segunda-feira, 30 de abril de 2012

Alquimia interior

Olá queridos,
Faz muito tempo que não escrevo nada. É que tenho me permitido apenas sentir, elaborar, fluir... tem muita coisa sendo "alquimizada" dentro de mim e isso tem sido o suficiente. Suficiente para apenas viver o momento presen
te com total inteireza e presença. Em ser EU MESMA. Eu me rendi totalmente ao processo maior que está por trás de todo o aprendizado que viemos abarcar aqui, por isso venho trilhando o caminho do AMOR - que une e integra - ao invés do caminho do medo - que causa dor e desintegração. Este é um processo de desconstrução de tudo o que é falso, que cabe somente a cada um de nós realizar, com toda a verdade e integridade possíveis. A nossa sociedade adora vender atalhos, supostos caminhos fáceis e rápidos para a felicidade, porém eles não funcionam, são apenas ilusões do ego que causam mais dor e não se sustentam ao longo do tempo. Todo o processo é muito mais simples e profundo. Simples, mas não pode ser comprado em prateleiras. É preciso render-se, desaprisionar-se, abrir portas interiores, encontrar as respostas dentro de si. Não há mapas, nem atalhos, pois se trata de uma autodescoberta única e intransferível - uma verdadeira ALQUIMIA, transformação, integração de opostos, conexão com a essência e além.


A imagem é o Arcano XIV do Toth Tarot, concebido por Aleister Crowley e pintado pela artista Frida Harris. Tradicionalmente chamada de "A Temperança", esta carta passou a ser chamada de "A ARTE" neste deck maravilhoso. Um pouco da história deste deck pode ser lida no Clube do Tarô: http://www.clubedotaro.com.br/site/h23_20_crowley-claudio.asp

domingo, 29 de abril de 2012

A fonte do amor


"Aqueles que encontraram a fonte do amor dentro de si mesmos não têm mais necessidade de serem amados - e eles serão amados. Eles amarão por nenhuma outra razão além de simplesmente terem muito amor - assim como uma nuvem de chuva quer chover, assim como uma flor quer desprender seu perfume, sem desejo de conseguir qualquer coisa. A recompensa do amor está em amar, não em conseguir amor. E estes são os mistérios da vida: se uma pessoa é recompensada simplesmente por amar, muitas a amarão, porque, por estarem em contato com ela, lentamente começarão a descobrir a fonte dentro de si mesmas. Agora elas conhecem pelo menos uma pessoa que irradia amor e cujo amor é fruto de nenhuma necessidade. E quanto mais ela compartilha e irradia seu amor, mais ele cresce." OSHO

Fonte: http://www.facebook.com/oshobrasilbrazil

sábado, 31 de março de 2012

O santuário do Coração

"Lar é onde está o Coração"


O chakra do coração é o cerne da receptividade e da aceitação. 




Por Pedro Tornaghi
 
Um dos benefícios de mergulhar em meditações que envolvem esse chakra é a possibilidade ou mesmo a facilidade de tornar-se uma pessoa cada vez mais receptiva. A palavra receptividade vem de recipiere - receber, acolher. Com esse chakra desenvolvido, revela-se uma capacidade natural de acolher toda sorte de contrariedades e você se sente emocionalmente acolhido pelo mundo. Quando harmonizado ele lhe dá a sensação de pertencer ao lugar onde você está pisando, ser amparado por uma “atmosfera espiritual” e “sustentado” pela força que organiza o Universo. O chakra do coração saudável leva você a acolher o outro e esse é um dos segredos da felicidade por ele gerada. Ele produz um vívido senso de companheirismo e sentimento de cumplicidade pelo próximo. 

O seu quarto chakra é hospitaleiro também com você mesmo, nele você encontra o seu “lar”. Osho diz em seus discursos: "lar é onde o coração está". Você se sente em casa quando o coração está presente. Na verdade, você se sente em casa “dentro” do seu coração, quando aprende a habitar o chakra cardíaco; quando passa a aceitar a infinita hospitalidade que ele tem em relação a você, a infinita hospitalidade que você carrega no centro do peito. Quando aprende a abrir mão da mente para confiar na hospitalidade do coração. Para conhecer a meditação precisamos, mesmo que por momentos, abrir mão de nossas mentes, mas não o fazemos por medo da morte, pressupondo que ficar sem pensar é perder o controle e que isso significaria a morte. E este medo da morte está ligado ao medo de ficar sozinho. Porém, você nunca irá se sentir sozinho se conhecer com intimidade seu chakra do coração. Em lugar de se sentir sozinho, irá sentir-se consigo mesmo, e integrado a todo o universo. Se você se sente sozinho, na verdade, é por estar afastado do seu quarto chakra.

