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domingo, 5 de setembro de 2010

Ser Reativo ou Pró-ativo?



"...A Kabbalah se utiliza bastante dos termos comportamento pró-ativo e comportamento reativo. Pró-ativo e reativo são duas palavras codificadas para definir a natureza da Luz e a do Receptor. A Luz é pró-ativa, a força que causa o processo de criação; nós, como receptores, temos uma natureza reativa. Para que possamos adquirir similaridade de forma com a Luz e nos ligarmos a ela, temos que trabalhar para transformar nossa natureza reativa em pró-ativa. De uma forma muito simples, podemos explicar que Ser Pró-ativo é personificar e carregar os seguintes atributos: Ser a causa; compartilhar, ser o criador de novas situações.

Enquanto podemos afirmar que Ser Reativo é a soma dos seguintes aspectos:

Ser o efeito; receber; estar sob o controle das coisas.
Como identificar o comportamento reativo em um nível prático e pessoal?

O comportamento reativo está fundamentado sobre o Desejo de Receber Para Si mesmo. Ganância, egoísmo, ego. Ele pode ser definido como qualquer tipo de reação a uma situação externa. Esse comportamento pode incluir raiva, ciúme, inveja, excesso de confiança, baixa auto-estima, etc.

É o comportamento reativo que nos motiva a tomar Prozac quando nos sentimos deprimidos, Lexotan quando sentimos ansiedade, álcool quando perdemos a auto-confiança. Todos esses sintomas são apenas falta de Luz.
Se o Prozac faz você se sentir melhor, então o Prozac é a causa e você é justamente o efeito. O alívio e a sensação de bem estar serão temporários e em pouco tempo iremos cair novamente nas emoções negativas.

Toda vez que assumimos um comportamento que está sendo motivado pelo nosso ego, não estamos compartilhando. Toda vez que reagimos a quaisquer estímulos, motivados por um fator externo, estamos sendo mero efeito e não a causa. Toda vez que deixamos forças externas influenciarem nossos sentimentos perdemos o controle.

Enquanto estivermos vivendo nossas vidas sem nenhum crescimento pessoal ou mudança interna de nossa natureza , não estaremos criando novos níveis espirituais de existência para nós mesmos.

Cada vez que uma reação seja provocada, devemos retomar a restrição original, pisar nos freios de nossas reações. Cada vez que fizermos isso estaremos nos movendo para mais próximos de nossa origem, estaremos promovendo a transformação de caráter com o propósito de adquirir Luz, realização e satisfação duradouras." 

Texto do Rabino Joseph Saltoun
Fonte:
www.crisboog.com.br

sábado, 24 de abril de 2010

A experiência mística do Amor


Rumi (1207-1273), o maior dos místicos islâmicos e extraordinário poeta do amor, nasceu no Afeganistão. Era um erudito professor de teologia, zeloso nos exercícios espirituais. Tudo mudou quando se encontrou com a figura misteriosa e fascinante do monje errante Shams de Tabriz. Como se diz na tradição sufi, foi "um encontro entre dois oceanos".

Esse mestre misterioso iniciou Rumi na experiência mística do amor. Seu reconhecimento foi tão grande que lhe dedicou todo um livro com 3.230 versos o Divan de Shams de Tabriz. Divan signfica coleção de poemas. A efusão do amor em Rumi é tão avassaladora que abraça tudo, o universo, a natureza, as pessoas e principalmente Deus. No fundo trata-se do único movimento do amor que não conhece divisões, mas que enlaça todas as coisas numa unidade última e radical, tão bem expressa no poema Eu sou Tu : "Tu, que conheces Jalal ud-Din (nome de Rumi). Tu, o Um em tudo, diz quem sou. Diz: eu sou Tu". Ou o outro:" De mim não resta senão um nome, todo o resto é Ele".

