que em sua busca de transformação da matéria, por analogia, acabava por transformar a si próprio. O que era projetado na matéria era o interior do próprio alquimista. O alvo da alquimia é portanto a transformação gradual da forma material, no interior da qual está expressa uma força ou poder, numa direção que vai do grosseiro para o requintado, do material vil ao ouro. Possuímos em nosso interior, material suficiente a ser transmutado numa consciência mais abrangente. Existe em cada um de nós uma centelha da divindade e é essa mesma divindade que tanto a alquimia como a psicologia analítica tenta redimir da prisão da matéria.
O ouro simbolicamente, é análogo à natureza divina do homem. Assim como o Sol e o coração, ele é uma imagem simbólica. Cada estágio alquímico corresponde à um nível de crescimento da alma que se manifesta de forma simbólica.
Na alquimia vemos constantemente uma imagem de um rei velho que morre, essa imagem também se apresenta como um símbolo da necessidade da morte do velho ego, já que o objetivo do alquimista não é morrer a fim de alcançar o céu e sua bem-aventurança, mas passar por várias mortes psicológicas, até se tornar algo melhor e mais puro, o ouro, o mais nobre dos metais.
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"A alquimia representa a projeção em laboratório de um drama ao mesmo tempo cósmico e psicológico." C. G. Jung .
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Imagem: Emblema secreto dos Rosacruzes.
V.I.T.R.I.O.L. significa: "Visita Interiorem Terra e Rectificando Invenies Occultum Lapidem", que quer dizer: "Explore o interior de si mesmo e retificando", isto é, transformando, "descubra seu tesouro oculto".
Autor: Claudia Araujo

Sono e Sonhos na visão da Kabbalah

Quando uma pessoa vai dormir, não só o corpo está cansado. A alma também está cansada do corpo, porque o corpo geralmente não colabora com a alma para que ela faça seu tikun, sua correção. Ao dormir, o corpo pode ser neutralizado e a alma, que não está limitada ao mundo físico, pode ter sua liberdade para elevar-se ao mundo espiritual, receber mais energia de vida e retornar ao corpo de manhã, quando então despertamos. Então por que nem sempre acordamos recarregados de energia? Nossa consciência do corpo está ligada a Sefirá de Malchut (nosso mundo físico). Quando dormimos, nos desconectamos de Malchut e vamos para a Sefirá de Biná, uma dimensão cuja consciência é a de receber para compartilhar.
Segundo a Kabbalah, quando a pessoa acorda de manhã, a questão é: o quê acorda? Qual nível de nossa consciência que desperta? Nosso corpo desperta. Nosso corpo, enquanto não estiver corrigido, representa o aspecto do desejo de receber somente para si mesmo. Então quando a pessoa desperta de manhã é o ego, a consciência do corpo que desperta: ela imediatamente quer comer, receber, ter; todo esse processo de absorver coisas que é importante para a consciência do corpo. Mas precisamos saber que também existe a consciência da alma, e que essas duas forças são conflitantes quando despertamos.
Se a pessoa usa somente a consciência do corpo, seu desejo de receber somente para si mesma durante o dia todo, ela está recebendo muita Luz, muita energia, mas não faz restrição, não compartilha a energia que recebeu (compartilhar refere-se a tudo, amor, paciência, bens materiais, etc.). Ao longo do tempo a alma vai ficando cansada, aprisionada pelas energias negativas do corpo e já não consegue se desconectar do corpo para entrar nesta outra dimensão de energia e se reabastecer. Aí a pessoa pode dormir o quanto quiser e sempre estará cansada.
Por isso, quando aprendemos a respeito do processo da vida e o compreendemos, entendemos que a Alma anseia pela consciência de Biná, pois é somente lá que ela pode receber a Luz do Mundo Infinito. Devemos ter em mente quando acordamos e observamos o mundo: o que queremos fazer hoje? Esse livre arbítrio nos é oferecido toda manhã.
Todos nós sonhamos, apesar de muitas vezes não nos lembrarmos dos sonhos. Freud foi um dos grandes pesquisadores a respeito dos sonhos e explicou um conceito muito importante: quando a pessoa dorme sua mente subconsciente desperta. E quando acordamos, a mente consciente acorda e a subconsciente adormece. Freud também conclui que durante o sonho todos os nossos desejos frustrados, emoções, pensamentos que não foram liberados durante o dia são libertados por nossa mente inconsciente. Isso são os nossos sonhos segundo Freud.
De acordo com a Kabbalah isso é verdade. Mas é verdade somente em um nível. Qual nível? Voltando um pouco no assunto do sono comentado anteriormente: se durante o dia a pessoa usa seu desejo de receber somente para si mesma, não faz restrição, não compartilha a Luz que recebe, ao dormir não permite que a alma se liberte. Fica cheia de frustração, de rancor; a alma está como que nadando, lutando nos pensamentos frustrados da mente, tentando livrar-se de todo esse turbilhão de pensamentos.
Mas a Kabbalah explica que há outros níveis de sonhos, que são os sonhos espirituais. Quando a pessoa usa o desejo de receber para compartilhar, durante o sono sua alma se eleva à dimensão da Sefirá de Biná, recebendo energia e mensagens desse nível de consciência de Biná. Essas mensagens são os sonhos espirituais, através dos quais recebemos muito conhecimento espiritual, podendo até mesmo receber mensagens proféticas do mundo superior. Por isso, segundo a Kabbalah existem três níveis de sonhos:
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1º nível: Não tendo feito restrição a alma fica presa a alma pode até receber mensagens, mas por estar presa elas vêm obscuras, recebe mensagens misturadas, verdades e mentiras, e quando a pessoa desperta sente-se confusa, sabe que sonhou e passa dias tentando entender o sonho ou livrar-se dessa confusão. Os outros dois níveis são sonhos espirituais.
2º nível: São os sonhos repetitivos. Esse tipo de sonho pode ter uma mensagem que quer nos mostrar ou ensinar algo, às vezes até de nossas vidas passadas. Neste nível estão também os sonhos dos quais nos lembramos de maneira muito vívida, como se tivéssemos vivido mesmo esse sonho.
3º nível: São os sonhos proféticos. Já lemos ou ouvimos falar de Profetas que entraram em estado de transe e receberam profecias através de sonhos. São os sonhos de nível mais elevado.
Como podemos perceber, o sono ou os sonhos não são fenômenos isolados; a qualidade de nosso sono e de nossos sonhos está diretamente relacionada aos nossos pensamentos e ações durante o dia todo, todos os dias.

Texto de Rabino Joseph Saltoun
Fonte:
www.crisboog.com.br
Imagem da artista Karen Marston

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Nosso destino é um jardim

Este pequeno poema de Cecília Meireles me encanta, é o resumo de uma cosmologia, uma teologia condensada, a revelação do nosso lugar e do nosso destino:
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"No mistério do Sem-Fim, equilibra-se um planeta. E, no planeta, um jardim, e, no jardim, um canteiro: no canteiro, uma violeta, e, sobre ela, o dia inteiro, entre o planeta e o Sem-Fim, a asa de uma borboleta."
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Metáfora: somos a borboleta. Nosso mundo, destino, um jardim. Resumo de uma utopia. Programa para uma política. Pois política é isto: a arte da jardinagem aplicada ao mundo inteiro. Todo político deveria ser jardineiro. Ou, quem sabe, o contrário: todo jardineiro deveria ser político. Pois existe apenas um programa político digno de consideração. E ele pode ser resumido nas palavras de Bachelard: "O universo tem, para além de todas as misérias, um destino de felicidade. O homem deve reencontrar o Paraíso." (O retorno eterno, p 65).
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Fonte: Casa de Rubem Alves - http://www.rubemalves.com.br/

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Para refletir...

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender cedo a luz. E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado.
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduiche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias de água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se com a pessoa que a gente ama, a noite ou no fim de semana, não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que gasta de tanto se acostumar, e se perde de si mesma.

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Texto de Clarice Lispector

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Amor - a força criativa da Alma

Quando compreendido no sentido mais literal, o amor é um entre os poderes específicos da alma, manifestado especialmente através das emoções. Quando, porém, é definido em seu sentido mais amplo, o amor é a luz e o "espírito" da vida, que transforma os estados de potencial em realidade, desenvolvendo a abrindo completamente todos os variados poderes da alma.
Neste sentido, o amor não é apenas uma qualidade específica da alma, mas um poder geral, presente na escala completa de propriedades intelectuais, emocionais e intrínsecas da psique humana. Esta luz do amor é a "luz do Eterno, bendito seja," cujo ímpeto para criar o mundo e os meios que usou ao fazê-lo é o amor. Aí repousa o segredo da luz sendo o ato criativo inicial do primeiro dia da Criação. Dessa maneira, o amor é a força criativa ou fluxo de energia que vêm de Deus até a "realidade". A carência de amor é, por analogia, um estado de trevas, com tudo que a imagem de trevas e carência, melancolia e depressão representam.
A Criação do mundo, "algo vindo do nada", pelo ímpeto do amor, nos ensina o segredo de trazer potenciais ocultos à realização. "Chochma" (sabedoria) é o primeiro dos poderes intelectuais da alma, e manifesta-se como lampejos de introvisão esclarecendo a consciência. Estes "lampejos" instantâneos encontram-se num estado de puro potencial, necessitando desenvolvimento. Sabedoria, como todas as outras faculdades da alma, é um recipiente. Aquilo que preenche o recipiente é a luz e a vida-força do amor escondidos dentro dele.
O desenvolvimento de qualquer pensamento, plano ou talento acarreta o despertar interior do amor, necessário para desencadear processo de crescimento. O amor é o florescer da alma, e sem ele tudo murcha e perece.
Duas outras importantes características do amor são reveladas em sua constante comparação com a água na Cabalá. Os dois aspectos da água que a estabelecem como um símbolo apropriado do amor são sua propriedade de adesão, pela qual a água faz com que os elementos unam-se um ao outro, e sua tendência a descer.
O amor é a força primária de atração da alma, por meio da qual uma pessoa é atraída para outras almas, situações e objetos, cada um deles necessário para retificar e completar algum aspecto de seu propósito no mundo.
O poder do amor é suficiente para aproximar múltiplas energias, mesmo que às vezes se oponham, para completar uma tarefa, dirigir uma organização ou buscar os objetivos de uma causa. Isto pode ser observado em religião, política, família e assuntos comunitários - para mencionar apenas alguns deles. Numa base individual, o amor é a força essencial que aproxima as pessoas e a "cola" que mantém relacionamentos variados funcionando. A dissipação do amor invariavelmente enfraquecerá, prejudicará ou acabará com estes relacionamentos."
Deus desejava ter uma morada nos mundos inferiores" (Midrash Tanchuma Nasso 16). O conceito de Deus "descendo" através da Criação a mundos progressivamente inferiores é de tal forma que Ele ao final reúne-se e apega-se ao mundo, o objeto de Seu amor. Similarmente, aquele que ama "desce" ao nível de seu amado, assegurando-se que o amor desejado realmente atinja e preencha seu recipiente. Não se pode esperar uma conexão com outros quando se permanece distante e isolado. Apenas quando se desce da "torre de marfim" do ego, o amor pode manifestar-se.


Fonte: Beit Chabad em Cabalaterapia - AMOR - A força criativa da alma - parte 1

DECLARO-ME VIVO!!!