O chakra do coração é um “telefone desocupado”. A mente é um telefone sempre ocupado. Uma história sufi recente que se tornou popular, fala do discípulo que foi reclamar com o mestre: “Mestre, eu tenho tentado de tantas maneiras, mas não consigo falar com Deus, como fazer?”, é quando o Mestre vira-se e sentencia: “em vez de me pedir o telefone de Deus, seria melhor você desocupar o seu telefone, pois Ele tenta ligar para você insistentemente, mas encontra sempre sua linha ocupada”. A mente é um telefone sempre ocupado; o coração é como um poderoso PABX para onde podem ligar 300 pessoas e sempre haverá uma linha disponível para acolher a quem chega.

A aceitação do chakra do coração não deve ser confundida com passividade. Ela é pura afabilidade, é uma capacidade de atender ao que vem do lado de fora, enquanto a passividade é resistir ao que vem de fora. A passividade é a habilidade de evitar estímulos enquanto a aceitação do quarto chakra é uma resposta plena e completa do estímulo que chega a você.

O acolhimento do quarto chakra começa por agasalhar a própria pessoa, o dono do chakra. Começa por abrigá-lo e ampará-lo. O primeiro a poder se refugiar em seu quarto chakra é você mesmo; ele lhe dá a capacidade de acolher ao outro sem que você perca o seu centro. Basta que você se lembre de que também pode se acolher nele. 

Quando você entra em meditação está entrando no caminho do desconhecido; se você está buscando a meditação, está buscando algo que desconhece e não uma confirmação daquilo que conhece e, para que você possa entrar plenamente em uma área desconhecida, é melhor ter a aceitação e a confiança que esse chakra proporciona. A espiritualidade é algo que não se pode enxergar com os olhos costumeiros. É necessário estar receptivo para poder entrar em contato direto com ela; na verdade, é ela quem se contata com o seu ser, da forma e na medida em que é possível, na medida em que você permite. Esse é o sentido da aceitação e da receptividade para a experiência espiritual. A busca da espiritualidade consciente talvez dependa muito mais de uma atitude receptiva do que ativa. Meditação é, no fundo, a arte de saber aceitar integralmente. A realização espiritual já está aqui o tempo todo, não precisa ser buscada, mas “recebida”. 

Meditação é entrar em contato com uma “contra-parte” sua. Essa “contra-parte” está sempre observando e testemunhando o que se passa, o que acontece com a sua “parte consciente”. Na meditação você tem a atitude de testemunhar a si mesmo, para entrar em sintonia com esta “contra-parte”. Para a meditação acontecer, é necessário ir aos poucos se tornando receptivo, e desta maneira estabelecer o contato com essa consciência que já existe em você. 

E para você chegar aí e poder contar com a receptividade necessária, o caminho mais simples e curto é abrir, limpar e vitalizar o chakra do coração. A receptividade deste chakra é a mais democrática; ela está ao alcance de qualquer ser humano, por mais simples ou complexo que seja. Incluindo, é claro, eu e você. A abertura do chakra do coração é o primeiro e principal segredo para o sucesso da meditação sufi.

Texto de Pedro Tornaghi (via Facebook)

Confira outros artigos de meditação no site do autor www.pedrotornaghi.com.br

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Descobrindo-se...

"Muitas pessoas têm medo de se confrontar com a própria realidade interior:  poderiam descobrir aspectos feios ou desagradáveis de si mesmas. Afirmam que se conhecem e muitas vezes acreditam mesmo nisso. Gastam enorme energia numa fachada ilusória. Quanto mais ilusória é a fachada, mais desesperada é a defesa e maior o medo.
Paradoxalmente, só aprendemos a nos amar e aceitar quando paramos de tentar esconder nossa realidade interior e de nos esconder dela. Só podemos partilhar com os outros aquelas partes de nós que já descobrimos e aceitamos, e só podemos mudar aqueles nossos aspectos desagradáveis que já examinamos por inteiro e reconhecemos que devem ser mudados. A descoberta de si às vezes pode ser arriscada.
  

A conquista de novas perspectivas pode transtornar velhos hábitos e atitudes e abalar sistemas de crença em sua própria base. Esse é, contudo, um passo essencial em qualquer processo de transformação.

As recompensas por esse processo de limpeza interior são grandes. A cada vez que desnudamos uma ilusão e abrimos mão dela, damos mais um passo na direção de nosso eu verdadeiro, ilimitado e duradouro."
 


Gerd Ziegler

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Nosso lugar no mundo

Compartilho abaixo um vídeo que é uma metáfora sobre a importância de encontrarmos o nosso lugar no mundo, no sistema. Cada um de nós cumpre um papel no contexto maior. Vejam só...

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Feliz Natal e Ano Novo!




Neste final de ano quero agradecer carinhosamente a presença de todos aqueles que visitam este espaço!

Acredito profundamente nas conexões ocultas que permeiam nossas vidas e na sincronicidade mágica dos eventos aparentemente comuns. Assim os nossos pensamentos se conectam através deste compartilhar, e juntos tecemos fios luminosos de compreensão, fraternidade e união na grande teia da existência. E quando unimos nossos corações com uma intenção amorosa formamos uma imensa árvore de amor!

Que neste Natal possamos celebrar e reverenciar a sacralidade da vida, despertando a nossa consciência maior e sendo um ponto de emanação do Amor universal entre todos os seres.