Essa experiência de união amorosa foi tão inspiradora que fez Rumi produzir uma obra de 40.000 versos. Famosos são o Masnavi (poemas de cunho reflexivo-teológico), Rubai-yat (Canção de amor por Deus) e o já citado Divan de Tabriz. Próprio da experiência místico-amorosa é a embriaguês do amor que faz do místico um "louco de Deus" como eram São Francisco de Assis, Santa Tereza d’Avila, Santa Xênia da Rússia e também Rumi. Num poema do Rubai-yat diz: "hoje eu não estou ébrio, sou os milhares de ébrios da terra. Eu estou louco e amo todos os loucos, hoje".

Como expressão dessa loucura divina inventou a sama, a dança extática. Trata-se de dançar girando em torno de si e ao redor de um eixo que representa o sol. Cada dervixe girante, assim se chamam os dançantes, se sente como um planeta girando ao redor do sol que é Deus.
Dificilmente na história da mística universal encontramos poemas de amor com tal imediatez, sensibilidade e paixão que aqueles escritos pelo islâmico Rumi. É como uma fuga de mil motivos que vão e vêm sem cessar. Um poema do Rubai-yat canta: "Tu, único sol, vem! Sem Ti as flores murcham, vem! Sem Ti o mundo não é senão pó e cinza. Este banquete e esta alegria, sem Ti, são totalmente vazios, vem!".

Um dos mais belos poemas, por sua densidade amorosa, me parece ser este, tirado do Rubai-yat: "O teu amor veio até meu coração e partiu feliz. Depois retornou, vestiu a veste do amor, mas mais uma vez foi embora. Timidamente lhe supliquei que ficasse comigo ao menos por alguns dias. Ele se sentou junto a mim e se esqueceu de partir".

A mística desafia a razão analítica. Ela a ultrapassa porque expressa a dimensão do espírito, aquele momento em que o ser humano se descobre a si mesmo como parte de um Todo, como projeto infinito e mistério abissal inexprimível. Bem notava o filósofo e matemático Ludwig Wittgenstein na proposição VI de seu Tractatus logico-philosophicus: "O inexprimível se mostra, é o místico". E termina na proposição VII com esta frase lapidar: "Sobre o que não podemos falar, devemos calar". É o que fazem os místicos. Guardam o nobre silêncio ou então cantam como fez Rumi mas de um modo tal que a palavra nos conduz ao silêncio reverente.
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Fonte: O Canto da Unidade, por Leonardo Boff.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

A Religião do Novo Mundo

Hoje em dia encontramos de tudo na internet, acho simplesmente fantástico. Não existe nada que represente melhor a Era de Aquário do que esta rede de computadores que interconecta tudo e todos, diminuindo distâncias, quebrando paradigmas e disseminando a informação sem distinções. Bom, tenho encontrado textos ótimos ligados à espiritualidade e autoconhecimento na web, porém tem muita informação distorcida também. Portanto, discernir é fundamental! Alguns textos interessantes que encontro não possuem uma autoria bem definida, como foi o caso do excerto abaixo. Ainda assim, decidi publicá-lo aqui no blog por acreditar que o seu conteúdo é bom para refletirmos sobre a questão religiosa, que assim como a ARTE, deveria ser universal. Vejam, o meu intuito não é apontar um caminho correto a ser seguido (eu não acho isso ético), mas abrir possibilidades, gerar reflexão e, desta forma, instigar a busca por respostas. Ética significa respeitar as diferenças, as crenças e as escolhas de cada um. .

A Religião do Novo Mundo é um ensinamento de integração, eclético, sintético, que honra enormemente todas as Religiões e caminhos espirituais do passado e absorve de todas elas. Ela integra e sintetiza todas elas, formando uma Bíblia sintética de tudo. Porém, esta Religião do Novo Mundo tem em seu fundamento ensinamentos de temas de Ascensão e dos Mestres Ascensos. 