Saboreio cada momento.
Antigamente me preocupava quando os outros falavam mal de mim. Então fazia o que os outros queriam, e a minha consciência me censurava.
Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, alguém sempre me difamava. Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário!
Desse momento em diante, atrevo-me a SER COMO SOU.
A árvore anciã me ensinou que somos todos iguais.
Sou guerreiro: a minha espada é o amor, o meu escudo é o humor, o meu espaço é a coerência, o meu texto é a liberdade.
Perdoem-me, se a minha felicidade é insuportável, mas não escolhi o bom senso comum. Prefiro a imaginação dos índios, que tem embutida a inocência.
É possível que tenhamos que ser apenas humanos.
Sem Amor nada tem sentido, sem Amor estamos perdidos, sem Amor corremos de novo o risco de estarmos caminhando de costas para a luz.
Por esta razão é muito importante que apenas o Amor inspire as nossas ações.
Anseio que descubras a mensagem por detrás das palavras; não sou um sábio, sou apenas um ser apaixonado pela vida.
A melhor forma de despertar é deixando de questionar se nossas ações incomodam aqueles que dormem ao nosso lado. A chegada não importa, o caminho e a meta são a mesma coisa. Não precisamos correr para algum lugar, apenas dar cada passo com plena consciência.
Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada pode nos desequilibrar. Porém, quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.
É possível que sejamos apenas água fluindo; o caminho terá que ser feito por nós. Porém, não permitas que o leito escravize o rio, ou então, em vez de um caminho, terás um cárcere. Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez.
Amo o amor que me imuniza contra a infelicidade que prolifera, infectando almas e atrofiando corações. As pessoas estão tão acostumadas com a infelicidade, que a sensação de felicidade lhes parece estranha.
As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea as incomoda, e o amor lhes inspira desconfiança. A vida é um cântico à beleza, uma chamada à transparência.

Peço-lhes perdão, mas DECLARO-ME VIVO!!!

Autor: Chamalú (índio Quéchua)
Agradeço à minha querida amiga Rose, do Rio de Janeiro, que me enviou este lindo texto por email.

A importância dos relacionamentos


"Marion Woodman, (...) utiliza uma metáfora de Dante para descrever o mistério e a importância do amor e do relacionamento em nossas vidas. Escreve ela: 'Parece-me que a coisa mais importante ao desfazer um laço que se atou seja sacrificar o relacionamento sem sacrificar o amor. Se a vida é um 'desabrochar como o da rosa, que não pode mais se fechar', então tudo que amamos é como o abrir-se de uma pétala. Quanto os tormentos são aceitos, o amor os enfrenta. Os relacionamentos profundos de nossas vidas qualquer que seja seu final, deram-nos as riquezas do amor, e essa riqueza é a única que significa alguma coisa no fim".

Autoria: Kathleen A. Brehony
Livro: Despertando na Meia-Idade

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Uma questão de Energia

O universo é constituído de uma energia dinâmica, uma energia que pode nos sustentar. Contudo, fomos desligados da fonte maior dessa energia, nos isolamos dela, e por isso nos sentimos fracos, inseguros e carentes. Diante desse déficit, nós sempre procuramos intensificar nossa energia pessoal da única maneira que conhecemos: buscando roubá-la psicologicamente de outros; uma competição inconsciente que é a base de todo conflito humano no mundo.
A maior parte dos relacionamentos acaba virando disputa pelo poder. Os seres humanos ligam as energias e depois lutam para decidir quem vai controlá-las.
Assim que nós compreendemos essa luta, começamos imediatamente a transcender esse conflito e nos livramos da disputa por simples energia humana, percebendo que podemos receber nossa energia de outra fonte: da Consciência Cósmica.
Ao nos ligarmos a uma fonte humana para obter nossa energia masculina ou feminina, bloqueamos o fornecimento espiritual. Depois de fecharmos o círculo por nós mesmos, estabilizando nosso canal com o Universo, podemos nos ligar amorosamente a outra pessoa num relacionamento mais elevado.
Para um número cada vez maior de seres humanos a fonte Cósmica está se tornando comprovadamente real, porque esses indivíduos experimentam clarões e vislumbres desse estado mental no decorrer de suas vidas, sendo essa experiência a chave para o fim do conflito humano.
Quando temos a oportunidade de ver brevemente a magnitude da energia que poderíamos obter, mas, que não conseguimos mantê-la por muito tempo, isso porque, quando tentamos nos relacionar com alguém que atua com a consciência normal, ou tentamos viver num mundo em que ainda existe conflito, somos rechaçados desse estado avançado e recaímos no nível de nossos antigos egos. Para reconquistar o que vislumbramos, e iniciar uma marcha de volta àquela consciência suprema, precisamos aprender a nos inundar conscientemente de energia para concretizar o novo nível em base permanente.
Para isso temos que enfrentar nossa maneira particular de dominar os outros, pois sempre que recaímos em antigos hábito, nos desligamos da fonte.
Esses hábitos são sempre inconscientes a princípio, e a chave para abandoná-los é trazê-los inteiramente à consciência, e fazemos isso observando nosso estilo particular de dominar os outros para conseguir que a energia passe para nós, e ficamos empacados aí. Esse estilo é uma coisa que repetimos várias e várias vezes. Assim, interrompemos a nossa evolução quando repetimos esse drama único para manipular em busca de energia.
Todos manipulam em busca de energia, ou de maneira direta, forçando as pessoas a prestar atenção neles, ou de maneira passiva, jogando com simpatia ou curiosidade das pessoas para chamar atenção.
Temos que alcançar uma consciência mais plena, uma ligação mais íntima com o Plano Maior, pois só então nossa evolução para alguma coisa melhor poderá ser orientada por uma parte superior de nós mesmos. Liberto do medo da escassez e de nossa necessidade de dominação, podemos ficar abertos para nos doarmos, em benefício das necessidades do momento atual. Desta forma devemos aprender a interagir conscientemente em grupo. Um grupo verdadeiramente funcional, tende a intensificar a energia e vibração, criando um reservatório de energia, como se o grupo fosse um só corpo.

Trecho extraído do livro: A PROFECIA CELESTINA de James Redfield
Obrigada ao querido leitor Nicholas do Vale, do Ceará, que carinhosamente me enviou este texto por email.
Ah, existe também o filme com o mesmo nome do livro, que também vale a pena assistir! Beijos.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A tradição da Deusa

Durante os últimos três milênios, as principais religiões do mundo cultuaram o Princípio Divino Masculino. Apesar das diferenças entre os conceitos, dogmas e práticas do judaísmo, islamismo e cristianismo, a Divindade Suprema é personificada por arquétipos masculinos, os mitos e a estrutura sendo enfaticamente patriarcais. Mesmo que existam figuras femininas honradas e celebradas, elas não são consideradas forças primordiais e criadoras, seus papéis e atribuições sendo secundários.
Apesar de, no momento, essas religiões prevalecerem no cenário mundial, a origem delas é relativamente recente. Há provas irrefutáveis de um antiquíssimo culto a uma Divindade Criadora chamada genericamente de “A Grande Mãe”, como comprovam milhares de estatuetas de figuras femininas datadas dos períodos paleolítico e neolítico (50.000 a 30.000 anos atrás).
Antes consideradas meras “vênus pré-históricas”, esses objetos de culto em pedra, argila, osso ou mármore são vistos atualmente como representações da Deusa Mãe, conforme comprovam os estudos, livros e pesquisas de cientistas mulheres (antropólogas, arqueólogas, sociólogas, historiadoras, escritoras).
A Grande Mãe representa a totalidade da criação e a dualidade vida/morte, pois sua essência é imanente e permanente em todos os seres e em todo o Universo. Seus múltiplos aspectos e manifestações representam e reproduzem o ciclo de nascimento, crescimento, florescimento, decadência, morte e renascimento da eterna dança espiral das vidas.
A Deusa Mãe foi a suprema divindade do planeta durante pelo menos trinta milênios, reverenciada por seu poder de gerar, criar, nutrir, proteger e sustentar todos os seres. Conhecida sob inúmeros nomes e representações de acordo com a cultura e a época, a Deusa era a própria Mãe Terra, a energia da vida e morte do planeta, venerada no ciclo das estações, nos fenômenos da Natureza, na riqueza e na beleza da terra, do céu, das estrelas, das montanhas, das águas, das plantas e dos animais.
Com o advento das idades de bronze e do ferro, as pacíficas civilizações matrifocais da Deusa entraram em declínio. Invasões sucessivas de tribos guerreiras e nômades trouxeram uma onda de violência e destruição. Uma nova civilização baseada em modelos de dominação e autoritarismo foi imposta, iniciando-se a perseguição da antiga religião da Deusa e de suas representantes – as mulheres. Os invasores trouxeram um panteão de deuses guerreiros, donos das tempestades, dos raios e das batalhas. O sexo da criadora foi mudado – a Mãe tornou-se Pai e a Deusa, transformada em consorte, filha, amante - depois finalmente ignorada e esquecida.
Seguiu-se a Idade da Razão e, com o surgimento do racionalismo e das correntes materialistas e dialéticas, a supremacia do espírito sobre a matéria passou a ser negada. Somente no século XIX o movimento romântico trouxe de volta valores femininos - no entanto, de uma forma idílica, idealizando somente as virtudes e a fragilidade da mulher. Infelizmente, o monoteísmo judaico-cristão, que proclamou um só criador – o Pai - e considerou a mulher a origem do pecado e de todos os males, suprimiu os símbolos do poder divino da Deusa, como sendo maléficos ou pecaminosos. Mesmo assim, as imagens, os atributos e nomes sagrados das tradições da Deusa (principalmente de Inanna, Cibele, Deméter e Isis) foram absorvidos e adaptados no culto de Maria. Com a extinção definitiva dos cultos da Deusa nos países cristianizados e a conseqüente perseguição e difamação dos valores sagrados femininos, somente fragmentos das antigas celebrações, tradições, práticas e conhecimentos velados permaneceram disfarçados nas crenças populares, nos costumes folclóricos, nos contos de fadas, nas terapias xamânicas.
No entanto, observa-se atualmente, no mundo todo, o ressurgimento dos valores e da busca do Sagrado Feminino, como uma necessidade de cura profunda da psique individual e coletiva fragmentada pela dicotomia da racionalidade. O movimento feminista encontrou nos arquétipos das Deusas modelos positivos de fortalecimento e auto-transfomação. A emergência da Deusa na consciência ocidental trouxe uma nova/antiga visão da Terra, favorecendo o surgimento da hipótese Gaia (da interdependência de todas as formas de vida no planeta ), das preocupações ecológicas, das terapias xamânicas, da renovação nas religiões fundamentalistas e tradicionais como o cristianismo e o judaísmo. Religiosos católicos como Matthew Fox estão aceitando uma nova visão de Deus como Mãe, a freira Meinrad Craighhead está pintando imagens de deusas vistas emsonhos e visões, as mulheres judias voltam a reverenciar Shekinah, a representação hebraica da divindade feminina.
Os movimentos neo-pagãos, como as várias vertentes da Wicca, as tradições xamânicas de várias origens, algumas Escolas de Mistérios e uma multiplicidade de seitas e organizações estão adotando a teologia dualista, reverenciando ambos os princípios - o Deus e a Deusa - e acrescentando uma fusão de antigas crenças folclóricas européias ou nativas, reminiscências dos antigos festivais agrários, arquétipos mitológicos e práticas mágicas e curativas, tradicionais ou recentes. Nesta amalgamação de crenças sobressaem-se o reconhecimento e a reverência à Deusa, com adaptações regionais ou pessoais.
Há também uma crescente divulgação da espiritualidade feminina na literatura, arte, música e terapia. O eco-feminismo ou o ativismo político e ecológico, o empenho para a transformação interior e a conseqüente necessidade da renovação individual e global são sinais evidentes e benéficos do retorno da Deusa. Sua volta não significa retomar as antigas práticas e crenças religiosas, mas revalidar o Sagrado Feminino, criar uma nova cosmologia centrada na Terra, curar as cisões individuais e coletivas, promover uma nova ética baseada em valores espirituais e a reverência pela vida, buscar soluções pacíficas para a nossa sobrevivência e convivência, realizando assim, em nós e ao nosso redor, o Casamento Sagrado: da luz e da sombra, do espírito com a matéria, do animus com a anima, do Céu com a Terra.


Texto de Mirella Faur

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O verdadeiro Mestre

O Mestre não deseja reverência. Deseja trabalho.
O Mestre não deseja teoria. Deseja a prática.
O Mestre não deseja rótulo ou pacote. Deseja espiritualidade.
O Mestre não deseja alguma linha. Deseja evolução.
O Mestre não deseja competição. Deseja respeito.
O Mestre não deseja ritual. Deseja humildade.
O Mestre não deseja dedicação a Ele. Deseja dedicação ao mundo.
O Mestre não deseja parapsiquismo. Deseja amor.
O Mestre não deseja a técnica. Deseja aplicação.
Um Mestre dispensa linguagem rebuscada, competição de egos, uniformidade de sistemas, intelectualidade arrogante, jargão excessivamente técnico, rótulos bonitos ou prédios imponentes.
O mestre não deseja discípulos avançados. Deseja avanços no coração.
O mestre não deseja a pose honrosa. Deseja a honra de servir sem preconceito.
Um Mestre busca discípulos que se afinizem com o trabalho assistencial efetivo, sem humilhá-los ou impor seu sistema. Assim como as empresas materiais, os Mestres visam resultados, só que buscam os melhores objetivos conscienciais.
Seu Mestre não se encontra nas montanhas do Himalaia, se encontra nas aberturas de Luz, que vêm de dentro de seu coração.