Que 2012 seja um ano iluminado, de grande expansão da Luz, do Amor e da Consciência para todos nós!


Feliz Natal e Ano Novo!!! 

Com carinho,
Kátia Bueno

domingo, 27 de novembro de 2011

Despertando o Eu autêntico


Deixe que o sol ilumine suas partes entorpecidas, dormentes ou esquecidas. Lave o  sono dos seus olhos e dê as boas vindas ao novo amanhecer.


Grande parte de nossa identidade foi esculpida por nossos pais, professores, amigos e por como queremos que os outros nos vejam. Temos carregado isto como o ponto de referência de quem somos; a pessoa pela qual nos tomamos – preocupada com suas metas, medos, desejos e problemas.

Abaixo da superfície há um EU profundo, vasto e autêntico, mas geralmente sua presença está encoberta pelo ruído do "EU” menor com suas necessidades e exigências. Essa confusão entre o Eu menor e o  Eu maior é a ilusão central da condição humana, e a penetração dessa miragem é o despertar.

Antes que possamos reconhecer as realidades maiores, que são mais extensas e multidimensionais, é um boa idéia primeiro aprender como manejar nossa energia e sermos responsáveis por nossos pensamentos e emoções.  Porque, como nós despertamos, eles automaticamente e imediatamente se traduzem em ação.

Para sermos bem sucedidos na criação de um novo mundo paradigma em meio ao caos planetário atual, precisamos descobrir uma abordagem mais cheia de luz e mais inclusiva da vida do dia-a-dia. Ao invés de reforçar o falso Eu, aprenda  a estar com a mente acordada que se esconde internamente.

Invocar a sua presença divina, com a intenção de permitir que lembranças adormecidas no fundo para agitar e curar os principais obstáculos ao seu estado de vigília. Peça uma abertura energética para lembrar o seu verdadeiro EU - com tanta certeza que você nunca vai esquecer.

Que as emanações do Anjo do Despertar possa preencher o seu mês de antecedência. Que você se lembrar da sua origem e acolher o novo amanhecer.

Por Kathy Tyler & Joy Drake 
Fonte: 
www.livrodosanjos.com.br



quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Oráculo da Mulher Sagrada

Compartilho abaixo um belíssimo e profundo trabalho ligado ao Sagrado Feminino - o Oráculo da Mulher Sagrada. A simbologia destas cartas é riquíssima. Boa degustação!



Criadora do Oraculo - Mónica Glusman
Fonte: http://www.mujersagrada.com.ar/

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Continue com fome, continue bobo!

Transcrição completa do maravilhoso discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford, em 2005

Você tem que encontrar o que você ama!