A Religião do Novo Mundo tem como seu tema principal ensinar as pessoas a se tornarem Mestres Ascensionados Integrados, Mestres Eu Sou Integrados, e através de se tornarem Cristos Integrados, e Poderosas Presenças Eu Sou Integradas. Em vez que focar naquilo que separa as religiões, os caminhos espirituais e as pessoas, ela procura dar ênfase nas semelhanças de todos os caminhos, da Fraternidade de Deus e na Irmandade dos Homens.
Quando os Sermões são pregados na Religião do Novo Mundo todos os textos das Religiões são honrados e reverenciados, mas também novos ensinamentos são dados diretamente do Espírito e dos Mestres Ascensos. Assim ela acena com o melhor de todas as Religiões e caminhos espirituais do passado, mas não fica presa na linha do tempo, cogitando se estes ou aqueles profetas são os únicos que falavam a verdade. Portanto é uma Religião que se mantém construindo e continuando a evoluir e crescer. Ela é contemporânea, viva e ativa!

A Religião do Novo Mundo também absorve de todas as formas de psicologia e todas as modalidades de cura. Ela ensina que cada um deve
escolher o caminho que é o correto para si, dentre as Religiões do Mundo ou dentre os outros vários Caminhos Espirituais, Escolas de Mistérios, Canais, Gurus, e textos espirituais neste Planeta. Nenhum caminho é melhor do que o outro, assim como todos os caminhos levam a Roma como diz o ditado. Ela ensina e sugere que todos encontrem o caminho que melhor lhe sirva e não tente forçar ou converter as pessoas para a “Religião do Novo Mundo”.

Também é inerente à ela a “Ciência da Iniciação e da Ancoragem e Ativação do Corpo de Luz”. Também o são os ensinamentos sobre reencarnação, meditação, oração, canalização, desenvolvimento da consciência, transcendência do ego negativo/reações baseadas no medo/consciência de separação, as quais são substituídas por um termo sintético: consciência Espiritual/Crística de Deus. Há uma tremenda ênfase na integração e equilíbrio em todas as coisas.

A Religião do Novo Mundo levanta o véu de tudo que é místico e esotérico para que todos aprendam de um modo fácil de entender e prático. Os eventos, as celebrações e convocações são efetuadas sob o estandarte da Ascensão, que nunca exclui qualquer alma ou caminho espiritual.


Nós somos réplicas miniaturas do único EU SOU O QUE EU SOU. Nesta Religião nós nos propomos a servir o Eu Sou, e não a si mesmo, mas a toda a Criação igualmente. Ela ensina você a viver para uma finalidade maior do que só para si mesmo. E não é para esta nobre finalidade que todos nós estamos aqui?

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Compreendendo a Teosofia

A Teosofia é um oceano de conhecimento que se estende de um extremo a outro da evolução dos seres sensíveis. Insondável nas suas partes mais profundas, ela exige das mentes mais poderosas o máximo de seu alcance, embora seja suficientemente rasa em suas margens para ser entendido por uma criança. 

A Teosofia é a sabedoria sobre Deus, para aqueles que acreditam que Ele está em tudo e em todas as coisas, e é sabedoria sobre a natureza, para o homem que aceita a afirmação encontrada na Bíblia Cristã de que Deus não pode ser medido ou descoberto, e que a escuridão cerca sua tenda. 

Embora contenha por derivação o nome Deus, e pareça a princípio abarcar apenas a religião, a Teosofia não nega a ciência, pois é a ciência das ciências e por conseguinte foi chamada de sabedoria das religiões. Porque nenhuma ciência é completa se deixar de fora qualquer aspecto da natureza, seja ele visível ou invisível; e a religião que se baseia apenas em uma revelação, deixando de lado as coisas e as leis que as governam, não é mais do que uma ilusão, um inimigo do progresso, um obstáculo no caminho do homem, em seu avanço rumo à felicidade. Englobando tanto o científico como o religioso, a Teosofia é uma religião científica e uma ciência religiosa.