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Texto de RAMATIS
Imagem: Carta XIX do Tarô do OSHO - artista Ma Deva Padma

terça-feira, 16 de junho de 2009

A Cabala e as 22 letras hebraicas

Por volta de 1950, os geneticistas descobriram o alfabeto do DNA, compostode 4 "letras": A T C G. Hoje sabemos que essas letras se referem a 4 diferentes tipos de núcleos que se combinam entre si para criar "palavras" e "sentenças" que compõem o código genético de cada pessoa. Diferentes seqüências de letras produzem diferentes combinações, que por sua vez, produzem diferentes átomos. Diferentes átomos produzem diferentes moléculas dando origem à diversidade que é nosso mundo. Quando nos aprofundamos no assunto, tudo o que realmente somos, num sentido físico, não passa de um conjunto químico deletras. O universo também tem seu DNA espiritual, só que em vez de 4 letras, esse código é composto por 22 letras.
Abrão, o Patriarca, identificou essas 22 vibrações como as 22 letras do alfabeto hebraico. Um dos maiores erros da humanidade foi achar que essas formas são simplesmente símbolos para uma linguagem chamada hebraico, de uso exclusivo do povo judeu.
As letras hebraicas antecederam todas as religiões, elas são formas universais, o alfabeto genético de todo o universo, para todas as pessoas, o tempo todo. Essas letras, pela característica de suas formas, ressonância e vibração de seu som, atuam como antenas que estimulam e liberam as formas da mesma energia invisível da criação. Cada letra individualmente representa uma energia específica. Cada som gerado pela vibração da pronúncia da letra representa uma força energética diferente. Além disso, a diferente combinação de letras cria diferentes tipos de energia, da mesma forma que diferentes combinações de notas musicais criam diferentes tons e melodias. Cada seqüência de letras em particular, nos conecta a uma força específica. Ler, verbalizar, meditar ou simplesmente escanear visualmente essas letras e suasseqüências ajuda a incitar as várias forças espirituais a que cada uma delas está conectada, trazendo-as para dentro da nossa alma e do nosso ambiente. Interagir com essas 22 letras, nas mais variadas formas possíveis, nos dá uma conexãosubconsciente mas direta com a nossa alma e com o mundo espiritual.
As 22 letras do alfabeto hebraico são 22 forças energéticas que originaram toda a criação e se manifestam em nosso mundo como formas e vibrações que podemos visualizar e vocalizar. Em combinações diversas, essas letras formam o código genético cósmico, e nos conectam com diferentes tipos de energia.
Mas como isso funciona?
Da mesma maneira que o formato de uma chave é o mecanismo através do qual conseguimos abrir uma porta, uma forma específica de uma letra hebraica é a chave para abrir a porta de nossa alma. Uma das maneiras mais poderosas para que aqueles que não são versados na pronuncia correta das letras hebraicas, possam capturar a energia das letras, é o contato visual, já que os olhos são as janelas da alma.
Quando os olhos escaneiam uma única forma das letras hebraicas, uma ressonânciaé criada entre a Luz e a alma. Considere dois triângulos musicais. Bata num triângulo e a ressonância será criada entre os dois, em virtude de sua forma idêntica de construção. As ondas sonoras começam a transferir-se de um triângulo para o outro.
Nossa alma e as forças contidas nas letras hebraicas são construídas do mesmo material - a Chama da Luz do Criador. Quando as duas estão em proximidade, conseguida pela visualização, meditação ou pronuncia das letras, uma ressonância é criada e a energia é transferida para a alma.
Os kabbalistas nos deram configurações próprias, e as seqüências corretas das letras para estabelecer a conexão com energias específicas. Por exemplo, para abrir o arquivo codificado de um computador, você precisa ter a senha correta.
Para abrir um cofre, você precisa ter a combinação exata. Para enviar um e-mail,você necessita do endereço de e-mail correto. Um simples caractere que esteja faltando ou fora da seqüência correta, impedirá que o e-mail chegue ao destino desejado e você nunca obterá uma resposta. Se você deseja acessar Deus, precisa de uma chave específica, do endereço de e-mail exato.
O que é significativo é que o Criador tem muitos endereços de e-mail. Em outras palavras, Ele tem muitas forças diferentes de energia que podemos acessar. Cada força tem seu próprio e único e-mail. Cada um deles tem alguma coisa únicaa nos oferecer. Basta nos conectarmos com as letras. Colocando de outra maneira, podemos nos tornar geneticistas usando as 22 letras do DNA cósmico para fazer a reengenharia espiritual da nossa própria alma.
As seqüências de letras conseguem estabelecer mudanças em nossos padrões mentais. Elas sondam o mais íntimo do nosso ser, nossos genes metafísicos, infundindo-nos de uma enorme força espiritual e emocional.

Texto de Rabino Joseph Saltoun
Link: http://www.kabbalah.com/ Kabbalah Center, em Los Angeles - EUA.

sábado, 13 de junho de 2009

Renda-se

"Renda-se como eu me rendi.
Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei.
Pergunte, sem querer a resposta, como estou perguntando.
Não se preocupe em 'entender'.
Viver ultrapassa todo o entendimento."


Clarice Lispector

Dois centros

Você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade – o ego. Esse é algo falso – é um grande truque. Por meio do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo.
Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é.
Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos.
Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas…
Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de “eu sou”. Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos – porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser… É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca – a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.
Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa.
E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo.
Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca – e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.

Precisamos ser ousados, corajosos.

OSHO

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Tarô - Espelho da Alma

Assim como usamos um espelho para observar nosso exterior, podemos usar as imagens do Tarô para nos aproximarmos de nossa realidade interior. As imagens do Tarô são um espelho das imagens que temos na alma.
(…)
Um espelho reflete a realidade visível sem a julgar. Mostra o bonito e o feio, o agradável e o desegradável. Não se pode fazer outra coisa. Podemos deixá-lo de lado ou estilhaçá-lo, se não gostarmos do que reflete – com isso, porém, não mudamos nossa aparência. As imagens do Tarô representam condições espirituais. O uso das cartas permite ver a realidade interior a partir de novas perspectivas. As imagens não são nem “positivas” nem “negativas”, nem “a favor” nem “contra” ninguém. Simplesmente oferecem sinais e pistas.
(…)
Muitas pessoas têm medo de se confrontar com a própria realidade interior: poderiam descobrir aspectos feios ou desagradáveis de si mesmas. Afirmam que se conhecem e muitas vezes acreditam mesmo nisso. Gastam enorme energia numa fachada ilusória. Quanto mais ilusória é a fachada, mais desesperada é a defesa e maior o medo.
(…)
Paradoxalmente, só aprendemos a nos amar e aceitar quando paramos de tentar esconder nossa realidade interior e de nos esconder dela. Só podemos partilhar com os outros aquelas partes de nós que já descobrimos e aceitamos, e só podemos mudar aqueles nossos aspectos desagradáveis que já examinamos por inteiro e reconhecemos como devendo ser mudados.A descoberta de si às vezes pode ser arriscada. A conquista de novas perspectivas pode transtornar velhos hábitos e atitudes e abalar sistemas de crença em sua própria base (…).
Esse é, contudo, um passo essencial em qualquer processo de transformação.As “recompensas” por esse processo de limpeza interior são grandes. A cada vez que desnudamos uma ilusão e abrimos mão dela, damos mais um passo na direção de nosso eu verdadeiro, ilimitado e duradouro.
(…)
O que é destruido nunca tivera raízes em nosso verdadeiro ser.É abandonando que podemos chegar, internamente, àquele lugar sereno em que a serenidade e nós mesmos nos confundimos – chegamos a casa e a casa e nós mesmos somos uma só coisa.
(…)
Tarô significa, acima de tudo, subjetividade e intensa receptividade ao toque. As imagens do Tarô, como espelhos de nossos impulsos inconscientes, os desvendam e os tornam didpiníveis à nossa mente consciente. À medida que aprendemos a interpretar as mensagens das cartas – como poderiamos interpretar um sonho confuso -, tornamo-nos capazes de descobrir novos reinos interiores e de ter um vislumbre dos mistérios do Universo em sua ordem cósmica todo-abrangente.

Trecho do livro: Tarô, Espelho da Alma - de Gerd Ziegler
Imagem: Arcano XXI - O Mundo - do Tarô de Toth, de Aleister Crowley

domingo, 7 de junho de 2009

SAGRADO FEMININO E A DEUSA TRÍPLICE

A Deusa está intimamente relacionada à Lua por uma série de motivos. A relação mais clara é a de que a Lua cresce e declina, refletindo as alterações no corpo das mulheres quando estão grávidas. A Deusa rege o crescimento e o próprio tempo. A Lua é o símbolo do princípio feminino, representando potencialidades, estados de espírito, valores do inconsciente, humores e emoções, receptividade e fertilidade, mutação e transmutação. As fases da Lua caracterizam aspectos da natureza feminina e representam os estágios e as transformações na vida da mulher. As deusas lunares são conhecidas por traços ligados às quatro fases da Lua: nova, crescente, cheia e minguante, sendo que as deusas têm as seguintes faces: Donzela, Mãe e Anciã, além da face "negra" que se manifesta em todas elas, sendo a sua sombra. A Donzela se relaciona à lua nova e crescente, aos novos inícios. A Mãe é representada pela lua cheia, abundante. A Anciã é representada pela lua minguante e negra, senhora das sombras. A Grande Deusa Lunar está associada aos nascimentos virginais, ligada à vida e à morte e é a geradora de visões. A virgindade, antigamente, significava "não-casada", e não como é conhecido hoje. Dizer que uma virgem deu à luz um filho não significava que ela nunca teve relações sexuais, mas que não era casada. Em diversos mitos, a Deusa Lunar geralmente controla um filho que cresce e se torna seu amante. Ele então morre, para renascer de novo como seu filho. Isso reflete os mistérios lunares nos quais os eventos cronológicos não têm importância, pois a Deusa Lunar controla o seu próprio tempo. A Deusa da Lua é associada aos fluidos de todos os tipos, invariavelmente, pela própria influência da Lua sobre a Terra.

Texto de Natalia Greggio

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Grupos de Estudo - O Despertar de uma Nova Consciência - Eckhart Tolle

O autor de “O Poder do Agora” comenta em seu mais recente livro que a Humanidade está preparada para uma transformação de consciência radical e profunda, com a qual literalmente poderemos construir o “Céu na Terra”, ou seja, vivermos a partir de um estado diferenciado de paz interior, que altera todo o nosso relacionamento com o mundo, as pessoas e nós mesmos.

Para Tolle, “A vida da maioria das pessoas é um amontoado desordenado de coisas: itens materiais, tarefas a fazer, questões sobre as quais pensar.(...) A mente dessas pessoas é ocupada por um emaranhado de pensamentos, um após o outro.” Essa é a dimensão de consciência habitual, associada a um estado interno de insegurança, medo, insatisfação, intranquilidade, confusão.

"Essa consciência precisa ser equilibrada pela consciência do espaço, para que a sanidade retorne ao nosso planeta", o autor completa. Isso significa que podemos adquirir uma profundidade inédita na maneira como sentimos a vida e como consequência, experimentar contentamento, gratidão e paz. Para esse "Despertar", o autor nos alerta que é essencial identificar as partes em nós que ainda não estão transformadas e prosseguem na consciência antiga, limitada, bem como aprender a identificar como esse estado de consciência funciona e afeta a maneira de agirmos, sentirmos e pensarmos.

Para Tolle, “o grau de espiritualidade” não está absolutamente relacionado com aquilo que as pessoas acreditam, porém tem tudo a ver com o seu estado de consciência. Isso, por sua vez, determina como alguém age no mundo e interage com os outros.