"Estou honrado de estar aqui, na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na universidade. Que a verdade seja dita, isso é o mais perto que eu já cheguei de uma cerimônia de formatura. Hoje, eu gostaria de contar a vocês três histórias da minha vida. E é isso. Nada demais. Apenas três histórias.
A primeira história é sobre ligar os pontos.
Eu abandonei o Reed College depois de seis meses, mas fiquei enrolando por mais 18 meses antes de realmente abandonar a escola. E por que eu a abandonei? Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era uma jovem universitária solteira que decidiu me dar para a adoção. Ela queria muito que eu fosse adotado por pessoas com curso superior. Tudo estava armado para que eu fosse adotado no nascimento por um advogado e sua esposa. Mas, quando eu apareci, eles decidiram que queriam mesmo uma menina.
Então meus pais, que estavam em uma lista de espera, receberam uma ligação no meio da noite com uma pergunta: “Apareceu um garoto. Vocês o querem?” Eles disseram: “É claro.”
Minha mãe biológica descobriu mais tarde que a minha mãe nunca tinha se formado na faculdade e que o meu pai nunca tinha completado o ensino médio. Ela se recusou a assinar os papéis da adoção. Ela só aceitou meses mais tarde quando os meus pais prometeram que algum dia eu iria para a faculdade. E, 17 anos mais tarde, eu fui para a faculdade. Mas, inocentemente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford. E todas as economias dos meus pais, que eram da classe trabalhadora, estavam sendo usados para pagar as mensalidades. Depois de seis meses, eu não podia ver valor naquilo.
Eu não tinha idéia do que queria fazer na minha vida e menos idéia ainda de como a universidade poderia me ajudar naquela escolha. E lá estava eu, gastando todo o dinheiro que meus pais tinham juntado durante toda a vida. E então decidi largar e acreditar que tudo ficaria ok.
Foi muito assustador naquela época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. No minuto em que larguei, eu pude parar de assistir às matérias obrigatórias que não me interessavam e comecei a frequentar aquelas que pareciam interessantes. Não foi tudo assim romântico. Eu não tinha um quarto no dormitório e por isso eu dormia no chão do quarto de amigos. Eu recolhia garrafas de Coca-Cola para ganhar 5 centavos, com os quais eu comprava comida. Eu andava 11 quilômetros pela cidade todo domingo à noite para ter uma boa refeição no templo hare-krishna. Eu amava aquilo.
Muito do que descobri naquela época, guiado pela minha curiosidade e intuição, mostrou-se mais tarde ser de uma importância sem preço. Vou dar um exemplo: o Reed College oferecia naquela época a melhor formação de caligrafia do país. Em todo o campus, cada poster e cada etiqueta de gaveta eram escritas com uma bela letra de mão. Como eu tinha largado o curso e não precisava frequentar as aulas normais, decidi assistir as aulas de caligrafia. Aprendi sobre fontes com serifa e sem serifa, sobre variar a quantidade de espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna uma tipografia boa. Aquilo era bonito, histórico e artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode entender. E eu achei aquilo tudo fascinante.
Nada daquilo tinha qualquer aplicação prática para a minha vida. Mas 10 anos mais tarde, quando estávamos criando o primeiro computador Macintosh, tudo voltou. E nós colocamos tudo aquilo no Mac. Foi o primeiro computador com tipografia bonita. Se eu nunca tivesse deixado aquele curso na faculdade, o Mac nunca teria tido as fontes múltiplas ou proporcionalmente espaçadas. E considerando que o Windows simplesmente copiou o Mac, é bem provável que nenhum computador as tivesse.
Se eu nunca tivesse largado o curso, nunca teria frequentado essas aulas de caligrafia e os computadores poderiam não ter a maravilhosa caligrafia que eles têm. É claro que era impossível conectar esses fatos olhando para frente quando eu estava na faculdade. Mas aquilo ficou muito, muito claro olhando para trás 10 anos depois.
De novo, você não consegue conectar os fatos olhando para frente. Você só os conecta quando olha para trás. Então tem que acreditar que, de alguma forma, eles vão se conectar no futuro. Você tem que acreditar em alguma coisa – sua garra, destino, vida, karma ou o que quer que seja. Essa maneira de encarar a vida nunca me decepcionou e tem feito toda a diferença para mim.
Minha segunda história é sobre amor e perda.
Eu tive sorte porque descobri bem cedo o que queria fazer na minha vida. Woz e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Trabalhamos duro e, em 10 anos, a Apple se transformou em uma empresa de 2 bilhões de dólares e mais de 4 mil empregados. Um ano antes, tínhamos acabado de lançar nossa maior criação — o Macintosh — e eu tinha 30 anos.
E aí fui demitido. Como é possível ser demitido da empresa que você criou? Bem, quando a Apple cresceu, contratamos alguém para dirigir a companhia. No primeiro ano, tudo deu certo, mas com o tempo nossas visões de futuro começaram a divergir. Quando isso aconteceu, o conselho de diretores ficou do lado dele. O que tinha sido o foco de toda a minha vida adulta tinha ido embora e isso foi devastador. Fiquei sem saber o que fazer por alguns meses.
Senti que tinha decepcionado a geração anterior de empreendedores. Que tinha deixado cair o bastão no momento em que ele estava sendo passado para mim. Eu encontrei David Peckard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter estragado tudo daquela maneira. Foi um fracasso público e eu até mesmo pensei em deixar o Vale [do Silício].
Mas, lentamente, eu comecei a me dar conta de que eu ainda amava o que fazia. Foi quando decidi começar de novo. Não enxerguei isso na época, mas ser demitido da Apple foi a melhor coisa que podia ter acontecido para mim. O peso de ser bem sucedido foi substituído pela leveza de ser de novo um iniciante, com menos certezas sobre tudo. Isso me deu liberdade para começar um dos períodos mais criativos da minha vida. Durante os cinco anos seguintes, criei uma companhia chamada NeXT, outra companhia chamada Pixar e me apaixonei por uma mulher maravilhosa que se tornou minha esposa.
A Pixar fez o primeiro filme animado por computador, Toy Story, e é o estúdio de animação mais bem sucedido do mundo. Em uma inacreditável guinada de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu voltei para a empresa e a tecnologia que desenvolvemos nela está no coração do atual renascimento da Apple.
E Lorene e eu temos uma família maravilhosa. Tenho certeza de que nada disso teria acontecido se eu não tivesse sido demitido da Apple.
Foi um remédio horrível, mas eu entendo que o paciente precisava. Às vezes, a vida bate com um tijolo na sua cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me permitiu seguir adiante foi o meu amor pelo que fazia. Você tem que descobrir o que você ama. Isso é verdadeiro tanto para o seu trabalho quanto para com as pessoas que você ama.
Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é fazer o que você acredita ser um ótimo trabalho. E a única maneira de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz.
Se você ainda não encontrou o que é, continue procurando. Não sossegue. Assim como todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer grande relacionamento, só fica melhor e melhor à medida que os anos passam. Então continue procurando até você achar. Não sossegue.
Minha terceira história é sobre morte.
Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.
Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.
Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.
Há um ano, eu fui diagnosticado com câncer. Era 7h30 da manhã e eu tinha uma imagem que mostrava claramente um tumor no pâncreas. Eu nem sabia o que era um pâncreas.
Os médicos me disseram que aquilo era certamente um tipo de câncer incurável, e que eu não deveria esperar viver mais de três a seis semanas. Meu médico me aconselhou a ir para casa e arrumar minhas coisas — que é o código dos médicos para “preparar para morrer”. Significa tentar dizer às suas crianças em alguns meses tudo aquilo que você pensou ter os próximos 10 anos para dizer. Significa dizer seu adeus.
Eu vivi com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, à tarde, eu fiz uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio pela minha garganta abaixo, através do meu estômago e pelos intestinos. Colocaram uma agulha no meu pâncreas e tiraram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha mulher, que estava lá, contou que quando os médicos viram as células em um microscópio, começaram a chorar. Era uma forma muito rara de câncer pancreático que podia ser curada com cirurgia. Eu operei e estou bem.
Isso foi o mais perto que eu estive de encarar a morte e eu espero que seja o mais perto que vou ficar pelas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso agora dizer a vocês, com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito apenas abstrato: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá.
Ainda assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca conseguiu escapar. E assim é como deve ser, porque a morte é muito provavelmente a principal invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela limpa o velho para abrir caminho para o novo. Nesse momento, o novo é você. Mas algum dia, não muito distante, você gradualmente se tornará um velho e será varrido. Desculpa ser tão dramático, mas isso é a verdade.
O seu tempo é limitado, então não o gaste vivendo a vida de um outro alguém.
Não fique preso pelos dogmas, que é viver com os resultados da vida de outras pessoas.
Não deixe que o barulho da opinião dos outros cale a sua própria voz interior.
E o mais importante: tenha coragem de seguir o seu próprio coração e a sua intuição. Eles de alguma maneira já sabem o que você realmente quer se tornar. Todo o resto é secundário.
Quando eu era pequeno, uma das bíblias da minha geração era o Whole Earth Catalog. Foi criado por um sujeito chamado Stewart Brand em Menlo Park, não muito longe daqui. Ele o trouxe à vida com seu toque poético. Isso foi no final dos anos 60, antes dos computadores e dos programas de paginação. Então tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e câmeras Polaroid.
Era como o Google em forma de livro, 35 anos antes de o Google aparecer. Era idealista e cheio de boas ferramentas e noções. Stewart e sua equipe publicaram várias edições de Whole Earth Catalog e, quando ele já tinha cumprido sua missão, eles lançaram uma edição final. Isso foi em meados de 70 e eu tinha a idade de vocês.
Na contracapa havia uma fotografia de uma estrada de interior ensolarada, daquele tipo onde você poderia se achar pedindo carona se fosse aventureiro. Abaixo, estavam as palavras:
Continue com fome, continue bobo.”
Foi a mensagem de despedida deles. Continue com fome. Continue bobo. E eu sempre desejei isso para mim mesmo. E agora, quando vocês se formam e começam de novo, eu desejo isso para vocês. Continuem com fome. Continuem bobos."