Este trabalho é destinado a todos que sentem necessidade de transformação interna e de interferir positivamente no mundo, a partir dela. O trabalho é aberto a todos os interessados. A proposta dos encontros é de estudar o livro ampliando-o, a partir da visão da psicologia junguiana e transpessoal e aprofundando a discussão sobre os processos de transformação de consciência, funcionamento do ego, níveis de percepção. Estão previstos 12 encontros.
O trabalho será facilitado por Patricia Hernández – psicoterapeuta de orientação junguiana e transpessoal e facilitadora de grupos de estudo de Um Curso em Milagres e de Valores Humanos.

O curso será realizado em 3 localidades diferentes: na av. Paulista, na Vila Madalena e em Pinheiros, no horário noturno. As turmas iniciam no inicio de junho. O investimento é de R$ 152,00 por mês. Para obter os detalhes, entre em contato com a Patricia através do email: pi.hernandez@uol.com.br ou Fones: (11) 3168-1161 e 8321-2038.

domingo, 24 de maio de 2009

Ó Eterno!

Ó Eterno
Eu adentro em Teus espaços
E entre corredores inefáveis
As batidas do Teu coração me embalam
A Tua alma é uma sinfonia
Um miríade de cores e formas
A dança da perfeição em cada agora
Eu estou em Ti e nada é fora de Ti
Ó mente suprema, criadora de tudo
Eu salto em direção ao Teu abismo
O Teu êxtase é a morte, re-criação
Os Teus jardins são deleites
Ó Infinita existência transbordante
Ó Amor vibrante, Luz pulsante
Eu me demoro em Teus anseios
Cada sonho Teu é um poema
Cada piscar é uma estrela
Cada respiração, um novo começo
Ó grande Mestre
Eu adentro em Ti, sem nunca ter estado fora de Ti
O Nosso amor é onipresente, eternamente, agora e sempre.

Kátia Bueno

Mãe Terra, que embala a alma!

"Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!"

Trecho do poema AFINAL, de Álvaro de Campos
(um dos heterônimos de Fernando Pessoa)

sábado, 23 de maio de 2009

A ALMA e sua origem (na visão da Kabbalah)

Em suas abordagens sobre os mais variados temas, a Kabbalah sempre se refere à alma. Por definição, podemos dizer que a alma é uma energia cósmica que é parte da Luz infinita. Mas de onde vem a alma, qual é o seu início? No mundo físico, o início sempre se dá a partir de uma semente biológica, uma célula que pode ser infinitamente pequena, mas já contém dentro de si uma força de vida, que não é biológica ou física, mas sim espiritual. Portanto, temos que abrir os portões do mundo espiritual se quisermos entender a semente espiritual de nossa existência e receber dela a força vital para renovar nossas forças biológicas e reforçar nossa consciência para vivermos com mais iluminação espiritual e felicidade. Nossa semente espiritual começa no mundo espiritual, de acordo com a Kabbalah, existem dez "Sefirot", dimensões para a realidade. Essas 10 dimensões estão entrelaçadas entre 5 mundos distintos. O primeiro mundo, "Adam Kadmon", Homem Primordial, está relacionado com a Sefirá "Keter". O Homem Primordial não é o homem como conhecemos, em manifestação de corpo, e sim a nossa essência espiritual, a força da vida. Essa essência foi então se desenvolvendo de acordo com os mundos , até que no "Mundo de Briá " (Mundo da Criação, relacionado com a Sefirá "Biná ") foi criado Adão. Este Adão não é Adam Kadmon, não é a mesma consciência de Adam Kadmon, mas tem a lembrança da semente de seu nascimento espiritual que foi Adam Kadmon. Este Adão é o da estória Bíblica de Adão e Eva no Paraíso, que todos já conhecemos. O que a Kabbalah nos ensina é que a Bíblia não é um livro de estórias e sim um código cósmico, uma descrição de um mundo paralelo, espiritual. Adão e Eva eram, na verdade, uma alma só, dividida, não eram pessoas físicas, mas uma inteligência . Quando cometeram o "pecado" no Paraíso , foram então expulsos. A palavra "expulsão" deve ser percebida como "explosão". Depois dessa explosão, cada parte de Adão criou um ser humano, na maneira de nossa alma, criando o processo da vida da humanidade e o aparecimento de todas as gerações. Por isso cada um de nós, nesse nível de consciência, tem uma parte espiritual de Adão, que representa a consciência coletiva de todos os seres humanos.


Autor: Rabino Joseph Saltoun
Imagem: A árvore da Vida
Fonte: http://www.crisboog.com.br/cabala.htm

sábado, 16 de maio de 2009

Ecologia Interior

Por Frei Beto

Por um minuto, esquece a poluição do ar e do mar, a química que contamina a terra e envenena os alimentos, e medita:
Como anda o teu equilíbrio eco-biológico? Tens dialogado com teus órgãos interiores? Acariciado o teu coração? Respeitas a delicadeza de teu estômago? Acompanhas mentalmente teu fluxo sanguíneo? Teus pensamentos são poluídos? As palavras, ácidas? Os gestos, agressivos? Quantos esgotos fétidos correm em tua alma? Quantos entulhos – mágoas, ira, inveja – se amontoam em teu espírito?
Examina a tua mente. Está despoluída de ambições desmedidas, preguiça intelectual e intenções inconfessáveis? Teus passos sujam os caminhos de lama, deixando um rastro de tristeza e desalento? Teu humor intoxica-se de raiva e arrogância? Onde estão as flores do teu bem-querer, os pássaros pousados em teu olhar, as águas cristalinas de tuas palavras? Por que teu temperamento ferve com freqüência e expele tanta fuligem pelas chaminés de tua intolerância? Não desperdiça a vida queimando a tua língua com as nódoas de teus comentários infundados sobre a vida alheia.
Preserva o teu ambiente, investe em tua qualidade de vida, purifica o espaço em que transitas. Limpa os teus olhos das ilusões de poder, fama e riqueza, antes que fiques cego e tenhas os passos desviados para a estrada dessinalizada dos rumos da ética. Ela é cheia de buracos e podes enterrar o teu caminho num deles. Tu és, como eu, um ser frágil, ainda que julgues fortes os semelhantes que merecem a tua reverência. Somos todos feitos de barro e sopro. Finos copos de cristal que se quebram ao menor atrito: uma palavra descuidada, um gesto que machuca, uma desconfiança que perdura.
Graças ao Espírito que molda e anima o teu ser, o copo partido se reconstitui, inteiro, se fores capaz de amar. Primeiro, a ti mesmo, impedindo que a tua subjetividade se afogue nas marés negativas. Depois, a teus semelhantes, exercendo a tolerância e o perdão, sem jamais sacrificar o respeito e a justiça. Livra a tua vida de tantos lixos acumulados. Atira pela janela as caixas que guardam mágoas e tantas fichas de tua contabilidade com os supostos débitos de outrem. Vive o teu dia como se fosse a data de teu renascer para o melhor de ti mesmo - e os outros te receberão como dom de amor. Pratica a difícil arte do silêncio. Desliga-te das preocupações inúteis, das recordações amargas, das inquietações que transcendem o teu poder.
Recolhe-te no mais íntimo de ti mesmo, mergulha em teu oceano de mistério e descobre, lá no fundo, o Ser Vivo que funda a tua identidade. Guarda este ensinamento: por vezes é preciso fechar os olhos para ver melhor. Acolhe a tua vida como ela é: uma dádiva involuntária. Não pediste para nascer e, agora, não desejas morrer. Faz dessa gratuidade uma aventura amorosa. Não sofras por dar valor ao que não merece importância. Trata a todos como igual, ainda que estejam revestidos ilusoriamente de nobreza ou se mostrem realmente como seres carcomidos pela miséria.
Faz da justiça o teu modo de ser e jamais te envergonhes de tua pobreza, de tua falta de conhecimentos ou de poder. Ninguém é mais culto do que o outro. O que existem são culturas distintas e socialmente complementares. O que seria do erudito sem a arte culinária da cozinheira analfabeta? Tua riqueza e teu poder residem em tua moral e dignidade, que não têm preço e te trazem apreço. Porém, arma-te de indignação e esperança.
Luta para que todos os caminhos sejam aplainados, até que a espécie humana se descubra como uma só família, na qual todos, malgrado as diferenças, tenham iguais direitos e oportunidades. E estejas convicto de que convergimos todos para Aquele que, supremo Atrator, impregnou-nos dessa energia que nos permite conhecer a abissal distância que há entre a opressão e a libertação.
Faze de cada segundo de teu existir uma oração. E terás força para expulsar os vendilhões do templo, operar milagres e disseminar a ternura como plenitude de todos os direitos humanos.Ainda que estejas cercado de adversidades, se preservares
a tua ecobiologia interior serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros indevassáveis.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Transição Planetária



O Portal 11:11 é um período de 20 anos, que foi aberto em 11 de Janeiro de 1992 e se fechará em 2011. Durante este período de 20 anos está ocorrendo uma mudança gradual de modelos tanto internos como planetários e cósmicos. Nossa consciência está deixando de se identificar com o modelo da dualidade e está passando a se identificar com o modelo da Unidade. O Portal 11:11 é marcado por uma sobreposição destes modelos e hoje vivemos, ao mesmo tempo, estas duas realidades. Em 2011 estes diferentes modelos de evolução irão se separar definitivamente.

A dualidade é marcada por dois aspectos principais: pela polarização de todos os aspectos da vida feitas por nossa visão limitada da realidade e pelo sentimento de "não pertencer" e de não fazer parte de um Todo Maior. É uma forma antiga de viver, onde não reconhecemos nossa perfeição e plenitude e projetamos nos outros culpas e falhas. O importante deste momento interno e externo é que a dualidade está vivendo seus dias finais. A situação planetária é um reflexo disso. Todas as instituições, governos e sistemas financeiros que não estiverem na Integridade entrarão em colapso. Apesar de ser uma fase complicada, ela é necessária, já que é um marco, um ponto de virada definitivo. Da mesma forma, todos os desastres naturais que têm acontecido de maneira tão intensa nada mais são do que ajustes que o planeta está fazendo, para sustentar o modelo da Unidade, e deixar que a dualidade marcada por tantos abusos seja deixada para trás definitivamente. A UNIDADE é a característica inerente dos seres humanos, nossa base esquecida. Antes de nossa descida à matéria, fomos programados através de códigos de Luz e Som na nossa matriz genética espiritual, a "despertar" quando a hora certa chegasse. E esta hora é AGORA.

Muitos de nós têm visto o número 11:11 com freqüência, tanto em relógios digitais como em placas de carro, etc. O significado mais profundo que se pode atribuir a essas visões é o de que o pré-estabelecido anteriormente à nossa manifestação física está finalmente acontecendo e que temos que despertar da ilusão da dualidade para podermos prosseguir em um vida de Consciência, de Visão e de Unidade. É hora de enxergarmos as coisas como elas realmente são e sairmos do nossos modelos limitantes de não-ação, de resignação e de apatia frente a nós mesmos e frente a vida.Durante este período de 20 anos temos 11 grandes Ativações Planetárias, Portais dentro do Portal 11:11. Seria impossível para o Ser Humano deixar um modelo corrompido e obsoleto de divisão e separatividade e abarcar o modelo de união total com tudo e com todos de uma hora para a outra. Por esta razão, durante este período, ONZE PORTAIS tem que ser abertos.

A pessoa que coordena o 11:11 no mundo é a Solara, uma visionária americana que reside atualmente no Havaí. Em um dia de Ativação de Portal, um grupo de pessoas do mundo todo se reúne em um determinado país para receber as novas energias que estão entrando no planeta pela primeira vez. A Solara é a pessoa que coordena este grupo mestre que é denominado Cilindro Mestre. Ao mesmo tempo, centenas de grupos denominados Grupos-Âncora se reúnem nos mais variados países para receber estas energias que são ancoradas no planeta pelo Cilindro Mestre e ancoram-nas em suas cidades e no planeta como um todo. O que ativa um Portal do 11:11 é a Unidade formada entre o Cilindro Mestre e os Grupos Âncoras. Desta maneira, fica disponível para toda a humanidade um novo nível de consciência a partir da Ativação.

Cada Portal possui uma nota chave. O último Portal aberto foi a primeira parte do Oitavo Portal, em 11 de Fevereiro de 2007: Entrando no Mundo do Lótus - Despertando o Coração de Lótus. O Oitavo Portal é tão imenso e importante que terá um segunda ativação, no dia 5 de Junho de 2009. Dentro deste período de vinte anos do Portal 11:11, uma das coisas que está acontecendo é um fortalecimento e uma transformação de nosso corpo emocional. O corpo emocional sustenta o nosso velho conceito de chacra cardíaco que é seletivo na geração e distribuição de amor, e ainda está em sintonia com a dualidade. Quando compreendemos que não estamos sós, e que há uma força coletiva que se chama Ser Único, geramos um novo nível de amor que se chama Amor Maior, sustentado por nosso Coração Único, que é comum a todos e não pode ser partido. E este é só o primeiro passo. O próximo nível de evolução do nosso corpo emocional é o Coração de Lótus, que traz novamente um elemento de amor pessoal, em um nível muito mais expandido de Amor que denominamos Amor de Lótus. O Lótus é uma planta completa, um símbolo de inteireza de nossos Eus. Fazem parte da realidade do Lótus: o lodo, as raízes que estão ancoradas no lodo, a água, as folhas que equilibram a planta e as flores que se projetam em direção ao cosmos. O Amor de Lótus é o amor inteiro. Não existem mais metades que se completam e sim dois inteiros compartilhando a sua inteireza. Este é o novo modelo que está disponível para todos. O Amor de Lótus é claro e limpo, sem jogos, sem subterfúgios, sem esconderijos internos. É a nossa nova fundação. A partir daí podemos levar as nossas relações para este nível e construir novas relações neste padrão. Um salto enorme na nossa consciência e na construção de nossas realidades.
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Fonte: http://www.crisboog.com.br/
Cristiane Boog é facilitadora oficial do 11:11 no Brasil e em Portugal.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

WESAK - Lua Cheia em Touro


Na Lua Cheia em que o Sol está no signo de Touro ocorre o mais importante evento budista: O Festival de WESAK.

Buddha Purnima é o aniversário do nascimento do Buda, este é o dia mais sagrado no calendário budista, sempre comemorado na Lua Cheia de Touro. Buda nasceu na lua cheia no mês de Vaisakh em 563 aC. Conseguiu a iluminação também na Lua cheia em Touro.

Buda significa "aquele que está acordado", "que tornou-se iluminado". É o termo que foi atribuído ao Príncipe Sidarta Gautama quando este atingiu a suprema sabedoria e compaixão.

Neste ano, o Wesak acontece no dia 09 de maio de 2009. A Meditação feita neste dia do ano (Lua Cheia de Touro) possibilita a criação de um potente canal de luz e amor. A intenção dos homens deve ser dirigida ao bem da humanidade e ao despertar da consciência humana.

A materialização da energia de Buda envia bençãos para todo o nosso Planeta Terra. É o momento onde se abre um grandioso e significativo Portal energético, trazendo a oportunidade de nos beneficiarmos com a energia da Libertação, Iluminação, Amor, Sabedoria e Alinhamento com o Plano Superior Divino.
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A GRANDE INVOCAÇÃO

Por Alice Bailey

Do ponto de Luz na Mente de Deus
flua Luz às mentes dos homens.
Que a Luz desça à Terra.
Do ponto de Amor no Coração de Deus
flua Amor aos corações dos homens.
Que o Cristo volte à Terra!
Do centro onde a Vontade de Deus é conhecida
guie o Propósito e as pequenas vontades dos homens:
O Propósito que os Mestres conhecem e a que servem.
Do centro a que chamamos raça dos homens
Manifeste-se o Plano de Amor e de Luz
e sele a porta onde mora o mal.
Que a LUZ, o AMOR e o PODER restabeleçam o Plano na Terra!

domingo, 3 de maio de 2009

Tempo de Travessia

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia. E, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Fernando Pessoa

domingo, 26 de abril de 2009

MANTRAS - Sons de Poder

A palavra mantra é composta pelas sílabas man (mente) e tra (entrega), em sânscrito, antigo idioma da Índia. Tem origem nos Vedas, livros sagrados indianos compilados pela primeira vez em 3000 a.C. Essas escrituras compõem-se de 4 mil sutras, das quais foram extraídos milhares de mantras, que atribuíam características relacionadas aos deuses, como o amor, compaixão e bondade. Como o som é uma vibração, pronunciar ou ouvir os mantras cotidianamente é, para os hindus, a forma de ativar as qualidades divinas, abrindo nossas mentes e nossos corações para os planos superiores.
"Um mantra é basicamente uma oração", explica o swami Vagishananda, americano radicado na Índia há mais de 20 anos, mestre dos cânticos relacionados aos Vedas. Repeti-los muitas vezes é a chave para interromper o processo natural de pensamento intermitente, que nos leva de uma idéia a outra sem controle. Quando paramos esse fluxo mental, o corpo relaxa, e a mente se aquieta e se abre a vibrações sutis, que permitem ampliar a percepção.

Acalmar as emoções
"Recitar os mantras com esse propósito nos leva a conhecer qual será o próximo pensamento", diz Vagishananda. Segundo ele, esse é o primeiro passo para gerenciar as emoções, expressá-las de maneira saudável e eliminar a resistência mental em reconhecer o que não pode ser mudado, como os fatos do passado. Algumas linhas hindus consideram os mantras sons primordiais que têm poder em si mesmos. "Todo mundo tem as qualidades divinas do Buda dentro de si. Ao pronunciar o mantra, elas serão expressas para o mundo", explica Marcos Eduardo Correa, conhecido como monge Kyohaku, um curitibano praticante desse culto há 15 anos.

Frases poderosas
"Os mantras nasceram na Índia e foram adotados por todas as religiões que de lá se espalharam pelo mundo. Há várias linhagens do budismo chinês, tibetano, japonês e coreano que usam essas frases rítmicas. Porém a palavra entrou na linguagem corrente para designar os sons repetidos que levam a um estado de meditação", explica Edmundo Pellizari, professor de teologia de São Paulo.Esse efeito tranqüilizante pode ser resultado de orações como a ave-maria, o pai-nosso e a glória-ao-pai, no rosário católico. "Elas são as correspondentes cristãs dos mantras", explica Moacir Nunes de Oliveira, professor do departamento de teologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

Refúgio de paz
Os mestres recomendam que se repitam os mantras, às vezes, durante horas a fio, mas no início não precisa ser tanto. O artesão João Bueno, de São Paulo, apresentado aos mantras por uma amiga astróloga, aprovou a experiência. Ao entoar um dos mantras do deus hindu Ganesha, relacionado à alegria de viver, pôde superar a perda de uma pessoa querida. "Pode ser coincidência, mas comecei a me sentir melhor com essa prática", diz João. "O verdadeiro impacto do mantra pode ser percebido depois de três horas de repetição", explica o mestre Vagishananda. Alguns reflexos são bem mais imediatos, porém.

Faça a experiência
Pode-se recitar mantras nos momentos em que sentimos necessidade de nos conectar com as qualidades das quais eles falam: alívio, calma, alegria, amparo, ânimo. Não custa tentar – afinal, o mínimo que a prática poderá fazer é deixá-lo mais tranqüilo e concentrado. A vocalização do mantra Om Mani Padme Hum, um dos mais populares, proporciona ao final uma respiração profunda e relaxante (o H tem som de R).


Fonte: Revista Bons Fluidos
http://bonsfluidos.abril.com.br/

domingo, 19 de abril de 2009

O Processo de auto-cura

Nós precisamos nos lembrar novamente do propósito da nossa própria existência e despertar da amnésia espiritual que nos fez entrar em conflitos.

Idealmente e na prática, queremos trabalhar juntos de uma forma co-criativa com outros de mente e intenção semelhantes, que também sentem em si mesmos o poder da coragem e do amor para desafiar a supressão do conhecimento e a doutrinação da raça humana, que causaram tantas doenças, desconforto, estresse e insegurança em muitos de nós.
Minha questão sempre tem sido - “Quem sou eu?”, e “O que posso fazer nesse planeta fantástico?”. Quando olho ao meu redor, vejo as massas completamente perdidas em relação ao propósito da vida e do amor. Aqueles com uma visão mais profunda da vida sempre foram ridicularizados pelas forças do poder, porque se fizéssemos o que é certo, isto teria implicações catastróficas para os sistemas religioso, econômico, político e militar. Assim, suas visões são suprimidas. E quando a supressão não foi possível, aqueles que possuem o conhecimento eterno foram ridicularizados, condenados ou diminuídos de todas as formas possíveis.
As mentes de bilhões de pessoas foram programadas para acreditar que o dinheiro é superior ao amor, então as massas veneram o dinheiro como seu Deus e senhor e vivem em total ignorância sobre quem são, de onde vem e o que podem fazer no nosso planeta, que incidentalmente é a nossa casa. A maioria das pessoas não tem nenhum pensamento em suas mentes que não tenha sido plantado lá por alguém ou por alguma coisa.
Nós precisamos nos lembrar novamente do propósito da nossa própria existência e despertar da amnésia espiritual que nos fez entrar em conflitos, guerras e egoísmo por milhares de anos. É chegada a hora de contatar de novo nossa Consciência Superior e memória e curar a separação que existe entre nós e os outros. Meu trabalho e desejo é ajudar a restabelecer as ligações com essa memória. Quando conseguimos acessar nosso próprio poder, tudo pode ser curado.
Aqueles de nós que caminham pela estrada da auto-descoberta são os que lideram no processo do despertar e, como resultado, desejam servir aos outros com seu conhecimento e seu amor. Eles entendem a lei básica do investimento, que quanto mais você investe, maior será o retorno. Assim como quanto mais você ama, mais é amado. Trabalhar conjuntamente em cooperação só pode ser realizado por aqueles que, através de suas experiências, aprenderam a ver o significado e propósito maiores da vida.
Estamos no limiar de uma mudança indescritível e incompreensível. Não temos tempo para pensar de modo egoísta ou permitir que o medo nos controle. Vamos nos ajustar a essas mudanças estimulantes e fazer o que nunca fizemos antes – que é unir nossas forças e consciências em confiança e fazer o melhor possível para ajudar e curar os outros de acordo com nossas habilidades. Porque cada um é parte de nós e o que quer que você ajude a curar nos outros, você cura em si mesmo. Então para ajudar na restauração da Humanidade – para esse propósito nós poderíamos dirigir nossa energia e consciência criativa – a escolha é: você é cooperativo ou não? E a última questão para todos nós na partida do planeta Terra será: “Quantas pessoas você serviu e quão bem você as serviu?”

Texto de Robert Happé - autor do livro "Consciência e a resposta"
http://www.roberthappe.net/
"Sempre andaram em busca de Deus, mas nunca em busca de si mesmos. E Ele não está em outro lugar. Não há um Deus senão aquele dentro de cada um..."
Herman Hesse

sábado, 18 de abril de 2009

Prece pra quem se ama

"Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada benção abrace também as pessoas que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem.

Desejo que os nós que apertam o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto.

Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.

Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza.

Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.

Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz.

Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz. Que, ao experimentar um caixote ou outro, não se arrependa por ter entrado na água, nem desista de brincar. Todo mundo experimenta um caixote ou outro, às vezes um monte deles, quando se arrisca a viver. O outro jeito é estar morto. O outro jeito é não sentir.

Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos, nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.

Desejo que encontre maneiras para se fazer feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.

Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma prece de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais."