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amor e Gratidão à Terra!

Bom dia peregrinos!
Para começar bem a semana compartilho um vídeo lindo da maravilhosa Snatam Kaur. Uma oração de amor à mãe Terra - Gaia.
Vamos cuidar com amor e carinho desta mãe que nos nutre, acolhe, alimenta e é o nosso lar nesta etapa da nossa jornada.
Amor e Gratidão à Terra!!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Coaching e o Processo de Individuação



Mandala ilustrada por Carl Jung (Livro Vermelho)

O renomado psicólogo Carl Jung, criador da psicologia analítica, cunhou o termo “Individuação" para o processo contínuo de aprimoramento pessoal, a busca de um indivíduo por tornar-se "si mesmo" (“self”), a expressão da essência única que cabe somente a cada um de nós realizar
.

Vamos compreender melhor o que isso significa...


EGO e SELF

O ego é a dimensão consciente da nossa personalidade, que nos permite dar conta de nossa identidade individual, enquanto o self abarca a totalidade (tanto nossos conteúdos conscientes quanto inconscientes), sendo também o centro regulador da nossa psique e ponto de passagem para uma dimensão maior - transcendente.

O ego, segundo Jung, deve estar a serviço do self, onde sua principal função é de intermediar o processo de assimilação dos nossos conteúdos inconscientes na consciência, num processo contínuo de integração e ampliação.

No entanto, quando um ego ainda está imaturo e enfraquecido, o que constatamos no comportamento do indivíduo é uma atitude de manipulação, ilusão, apego, e a busca por aprovação externa – um estado de consciência no qual grandes conflitos e dramas emocionais podem ocorrer.

O nosso verdadeiro poder, porém, emerge das profundezas da nossa alma/self. Não se trata de ter poder sobre os outros, mas sobre a nossa própria felicidade e destino.

Com o amadurecimento e estruturação do ego, o indivíduo passa a identifica-se menos com os valores externos do meio em que vive, e volta-se mais para as emanações do “self” – o centro da nossa totalidade e ponto de integração de todas as nossas instâncias psíquicas (personas, sombras, anima/animus, etc).