Escrito por Ana Jácomo (escritora inspirada, que eu adoro!)
http://anajacomo.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A mulher esqueleto (lenda nuit)

Ela havia feito algo que seu pai não aprovava, embora ninguém mais se lembrasse do que havia sido. Seu pai, no entanto, a havia arrastado até os penhascos, atirando-a ao mar. Lá, os peixes devoraram sua carne e arrancaram seus olhos. Enquanto jazia no fundo do mar, seu esqueleto rolou muitas vezes com as correntes. Um dia um pescador veio pescar. Bem, em verdade, em outros tempos, muitos costumavam vir a essa baía pescar. Esse pescador, porém, estava afastado de sua colônia e não sabia que os pescadores da região não trabalhavam ali sob a alegação de que a enseada era mal-assombrada. O anzol do pescador foi descendo pela água abaixo e se prendeu - logo em quê! - nos ossos das costelas da Mulher-Esqueleto. O pescador pensou: "Oba, agora peguei um grande de verdade!!! Agora peguei um mesmo!". Na sua imaginação, ele já via quantas pessoas esse peixe enorme iria alimentar,quanto tempo sua carne duraria, quanto tempo ele estaria livre da obrigação de pescar. E enquanto ele lutava com esse enorme peso na ponta do anzol, o mar se encapelou com uma espuma agitada, e o caiaque empinava e sacudia porque aquela que estava lá embaixo lutava para se soltar. E quanto mais ela lutava, tanto mais ela se enredava na linha. Não importava o que fizesse, ela estava sendo inexoravelmente arrastada para a superfície, puxada pelos ossos das próprias costelas. O pescador havia se voltado para recolher a rede e, por isso, não viu a cabeça calva surgir acima das ondas; não viu os pequenos corais nas órbitas do crânio; não viu os crustáceos nos velhos dentes de marfim. Quando ele se voltou com a rede nas mãos, o esqueleto inteiro, no estado em que estava, já havia chegado à superfície e caía suspenso da extremidade do caiaque pelos dentes incisivos.- Agh! - gritou o homem, e seu coração afundou até os joelhos, seus olhos se esconderam apavorados no fundo da cabeça e suas orelhas arderam num vermelho forte. - Agh! - berrou ele, soltando-a da proa com o remo e começando a remar loucamente na direção da terra. Sem perceber que ela ainda estava emaranhada na sua linha, ele ficou ainda mais assustado, pois ela parecia estar em pé, a persegui-lo o tempo todo até a praia. Não importava de que jeito ele desviasse o caiaque, ela continuava ali atrás. Sua respiração formava nuvens de vapor sobre a água, e seus braços se agitavam como se quisessem agarrá-lo para levá-lo para as profundezas.- aaagggggghhhhh! - uivava ele, quando o caiaque encalhou na praia.De um salto ele estava fora da embarcação e saía correndo agarrado à vara de pescar. E o cadáver branco da Mulher-Esqueleto, ainda preso à linha, vinha aos solavancos bem atrás dele. Ele correu pelas pedras, e ela o acompanhou. Ele atravessou a tundra gelada, e ela não se distanciou. Ele passou por cima da carne que havia deixado a secar, rachando-a em pedaços com as passadas dos seus mukluks. O tempo todo ela continuou atrás dele - na verdade, até pegou um pedaço do peixe congelado enquanto era arrastada. E logo começou a comer, porque há muito tempo, muito tempo não se saciava.
Finalmente, o homem chegou ao seu iglu, enfiou-se direto no túnel e, de quatro, engatinhou de qualquer jeito para dentro. Ofegante e soluçante, ele ficou ali deitado no escuro, com o coração parecendo um tambor, um tambor enorme. Afinal, estava seguro, ah, tão seguro, é seguro, graças aos deuses, Raven, é, graças a Raven, é, e também à toda-generosa Sedna, em segurança, afinal.Imagine quando ele acendeu sua lamparina de óleo de baleia, ali estava ela - aquilo - jogada num monte no chão de neve, com um calcanhar sobre um ombro,um joelho preso nas costelas, um pé por cima do cotovelo. Mais tarde ele não saberia dizer o que realmente aconteceu. Talvez a luz tivesse suavizado suas feições; talvez fosse o fato de ele ser um homem solitário. Mas sua respiração ganhou um quê de delicadeza. Bem devagar, ele estendeu as mãos e, falando baixinho como uma mãe fala com o filho, começou a soltá-la da linha de pescar. Ele primeiro soltou os dedos dos pés, depois os tornozelos. Trabalhou sem parar noite adentro, até cobri-la de peles para aquecê-la, já que os ossos da Mulher-Esqueleto eram iguaizinhos aos de um ser humano. Ele procurou sua pederneira na bainha de couro e usou um pouco do próprio cabelo para acender mais um foguinho. Ficou olhando para ela de vez em quando, enquanto passava óleo na preciosa madeira de sua vara de pescar e enrolava novamente sua linha de seda. E ela, no meio das peles, não pronunciava palavra - não tinha coragem - para que o caçador não a levasse lá para fora e a jogasse lá embaixo nas pedras, quebrando totalmente seus ossos. O homem começou a sentir sono, enfiou-se nas peles de dormir e logo estava sonhando. Às vezes, quando os seres humanos dormem, acontece de uma lágrima escapar dos olhos de quem sonha. Nunca sabemos que tipo de sonho provoca isso, mas sabemos que ou é um sonho de tristeza ou de anseio. E foi isso o que aconteceu com o homem.
A Mulher-Esqueleto viu o brilho da lágrima à luz do fogo, e de repente ela sentiu sede. Aproximou-se do homem que dormia, rangendo e retinindo, e pôs a boca junto à lágrima.
Aquela única lágrima foi como um rio, que ela bebeu, bebeu e bebeu até saciar sua sede de tantos anos. Enquanto estava deitada ao seu lado, ela estendeu a mão para dentro do homem que dormia e retirou seu coração, aquele tambor forte. Sentou-se e começou a batucar dos dois lados do coração: Bom, Bomm!... Bom, Bomm!... E enquanto ela marcava o ritmo, começou a cantar em voz alta. E quanto mais cantava, mais seu corpo se revestia de carne. Ela cantou para ter cabelos, olhos saudáveis e mãos macias e gordas. Ela cantou para reaver seu dom de ser mulher e ter seios suficientes para dar calor. Ela cantou para ter sabedoria, para reaprender a amar, para ser inteira, íntegra e verdadeira. Quando estava pronta, ela também cantou para despir o homem que dormia e se enfiou na cama de peles com ele, a pele de um tocando a do outro. Ela devolveu o grande tambor - o coração -, ao corpo dele, e foi assim que acordaram, abraçados um ao outro, enredados na noite, juntos, agora de outro jeito, de um jeito bom e duradouro. As pessoas que não conseguem se lembrar de como aconteceu sua primeira desgraça, dizem que ela e o pescador foram embora e sempre foram alimentados pelas criaturas que ela conheceu na sua vida debaixo d'água. As pessoas garantem que é verdade e que é só isso o que sabem..."


Extraído do livro "Mulheres que Correm com os Lobos", de Clarissa P. Estés.


Obs.: nesta lenda, podemos fazer uma analogia da figura do pescador com a jornada de nosso ego na (re)descoberta da alma.
"Toda decisão que você toma - toda decisão - não é uma decisão sobre o que você faz. É uma decisão sobre Quem Você É. Quando você vê isso, quando você entende isso, tudo muda. Você começa a ver a vida de um modo novo. Todos eventos, ocorrências, e situações se transformam em oportunidades para fazer o que você veio fazer aqui."

Neale Donald Walsch

sábado, 4 de abril de 2009

"...Não me dêem fórmulas certas,
por que eu não espero acertar sempre.
Não me mostrem o que esperam de mim,
por que vou seguir meu coração.
Não me façam ser quem não sou.
Não me convidem a ser igual,
por que sinceramente sou diferente.
Não sei amar pela metade.
Não sei viver de mentira.
Não sei voar de pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com
certeza não serei a mesma para sempre."

Por Clarice Lispector
Imagem: Helena Nelson Reed

Novo ponto de começo

"Na INFINIDADE DA VIDA ONDE ESTOU, TUDO É PERFEITO, PLENO E COMPLETO, no entanto, a VIDA está sempre mudando.
Não existe começo nem fim, somente um constante CICLAR E RECICLAR DE EXPERIÊNCIAS. A vida nunca está emperrada, estática ou rançosa, pois cada momento é sempre NOVO E FRESCO.
EU SOU UNO COM O PODER QUE ME CRIOU, e esse PODER me deu PODER DE CRIAR MINHAS PRÓPRIAS CIRCUNSTÂNCIAS.
REGOZIJO-ME no CONHECIMENTO de que tenho o PODER DE MINHA PRÓPRIA MENTE para usar de qualquer FORMA QUE EU ESCOLHER.
Cada MOMENTO DA VIDA é um NOVO PONTO DE COMEÇO a medida que nos afastamos do VELHO.
Este MOMENTO é um NOVO PONTO DE COMEÇO para mim bem aqui e agora mesmo.
TUDO ESTÁ BEM NO MEU MUNDO."

Texto extraído do livro:
Você Pode Curar sua Vida - Louise Hay
Ilustração de Joan Perrin Falquet

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sobre o OLHAR

"Uma pessoa acontece no mundo de uma maneira única. Seu olhar será muito diferente de outro qualquer. Meu olhar é a parcela que me identifica no universo. Na minha diferença sou única. Há importância no jeito de ver. Através dele existo eu, existe o universo.
Abraço o mundo com o auxílio de lentes diversas: pelo viés da consciência, do inconsciente, do Ego, da Persona, do Si-Mesmo, da sombra, etc. Ainda o percebo através da minha individualidade, da coletividade em mim. Cada olhar meu à sua maneira apresenta dados. As diferentes perspectivas todas, ainda que antagônicas, possuem um papel de complementaridade. Elas ampliam o foco do meu olhar para o mundo tanto externo quanto interno. Somente concedendo espaço para todos os nuances do olhar sou capaz de obter uma maior apreensão do todo que sou.
A adaptação ao mundo pressupõe uma relação dialética, entre mim e você. Esta relação implica que meu olhar modifica você, assim como sou modificada por seu olhar. O olhar não somente vê, mas atua concretamente. Construímos, eu e você, nossa realidade com um olhar.
O olhar acaricia as coisas, se detém sobre elas, perambula entre seus espaços, mas das coisas não se apropria. No olhar elas permanecem vivas, livres. Há sempre mais um outro sentido escondido naquilo que vemos, como disse o prêmio Nobel Steven Chu - Cada vez que estendemos nossa habilidade de enxergar, nós vemos algo novo."

Texto de Elizabeth de Miranda
Ver texto completo:
http://www.symbolon.com.br/artigos2.htm

sábado, 21 de março de 2009

Sannyas... SER TOTAL

“Para ser um sannyasin, é preciso um coração aberto, um coração amoroso, uma profunda confiança em si mesmo e nada mais é preciso. Você não tem que se entregar a algum mestre, não tem que venerar algum Deus e nem tem que fazer alguma prece para alguma hipotética divindade. Você não tem que ir a templos e igrejas feitos pelo homem para encontrar aquilo que está escondido dentro de você.”

“Sannyas significa coragem, mais do que qualquer outra coisa, porque ele é uma declaração da sua individualidade, da sua liberdade, de que você não será mais parte da loucura coletiva, da psicologia coletiva. Ele é uma declaração de que você está se tornando universal; você não pertence mais a país algum, a igreja alguma, a raça alguma, a religião alguma. Todo anseio por pertencer é enganoso.”

“Algum dia o sannyas começará. Ele pode começar no momento da iniciação, se a sua intensidade, integridade, se a sua confiança e seu amor forem totais, mas raramente é assim.
Iniciação é apenas você dizendo sim para a existência, e abrindo todas as suas portas e janelas para que a brisa fresca e o sol entrem e limpem você e o tornem parte do todo.”

“O sannyas precisa de um sim total e então ele pode acontecer neste exato momento. Mas a sua pequena dúvida – ela pode ser muito pequena – é como uma pequena areia em seus olhos, e você não consegue abrir os olhos. Só um pequenino grão de areia pode impedi-lo de ver todo este belo mundo. A dúvida é exatamente como um pequenino grão de areia em seu olho interior. Ele pode impedi-lo de ver o esplendor e a glória da vida, o seu próprio potencial e suas próprias flores que têm esperado por vidas para crescer e desabrochar, mas você não lhes tem dado chance”.