É importante ressaltar que para Jung, a individuação não exclui a pessoa do mundo, mas aproxima o mundo dela.

Viver a partir da nossa perspectiva interna, despindo-se de tudo o que é falso, tudo o que nos afasta da nossa natureza essencial; e ao mesmo tempo conviver harmoniosamente com o meio social, compreendendo o nosso papel e contribuição no contexto evolutivo maior, é o nosso maior desafio, o grande salto em nossa existência.

Neste contexto, o Coaching surge como uma poderosa alavanca para impulsionar e direcionar o processo de Individuação, pois conduz o indivíduo a um olhar mais profundo sobre si mesmo e seu processo evolutivo, elevando-o a novos patamares de expressão e consciência.

O Coaching, através de técnicas extremamente eficazes, conduz o Coachee ao reconhecimento de seus potenciais latentes e talentos únicos, alinhando-os aos seus valores e propósito. Além disso, desperta os recursos interiores, colocando o indivíduo no seu centro de poder pessoal, viabilizando sua trajetória na realização de seus sonhos e missão de vida.

É fundamental esclarecer que o Coaching pode ir muito além de trabalhar metas, competências e resultados. Em sua essência mais profunda, o Coaching é um processo de comprometimento com a evolução do ser humano, em torná-lo a melhor pessoa que ele pode ser.

Métodos enriquecedores ao processo

Podemos utilizar métodos que podem auxiliar imensamente no processo de reconexão do indivíduo com uma dimensão maior do ser e também na ampliação de consciência. O aguçamento da intuição e das habilidades criativas do indivíduo também são importantes aliados neste processo.

Alguns métodos que costumo utilizar são:

-Meditações conduzidas através de relaxamento induzido com visualização criativa;

-Técnicas da Hipnose Ericksoniana, possibilitando o acesso à nossa mente mais profunda e a ampliação de consciência;
 
-Técnicas da PNL - Programação Neurolinguística, possibilitando a Ressignificação da sua história pessoal e a mudança de crenças e padrões disfuncionais;
 

-Uso de ferramentas lúdicas, transportando o Coachee a uma posição de “observador” do seu próprio processo evolutivo.


Kátia Bueno

sábado, 10 de setembro de 2011

Resposta de Amor

"Cada vez que você é afetado pelos reflexos de um ato praticado por outro, seja no passado ou no presente, tem a chance dar uma resposta de AMOR.
Sempre que faz isso, melhora o outro em você.
Como todos são conectados, suas respostas em amor dá ao outro uma chance que, da mesma maneira como aconteceu com você, volta para ele como outra via de possibilidades. Se ele entende e também responde em amor, criará um ciclo de pacificação que vazará para mais gente."



Flávio Siqueira (trecho do livro Éden)

domingo, 14 de agosto de 2011

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Segredos da alma


" Vossos corações conhecem, em silêncio, os segredos dos dias e das noites.

  Mas vossos ouvidos têm sede de ouvir o saber de vossos corações.
  Desejais conhecer, em palavras, o que sempre soubestes em pensamento.
  Desejais tocar, com vossos dedos, o corpo desnudo de vossos sonhos.
  E é bom que assim seja.
  A fonte oculta de vossa alma precisa brotar e correr, murmulhante, até o mar.
  E assim seria revelado aos vossos olhos o tesouro de vossas profundezas infinitas.
  Mas que não haja medida para vosso tesouro desconhecido;
  E não deveis sonar as profundezas de vosso conhecimento com cajado e bordão.
  Pois o Eu é um oceano imensurável e sem fronteiras.
  Não dizei: " Encontrei a verdade", mas sim: " Encontrei uma verdade."
  Não dizei:" Encontrei o caminho da alma." Dizei: " Encontrei a alma enquanto seguia meu caminho."
  Pois a alma segue todos os caminhos.
  A alma não caminha sobre uma linha, nem cresce como junco.
  A alma desdobra-se, como um lótus de inúmeras pétalas."
  Khalil Gibran

sexta-feira, 29 de julho de 2011

A Cura das Atitudes


1. A essência do nosso ser é amor.
2. Saúde é paz interior. Curar é abandonar o medo.
3. Dar e receber são a mesma coisa.
4. Podemos nos desprender do passado e do futuro.
5. O agora é o único tempo que existe e cada instante é para nos doarmos.
6. Podemos aprender a amar a nós mesmos e aos outros perdoando, ao invés de julgando.
7. Podemos nos transformar em pessoas que vêem o amor e o que une, em lugar de pessoas que vêem o erro e o que desune.
8. Podemos escolher nos direcionar para a paz interior, independentemente do que está acontecendo no exterior.
9. Somos alunos e professores uns dos outros.
10. Podemos nos concentrar na totalidade da vida e não nos seus fragmentos.
11. Sendo o Amor eterno, não existe razão para temer a dor e a morte.
12. Podemos sempre ver a nós mesmos e aos outros como seres que ou oferecem amor ou suplicam ajuda.

Extraído do livro "Um Curso em Milagres"

domingo, 24 de julho de 2011

terça-feira, 19 de julho de 2011

A voz do silêncio


“A Mente é a grande assassina do Real. Que o discípulo mate o assassino. Porque quando para si mesmo a sua própria forma parece irreal, como o parecem, ao acordar, todas as formas que ele vê em sonhos; quando deixar de ouvir os muitos, poderá divisar o Um – o som interior que mata o exterior. Então, e só então, abandonará ele a região de Asat, o falso, para chegar ao reino de Sat, o verdadeiro. Antes que a Alma possa ver, deve ser conseguida a harmonia interior, e os olhos da carne tornados cegos a toda a ilusão. Antes que a Alma possa ouvir, a imagem (o homem) tem de se tornar surda aos rugidos como aos segredos, aos gritos dos elefantes em fúria como ao sussurro prateado do pirilampo de ouro.
Antes que a Alma possa compreender e recordar, ela deve primeiro unir-se ao Falador Silencioso, como a forma que é dada ao barro se uniu primeiro ao espírito do escultor. Porque então a Alma ouvirá e poderá recordar-se. E então ao ouvido interior falará.”
M. Blavatsky

sábado, 9 de julho de 2011

As imagens do Inconsciente



Acima uma belíssima ilustração de autoria de Carl Jung, o grande gênio da psicologia, em seu Red Book (Livro Vermelho). Para quem não conhece, o livro foi lançado no Brasil no ano passado. Este livro é considerado uma obra-prima. Pesando mais de 4 kg, ele é ricamente ilustrado e foi escrito em letra calígrafo. Na verdade trata-se de uma cópia exatamente igual (fac-simile) ao livro vermelho original feito pelo próprio Jung.

A imagem parece retratar o mito da Criação - a explosão do Ovo Cósmico, símbolo da Totalidade. Em diversas mitologias, relata-se que foi a explosão do Ovo Cósmico (Big bang) que tornou possível a manifestação da vida no universo. A árvore na imagem, símbolo da vida em perpétua evolução e ascenção, parece ser uma representação do eixo do mundo; ela tem suas raízes na terra, mas alcança o céu, onde há uma grande circunferência - símbolo do self.

Segundo Jung, o nosso inconsciente se comunica através de símbolos e imagens, enviando os símbolos à tona para que a mente consciente possa ir compreendendo e integrando todo seu conteúdo submerso. Assim a personalidade total do indivíduo se desenvolve: INTEGRANDO o conteúdo inconsciente na consciência. Com esse aumento de compreensão, a consciência se amplia. É o self (centro regulador da psique) que envia os símbolos à consciência para serem interpretados e revelados. Tudo para ampliar nossa consciência e nos fazer amadurecer psicologicamente .

Tudo para ampliar nossa consciência sobre si mesmo e nos fazer amadurecer psicologicamente. A este processo Jung chamou de Individuação.

Todos os seres humanos, de qualquer povo, diz ele, compartilham os mesmos símbolos, mas em cada cultura eles têm roupagens próprias. A essas "fôrmas" comuns e universais ele deu o nome de Arquétipos."

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Glossário junguiano:


EGO - É a identidade pessoal, aquilo que chamamos de "eu". É o centro ordenador do nível consciente, mas representa uma pequena parte da psique, a ponta de um iceberg

PSIQUE - Conjunto dos níveis consciente e inconsciente do ser humano. Sinônimo de mente

SI-MESMO - Centro ordenador da inconsciência e ponto central da psique toda

INDIVIDUAÇÃO - O processo de integração dos níveis consciente e inconsciente. Quando se completa, a psique torna-se una

MANDALA - Símbolo do si-mesmo e da totalidade. Está presente em várias culturas do mundo - os vitrais em forma de rosácea das catedrais góticas são exemplos de mandala

INCONSCIENTE INDIVIDUAL - O nível mais superficial do inconsciente. É pessoal e guarda desejos reprimidos

INCONSCIENTE COLETIVO - O nível mais profundo do inconsciente, onde estão os arquétipos. É comum a toda a humanidade

ARQUÉTIPOS - Conceitos primordiais, comuns a toda a humanidade, mas que recebem roupagens diferentes em cada cultura. O arquétipo da grande mãe, por exemplo, pode ser visto na imagem de Nossa Senhora e em diversas deusas da África, Ásia ou Oceania. Manifestam-se em sonhos e mitos e nas artes.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Um hino à liberdade!

Compartilho abaixo o trecho de um filme lindo e muito inspirador, tão maravilhoso quanto o livro. Fernão Capelo Gaivota é uma metáfora sobre a liberdade de SER, de se aventurar a alçar vôos mais altos, fora dos limites impostos.
Ser livre exige coragem, ousadia, persistência... e, acima de tudo, uma capacidade de perseguir nossos sonhos com paixão e entrega. Viver a nossa natureza essencial, com total comprometimento, poderá abrir portas mágicas que nos conduzirão a um encantamento com o universo e a sacralidade da vida. Viva a vida e viva a liberdade!!!  

   

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sábado, 2 de julho de 2011

Siga sua bem-aventurança!