OSHO

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Despertando

O intuito deste espaço é compartilhar temas ligados à espiritualidade, sem rótulos ou preconceitos, sem dogmas ou regras pré-estabelecidas. Ao compartilharmos conhecimentos e textos de diversas linhas e origens, exploraremos juntos a verdade que está por trás de tantas deturpações, buscando assim a compreensão mais ampla do nosso real CAMINHO.
É preciso, porém, irmos além dos textos e aplicarmos estes conhecimentos no nosso dia-a-dia, em cada atitude, em cada sentimento, em cada gesto - é necessário haver INTEGRIDADE, AMOR e VERDADE. Nesta busca, não é aceitável nenhum tipo de julgamento, pois isto nos afasta da compreensão mais profunda do TODO. É fundamental aprendermos a CONFIAR NO UNIVERSO, ouvindo a voz da nossa intuição, prestando atenção aos sinais, despindo-nos das nossas máscaras e preconceitos. Este é o início de tudo. Assim, tudo o que é falso começará a desaparecer.
Aí então a nossa viagem será em direção ao nosso centro interior, nosso centro de Poder, o ponto de conexão com a nossa ALMA. Para encontrá-la, será necessário ampliarmos a nossa consciência, reconectarmos com os nossos propósitos, re-significando e re-sacralizando as nossas experiências.
Ao empreendermos esta BUSCA SAGRADA, estamos a caminho da TOTALIDADE.

Vamos juntos?

Você é um MILAGRE!

Nós, seres humanos, não somos nada menos do que um milagre. Pode haver momentos em que nos sentimos inúteis. Mas não somos nada menos do que um milagre. O fato de estarmos aqui, vivos e capazes de inspirar e expirar, é prova mais do que suficiente de que somos um milagre. Uma simples laranja traz dentro de si todo o cosmo: a luz do sol, a chuva, a Terra, o tempo, o espaço e a consciência. Nós também abrigamos todo o cosmo.
Encerramos o Reino de Deus, a Terra Pura do Buda, em cada célula do nosso corpo. Se soubermos como viver, o Reino de Deus se manifestará para nós no aqui e agora - com um único passo, podemos penetrá-lo. Não precisamos morrer para entrar no Reino de Deus. Na verdade, temos que estar bem vivos. O inferno também está em cada célula do nosso corpo. Cabe a nós escolher. Se regarmos todos os dias a semente do inferno que existe em nós, será esta a realidade que viveremos 24 horas por dia. Mas se regarmos diariamente a semente do Reino de Deus que existe em nós, o Reino de Deus se tornará a realidade que viveremos em cada momento. Esta é a minha experiência.
Não existe um único dia em que eu não caminhe no Reino de Deus. Caso esteja neste lugar ou em qualquer outro, sou sempre capaz de andar com a mente desperta. O solo debaixo dos meus pés é sempre a Terra Pura do Buda. Ninguém pode tirar isso de mim. Na minha opinião, o Reino de Deus é agora ou nunca. Ele não está situado no tempo ou no espaço. Ele está no nosso coração. Todos nós precisamos desenvolver o andar consciente e tocar a Terra como se ela fosse um milagre. Se soubermos como voltar para o aqui e agora, se soubermos como tocar o Reino de Deus em cada célula de nosso corpo, ele se manifestará para nós de imediato, no aqui e agora.

Extraído do livro: Sinta-se livre onde você estiver, do autor Thich Nhat Hanh.

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Amor é a Lei de Deus

O Amor é a lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do Homem”.

A quem ou a quê devemos amar? Podemos escolher certa folha da Árvore da Vida e despejar sobre ela todo o nosso coração? E o ramo que produziu essa folha? E a haste que sustenta esse ramo? E a casca que protege essa haste? E as raízes que alimentam a casca, os ramos e as folhas? E o solo que envolve as raízes? E o sol, o mar e o ar que fertilizam o solo? Se a pequena folha merece o vosso amor, quanto o mais merecerá a árvore toda!
O amor que corta uma fração do todo, antecipadamente se condena ao sofrimento. E direis: “Mas há muitas e muitas folhas em uma única árvore: umas são sadias outras são doentes; umas são belas, outras, feias; algumas são gigantes, outras são anãs. Como poderemos deixar de escolher?”. - E vos direi: Da palidez do doente provém à vitalidade do sadio. E vos direi ainda mais, que a fealdade é a paleta, a tinta e o pincel da Beleza; e que o anão não seria anão se não tivesse dado parte de sua estatura ao gigante.
Vós sois a Árvore da Vida. Cuidado para não dividirdes a vós mesmos! Não ponhais um fruto contra outro fruto, uma folha contra outra folha, um ramo contra outro ramo; nem ponhais o ramo contra as raízes, ou a árvore contra a terra-mãe, pois, é exatamente isso que fazeis quando amais uma parte mais do que o restante, ou com a exclusão do restante.
Vós sois a Árvore da Vida. Vossas raízes estão em toda parte; vossos ramos e folhas, em toda parte; vossos frutos em todas as bocas. Sejam quais forem os frutos dessa árvore; sejam quais forem seus ramos e folhas; sejam quais forem as suas raízes; serão os vossos frutos, vossas folhas e ramos, serão as vossas raízes. Se quiserdes que a árvore dê frutos doces e aromáticos, e a desejardes sempre forte e verde, cuidai da seiva com que alimentais as suas raízes.
O Amor é a seiva da Vida; o ódio, o pus da morte. Mas, o Amor, tal como o sangue, precisa não encontrar obstáculos para circular nas veias. Reprimi o movimento do sangue e se tornará uma ameaça, uma praga. E que é o ódio senão amor reprimido ou amor retido, tornando-se veneno tanto para quem o alimenta como para o alimentado; para quem odeia como para o que é odiado. Uma folha amarela na vossa Árvore da Vida é somente uma folha a que faltou amor. Não culpeis a folha amarela. Um ramo ressequido é somente um ramo faminto de amor. Não culpeis o ramo ressequido. Uma fruta podre é somente uma fruta amamentada com ódio. Não culpeis a fruta podre. Culpai antes o vosso coração cego e egoísta que repartiu a seiva da vida para uns poucos e a negou a muitos, negando assim a ela própria. Não há outro amor possível senão o amor a si próprio. Mas nenhum ser é real, senão aquele que abrange o Todo.
Eis porque Deus é Amor; porque Deus se ama a Si Mesmo. Se o amor vos faz sofrer, é porque ainda não encontrastes o vosso próprio ser, nem achastes a chave de ouro do amor, pois se amais um ser efêmero, o vosso amor é efêmero. O amor do homem pela mulher não é Amor; é algo muito diferente. O amor dos pais pelos filhos é tão somente o limiar do sagrado templo do Amor… Deixai que os homens se gabem de carnes e ossos que se apegam a outras carnes e ossos, mas jamais deis a isso o sagrado nome de Amor.
Não conhecereis a alegria do Amor enquanto houver ódio em vossos corações. Quando odiais alguém ou alguma coisa, na verdade odiais a vós mesmos, pois o que odiais está inseparavelmente ligado ao que amais, como o verso e reverso da mesma moeda. Se quiserdes ser honestos convosco mesmos, tereis que amar aqueles e aquilo que odiais e aqueles e aquilo que vos odeia, antes de amardes o que amais e o que vos ama… Que ninguém se orgulhe de amar. O Amor é uma necessidade; mais necessidade é do que o pão e a água; mais do que a luz e o ar… Deveis respirar no Amor tão natural e livremente como respirais o ar para dentro e para fora de vossos pulmões. [Mas], não espereis recompensa do Amor.
O Amor é, em si mesmo, recompensa suficiente para o amor, assim como o ódio é, em si mesmo, recompensa para o ódio. Assim como um poderoso rio que se esvazia no mar é reabastecido pelo mar, assim deveis esvaziar-vos no Amor, para que sejais preenchidos para sempre de Amor. Sempre vos ouço dizer que o amor é cego, no sentido de que não vê defeitos no ser amado… Desejaríeis ser sempre tão cegos que não encontrásseis faltas em coisa alguma. Não! Claro e penetrante é o olhar do Amor; por isso não vê faltas. Quando o Amor houver purificado a vossa visão, não vereis jamais nada que não seja digno de vosso amor. Só uma visão despojada de amor, um olho faltoso, está sempre ocupado em encontrar faltas; e quaisquer que encontre serão as suas próprias faltas…
O Amor integra; o ódio desintegra… Mesmo os vossos corpos perecíveis como parecem ser resistiriam à desintegração, se amásseis com a mesma intensidade cada uma das células que o constituem.
O Amor é a paz cheia das melodias da vida. O ódio, a guerra ansiosa pelos satânicos golpes de morte. Que preferis: o Amor para gozardes a paz eterna, ou o ódio para estardes em guerra?! Toda a Terra está viva em vós. O Céu e suas hostes estão vivos em vós. Amai, pois a Terra e todos os seus habitantes se amais a vós mesmos. Amai o Céu e os seus habitantes se amais a vós mesmos.

Trechos de “O Livro de Mirdad” - Mikhail Naimy
Imagem: detalhe da obra A árvore da vida - de Gustav Klimt

sábado, 3 de janeiro de 2009


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Manter-se

"Saber-se é como olhar pela janela e saber cada detalhe. A janela que dá vistas para a própria alma. Alma que vai além de lamentos. Alma que uma vez vista é a eterna recordação de quem se é. Olhar a si mesmo, ver-se sem cascas. Perceber-se e despertar a cada instante.

Observar-se, perceber o próprio fenômeno, com o olhar correto, com a percepção além das distorções das máscaras que não são quem somos. Nesse local, a via de acesso para aquilo que é através de si, vê-se a forma como se deve seguir.

Procurar o procedimento correto, a linha reta por si e para tudo. Saber todas as condutas, caminhar com solidez, passo a passo, sendo quem se é acima de tudo. Caminhar com os pés de quem se é, estar pisando por si mesmo e ninguém mais. Ter em mente o caminho, o traçado de onde se quer chegar. Traçar sempre os próprios objetivos que nos levam além do que possamos simplesmente ser, sendo quem somos sem nos esquecer, daquilo que nos torna.

Ser quem se é, nada mais, nada menos. Ouvir a pulsação de cada instante do que traçamos e manter-se firme e reto. Tudo o que queremos é o que somos. O que somos nos mantém unidos dentro de nós. Estamos além do olhar que nos colocam. Estamos dentro do que sempre quisemos e nunca conseguimos antes expressar.

Fiéis com o que somos, com quem somos e muito além. Impecáveis com cada movimento. Impecáveis em cada parte nossa. Nosso procedimento é nossa conduta. O respeito para com tudo é como o respeito para com nossos objetivos. Nosso sarcasmo a tudo denuncia. E nos centra dentro daquilo que temos a certeza. Cada detalhe cuidado. Cada pedaço de nossa vida em nossas mãos. Saber o que se fazer. Tocar nossos horizontes, tocando além dos limites.

A solidez se torna quem somos. Somos o olhar fixo da janela, olhamos a tudo que existe de forma correta. Não projetamos mais. Não esperamos nada de ninguém. Tudo segue seu fluxo. Esquecemos-nos do que não é. O que foi e nunca teve importância. Estamos além de nos machucar, não estamos mais submetidos ao que achamos que somos. Não mantemos mais aparências. Estamos além do que pensamos que poderíamos ser. Compreendemos nossos passos. Nossos passos são nossos objetivos. Aqui estamos observando os obstáculos que irão nos levar além.

Os sentidos são formados. E os sentidos vão se desvanecendo e tomando um contorno muito além do esperado. Não existe nada a esperar. Os sentidos explicam, dão respostas e deixam de ter sentidos. Tudo se transmuta e gira na eterna espiral que nos leva ao centro da eternidade.

Mantendo-se. Tornando-se. Deixando-se. Compreendendo-se. Desfazendo-se. Vivendo-se. Tornando-se.Mantendo-se. Tornando-se. Deixando-se. Compreendendo-se. Desfazendo-se. Vivendo-se. Tornando-se."