"O privilégio de toda uma vida é ser aquele que nascemos para ser.
Siga a sua bem-aventurança, lá onde há um profundo sentido do seu ser, lá onde seu corpo e sua alma querem ir.
Encontre a paixão da sua vida e siga-a, siga o caminho que não é caminho. Quando tiver essa sensação, fique aí e não deixe ninguém arrancá-lo desse lugar.
E portas se abrirão onde antes não havia portas e você sequer imaginava que pudesse haver"
Joseph Campbell

terça-feira, 21 de junho de 2011

Solstício de Inverno, dia de purificação

Hoje é dia de Solstício de Inverno aqui no Hemisfério Sul! É quando a noite é mais longa que o dia - é o auge da escuridão. Portanto, é um tempo propício para reflexão, instrospecção, purificação e preparação para um lindo recomeço, pois a partir de agora os dias começam a crescer, e as horas de escuridão a diminuir. Os Solstícios e Equinócios são dias de grande poder e magia.

As tradições pagãs comemoram hoje o Sabbat Yule, o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus. Ele está relacionado ao nosso Natal, pois celebra o nascimento espiritual da criança divina.

Nós podemos aproveitar a egrégora do Yule para nos sintonizarmos com esta celebração de purificação e renascimento. Um pequeno e simples ritual pode ser realizado, apenas acendendo uma vela e mentalizando tudo o que você precisa limpar e purificar em sua vida. Aproveite para refletir sobre as qualidades ou situações que você gostaria de ver renascer. Faça isto com respeito, amor e gratidão ao universo. Acredite e, principalmente, faça a sua parte, ok?

Desejo a todos um Solstício de inverno muito especial e mágico!

domingo, 19 de junho de 2011

Pus-me a cantar...

"Pus-me a cantar minha pena com uma palavra tão doce, de maneira tão serena, que até Deus pensou que fosse felicidade - e não pena.
Anjos de lira dourada debruçaram-se da altura.
Não houve, no chão, criatura de que eu não fosse invejada, pela minha voz tão pura.
Acordei a quem dormia, fiz suspirarem defuntos.
Um arco-íris de alegria da minha boca se ergue apondo o sonho e a vida juntos.
O mistério do meu canto, Deus não soube, tu não viste.
Prodígio imenso do pranto: - todos perdidos de encanto, só eu morrendo de triste!
Por assim tão docemente meu mal transformar em verso, oxalá Deus não o ausente, para trazer o Universo de pólo a pólo contente"
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Cecília Meireiles
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Obrigada Filipe M. por compartilhar estes lindos versos comigo no Facebook. Gratidão!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A experiência da meditação


A mais importante jornada que você pode fazer é a jornada interna. Essa é a jornada para a verdade de quem você realmente é. É o lugar, além da consciência de cada dia, onde o fortalecimento espiritual começa. O poder espiritual nos dá poder para escolhermos pensamentos criativos em vez de pensar de forma automática; dar resposta pró-ativa em vez de reação; paz, amor e harmonia ao invés de estresse, conflito e caos.

A meditação permite que você embarque nessa jornada interior. A meditação  dá a você um claro entendimento espiritual de si, ajudando em sua redescoberta e no uso das qualidades positivas internamente latentes; possibilita desenvolver a força de seu caráter e criar novas atitudes e respostas para a vida.

Você começa a se lembrar de coisas sobre si que já sabia mas tinha esquecido há muito tempo. Começa a apreciar momentos de silêncio e a desfrutar períodos de introspecção e reflexão.

A meditação também ajuda você a se desconectar do hábito de pensar, sentir e reagir de forma perniciosa. Isso resulta numa liberação de energia consciente e positiva que aumenta a qualidade de sua atitude, ações e interações.

Por fim, o processo de retrair-se, desconectar-se de hábitos prejudiciais, conectar-se a seus recursos espirituais inatos, e então reconectar-se à sua vida externa, consiste em um meio de fortalecimento pessoal.

A meditação é ensinada como um método para alcançar a consciência de si, levando à sua auto-realização. A meditação acalma a mente e fortalece o intelecto para atingir percepção e compreensão das leis e princípios espirituais que sustentam a harmonia e que podem trazer uma renovação natural em todos os níveis de vida na Terra.

A meditação Raja Yoga redefine o “eu” como uma alma e permite a conexão e o relacionamento diretos com a Fonte Suprema da energia mais pura e da consciência mais elevada. O Raja Yoga pode ser traduzido como “união suprema” ou como “conexão mais elevada”. Todas as almas têm o direito de experimentar esse relacionamento maior.

Como uma técnica, a meditação requer prática para alcançar resultados satisfatórios. Cada vez mais pessoas estão incluindo algum tipo de meditação em sua rotina diária, quer seja como um efetivo antídoto para o “stress”, ou como um simples método de relaxamento. Ao meditar um pouco a cada dia, a meditação logo se torna um hábito fácil e natural que o recompensa generosamente pelo esforço envolvido.

Fonte: http://www.bkwsu.org/what-we-do-pt/meditation-pt

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