Marcelo Brasil
http://arcanaceleste.blogspot.com/

11:11 - Amor Verdadeiro na Essência


Passaram-se dois anos desde a Primeira Ativação do 8º Portal 11:11 em 11 de Fevereiro de 2007. A Primeira Ativação abriu as portas do Mundo do Lótus, o reino do puro Amor Verdadeiro. O Coração de Lótus representa nosso novo corpo emocional que reside dentro da Realidade Ultra Maior. Este é o nível para além do Coração Único. Uma das diferenças entre o Coração Único e o Coração do Lótus é o elemento adicional do cumprimento dos nossos Sonhos mais Ousados. Nós agora podemos servir o UM enquanto preenchemos nossos mais profundos e íntimos desejos pessoais.
Nossa Nova Fundação é criada através do Despertar do Coração do Lótus. O Coração do Lótus é o centro dinâmico de nossa Nova Fundação. Nossa Nova Fundação somente pode ser criada com integridade constante e o mais profundo nível de comprometimento, abertura e Amor, pedindo que sejamos Reais e Verdadeiros como nunca antes. Isto nos move para o Mundo do Lótus, o reino do Tempo Certo - Lugar Certo e o cumprimento de nossos Sonhos mais Ousados. E este é apenas o começo….
Entretanto, antes que possamos entrar completamente no Mundo do Lótus, temos que passar por uma Faixa de Distorção, o brilhante sistema de filtragem do Mundo do Lótus. A Faixa de Distorção traz para superfície tudo o que é impuro e falso, de forma amplamente aumentada e muitas vezes distorcida. Durante este longo tempo entre a Ativação do 8º Portal, estamos sendo diligentemente filtrados através de nossos seres, purificando qualquer resíduo expirado do passado. Estamos curando nossas emoções e removendo todas crenças baseadas na dualidade. Nossa iniciação final do movimento através da Faixa de Distorção tem sido o de saltar dentro do Olho do nossa Tempestade Perfeita. Esta é nosso último e maior desafio pessoal que irá curar e reintegrar os últimos elementos de separação dentro de nós. Este é o motivo de ter levado tanto tempo entre as duas Ativações. Porque nós não podemos entrar plenamente no Mundo do Lótus até que isso seja feito.
Quanto mais nos limparmos de tudo que expirou e é falso, mais livres nos tornamos. Muitos de nós estamos agora habitando a Realidade Ultra Maior do Mundo do Lótus. Aqui nós experimentamos nosso primeiro sabor de um nível totalmente novo de amor chamado AMOR PURO DO CORAÇÃO. Isto nos move fora do mapa do conhecido, causando todo tipo de mudança no nível da essência celular. Nada será o mesmo novamente! Estamos emergindo como Seres Verdadeiros.
A Segunda Ativação do 8º Portal é monumental em seu âmbito e terá consequências de longo alcance. Ela marca o nascimento de uma Matriz totalmente Nova do Único e Verdadeiro Amor. E agora finalmente nós estamos prontos para que isto nasça, porque isso somente poder ser realizado por aqueles que se tornaram Seres Verdadeiros.
A Segunda Ativação do 8º Portal é o próximo nível de tudo que foi ancorado durante a Segunda Ativação do Portal em 1993, que foi o ponto de entrado dos Amantes da Além das Estrelas. Este é o motivo de estar sendo realizado na mesma data. Desde então, temos ativado os espaços-entre, com a pureza de nosso Amor e de nossa intenção focalizada, chamando os nossos Verdadeiros Amores, para nos trazerem ao momento que finalmente chegou.
Durante o Segundo Portal, nós primeiro começamos a alinhar e fundir nossos mais profundos desejos com nossas aspirações espirituais. Agora nós estamos prontos para manifestar todas as coisas que verdadeiramente desejamos para nós mesmos, simultaneamente servindo e respondendo as necessidades de nosso Ser Único. Já não existe qualquer outra forma de ser. Esta é a conclusão final para levar quaisquer oposições e polaridades remanescentes para total União Sagrada.
Ancorar estas sublimes e poderosas energias de AMOR PURO DE CORAÇÃO no planeta durante estes tempos turbulentos, terá um efeito profundo e de longo alcance. O AMOR DE CORAÇÃO PURO é o mais forte AMOR que jamais vivemos. É desnudo, cru, intenso e vai na Essência do Ser. Puro êxtase. Mais real do que qualquer coisa que possamos imaginar atualmente. AMOR que nos faz sentir tanto humildes quanto em reverência. Quando nós experimentamos isto, sabemos que deste momento em diante, nós termos que fazer tudo diferente e de forma infinitamente mais sagrada.
Ativar a parte final do Oitavo Portal significa o completar de nossa jornada através da Zona de Sobreposição no meio da Conversão de Antares. Isso ativa plenamente o Diamante do Invisível, revelando uma cosmologia inteiramente nova conforme o Invisível profundo se torna visível. O Diamante do Invisível é o reino onde os Amantes de Além das Estrelas finalmente se unem no físico como Únicos e Verdadeiros Amores. O Oitavo Portal gera a Nova Matriz de Puro Amor e Parcerias além de nossos sonhos mais ousados.
O novo amor já está sendo sentido. É AMOR PURO DO CORAÇÃO e é infinitamente mais forte, puro e verdadeiro do que qualquer amor que jamais experimentamos. AMOR PURO DO CORAÇÃO irá ajudar a dissolver as últimas remanescências da dualidade. Conforme ele se torna cada vez mais forte, ele irá transformar tudo o que for irreal.
Nós temos esperado essa Segunda Ativação há muito tempo. Agora estamos prontos...

Texto de Solara (visionária do 11:11)
www.nvisible.com

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

"Quando você chega a cada momento puramente, sem um pensamento anterior a respeito dele, pode criar quem É, em vez de representar quem um dia foi. A vida é um processo de Criação e você a vive como se fosse um processo de representação."

Neale Donald Walsh (autor da série: Conversando com Deus)

Dica de Livro - Mulheres que correm com os Lobos

Escrito por Clarissa Pinkola Estés, uma psicóloga junguiana, este livro nos leva a uma reflexão profunda acerca da nossa atual cultura, que transformou a mulher numa espécie de animal doméstico, acarretando em diversos conflitos emocionais que se abateram sobre a mulher moderna: depressão, fadiga, stress, entre outros tantos males da nossa atual civilização.
A autora interpreta, ao longo do livro, 19 lendas e histórias antigas, entre elas: Barba-Azul, Patinho Feio, Sapatinhos Vermelhos e La Llorona. Em cada mito ou conto de fada, a autora identifica o arquétipo da Mulher Selvagem ou a essência da alma feminina, sua psique instintiva mais profunda.
Mais do que uma leitura interessante e transformadora, a autora nos leva à compreensão da natureza da mulher selvagem e nos propõe um resgate desta força e poder feminino.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

2009 - Ano da FORÇA

2009 = 9+2 = 11.
No tarô, 11 é o arcano da FORÇA.
Na figura acima - arcano XI - vemos uma mulher dominando delicadamente um leão com suas próprias mãos.

A mensagem mais importante deste arcano nos remete à necessidade de termos domínio sobre os nossos instintos, representado simbolicamente pela imagem do LEÃO na carta.

Este arcano nos cobra um autocontrole sobre os nossos instintos e impulsos. É preciso aprendermos a dominar as nossas reações, nossas compulsões, nossos vícios, gastos e padrões repetitivos. Neste ano é importante não agirmos por impulso.

Infelizmente a grande maioria dos seres humanos escolhem o caminho da DOR para adentrar nos domínios do reino interior. Enquanto tudo vai bem em nossas vidas, vivemos olhando para fora, aceitamos valores e imposições externas, buscamos aceitação social e nos encontramos felizes quando nos encaixamos num modelo de normalidade. Mas o que isso nos traz de aprendizado verdadeiro?


A FORÇA nos convida a realizarmos um trabalho de reflexão e autoconhecimento, pois sem este conhecimento de si mesmo, fica muito dífícil
dominarmos os nossos instintos e emoções. Este é o aprendizado deste arcano: ter consciência de si mesmo, controle das emoções, auto-aceitação, senso de identidade, tomada de consciência e responsabilidade sobre o nosso lado irracional/animal, procurando integrar os nossos aspectos inconscientes com a nossa consciência.

Desta forma, podemos esperar um ano no qual seremos desafiados. Ao encararmos situações difíceis, tanto no nível pessoal quanto coletivo, seremos instigados a termos atitudes íntegras, baseadas na nossa verdade interior.

Em 2009 o arcano da FORÇA nos convida a ocuparmos o nosso verdadeiro lugar, de despertarmos para o nosso real propósito aqui nesta etapa da nossa existência. Tudo o que for falso, baseado em ganâncias egoístas vai cair por terra. Tudo o que for verdadeiro e íntegro terá êxito.

"Quem olha pra fora, sonha. Quem olha pra dentro, acorda."
C. Jung

FELIZ 2009 PRA TODOS NÓS!
DESEJO A TODOS MUITAS BENÇÃOS ESPECIAIS E LUZES DE AMOR E EXPANSÃO.

Kátia Bueno

Do amado mestre OSHO


“O esplendor de uma pessoa que descobriu tudo o que se passa dentro dela é extraordinário porque, ao se tornar consciente, tudo o que é falso desaparece e tudo o que é real desabrocha. Exceto isso, não existe qualquer transformação radical possível. Nenhuma religião pode lhe dar isso, nenhum messias pode lhe dar isso. É um presente que você tem que se dar”


OSHO

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Poema Rumi - Mundos Infinitos

"A cada instante a voz do amor nos circunda e partimos em direção ao céu profundo
Por que deter-se a olhar ao redor? Já estivemos antes por esses espaços e até os anjos os reconhecem
Retornemos ao mestre, que é lá nosso lugar
Estamos acima das esferas celestes, somos superiores aos próprios anjos
Além da dualidade nossa meta é a glória suprema
Quão distante está o mundo terreno do reino da pura substância?
Por que descemos tanto?
Apanhemos nossas coisas e subamos mais uma vez
Sorte não nos faltará ao entregarmos de novo nossas almas
Nossa caravana tem por guia Mustafá, a glória do mundo
Ao contemplar sua face a lua partiu-se em dois pedaços
Não pôde suportar tanta beleza e fez-se feliz mendiante àquela riqueza
A doçura que o vento nos traz é o perfume de seus cabelos
A face que traz consigo a luz do dia reflete o brilho de seus pensamentos
Olha bem dentro de teu coração e vê a lua que se despedaça
Por que teus olhos ainda fogem dessa visão maravilhosa?
O homem emerge do oceano da alma como os pássaros do mar
Como há de ser terra seca o lugar do descanso final de uma ave nascida nesse mar?
Somos pérolas desse oceano. A ele pertencemos. Cada um de nós.
Seguimos o movimento das ondas que se arrastam até a terra e então retornam ao mar
E eis que surge a última onda e arremessa o navio do corpo à terra
E quando essa onda regressa naufraga a alma em seu oceano
E este é o momento da união."



"E chegou o dia em que o RISCO de continuar espremido dentro do botão era mais doloroso que o
de DESABROCHAR..."


Anais Nin

sábado, 6 de dezembro de 2008

Lindo nascer do SOL

video

Ensinamentos do Budismo

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte “duelo”:
O Deva: - Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.
- Qual é o maior veneno?- A inveja é o mais mortal veneno.
- Qual é o fogo mais ardente?- A luxúria.
- Qual é a noite mais escura?- A ignorância.
- Quem obtém a maior recompensa?- Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.
- Quem sofre a maior perda?- Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.
- Qual é a armadura mais impenetrável?- A paciência.
- Qual é a melhor arma?- A sabedoria.
- Qual é o ladrão mais perigoso?- Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.
- Qual o tesouro mais precioso?- A virtude.
- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.
- O que atrai?- O bem atrai.
- O que repugna?- O mal repugna.
- Qual é a dor mais terrível?- A má conduta.
- Qual é a maior felicidade?- A libertação.
- O que ocasiona a ruína no mundo?- A ignorância.
- O que destrói a amizade?- A inveja e o egoísmo.
- Qual é a febre mais aguda?- O ódio.
- Qual é o melhor médico?- O Buda.
O Deva então faz sua última pergunta:
- O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu:
- O benefício das boas ações.
Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

ZEITGEIST - Imperdível

Zeitgeist é um documentário revolucionário, que nos desperta pra realidade do que está por trás da religião, das guerras, dos impostos e da cultura do medo. Esse filme tem duração de 2 horas e está legendado em português. Confiram, é imperdível!

http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024

Zeitgeist, the Movie é um filme de 2007 produzido por Peter Joseph, que apresenta uma série de teorias de con