Não é uma crença ou um dogma formulado ou inventado pelo homem, mas é o conhecimento das leis que governam a evolução dos fatores físicos, astrais, psíquicos e intelectuais na natureza e no ser humano. A religião de hoje é apenas uma série de dogmas fabricados pelo homem, sem nenhuma fundamentação científica para a ética que divulga; enquanto nossa ciência ainda ignora o invisível e não admite a existência de um conjunto completo de faculdades perceptivas internas no homem, ficando apartada do campo de experiência imenso e real que existe dentro do mundo visível e tangível. Mas a Teosofia sabe que o todo é constituído do visível e do invisível, e ao perceber que as coisas e objetos externos são transitórios, compreende os fatos da natureza, tanto interna quanto externa. Ela é, portanto, completa em si mesma e não vê mistério insolúvel em lugar algum; ela risca a palavra “coincidência” de seu vocabulário e saúda o reinado da lei em tudo e em todas as circunstâncias.

É crença comum à humanidade que o homem possui uma alma imortal. A isso, a Teosofia acrescenta que ele é uma alma, e mais ainda, que toda a natureza é sensível, que o vasto conjunto de objetos e homens não é um mero ajuntamento de átomos arranjados ao acaso e deste modo sem leis que produzem leis; mas que desde o menor dos átomos, tudo é alma e espírito sempre evoluindo sob o domínio da lei que é inerente ao todo. 

A Teosofia diz, tal como ensinaram os antigos, que o curso da evolução é o drama da alma e que a natureza não existe para outro propósito que não seja a experiência da alma.
...
Tradução de 'The Ocean of Theosophy', do autor William Q. Judge

domingo, 23 de agosto de 2009

A sabedoria dos Essênios


"A única Lei é Deus.
É a Lei não escrita. Não é letra ou papel morto.
Está viva, no vivo e no Ser Humano.
É a Vida. A Palavra viva do Deus vivo.
O corpo dá a Mãe Terrena. O Espírito dá o Pai celestial.
Os Anjos da Mãe são a Terra, a Vida, a Alegria, o Sol, a Água e o Ar. Os Anjos do Pai são a Vida Eterna, o Trabalho Criador, a Paz, o Poder, o Amor e a Sabedoria. Hei de estar em Comunhão com eles. Caminhar com eles, pois eles são em mim e para mim; servidores enviados a servir, presentes da Mãe e do Pai, dons necessários, parte do Ser do Homem.
Caminha, vive e fala com eles, de manhã e ao entardecer; tal é o Dom dos Idiomas.
As árvores, as estrelas, a lua, são irmãos do Homem. Neles vive a Lei. A Árvore da Vida têm suas raízes na Terra e com seus ramos toca o Céu. A Árvore que está no Mar Eterno. Assim é o Homem.
A MÃE TERRA E EU SOMOS UM.
O PAI CELESTE E EU SOMOS UM.
Busca a séptupla Paz: Paz com teu corpo. Com teus pensamentos. Com teus sentimentos. Paz com os Filhos dos Homens. Paz com o conhecimento de épocas anteriores. Paz com o Reino da Mãe. Paz com o Reino do Pai.
Vive onde regozijes aos Anjos terrenos; próximo dos rios, das árvores, das flores, da música das aves; onde o sol e a chuva abracem teu corpo, Templo do Espírito.
Une-te às Correntes Sagradas: Abrace ao amanhecer a tua irmã árvore, que possui o mistério da Corrente Sagrada da Vida.
Busca no silêncio do meio-dia a Corrente do Som, pois somente no silêncio se pode escutá-lo.
E no descanso noturno, envia a certeira flecha de teus pensamentos às estrelas, e entra na Corrente Sagrada da Luz.
Abra teu corpo; teus ouvidos; teus olhos.
Ensina ao ignorante. Cura aos enfermos. E reúne-te com os anjos... "


(Resumo a partir das múltiplas obras do Dr Edmond Bordeaux Szekely sobre os Essênios. Mais informações sobre os Essênios (religião de Jesus Cristo) e o cristianismo primitivo no site:http://www.agarta.com.br/temas_essenios.html

sábado, 23 de maio de 2009

A ALMA e sua origem (na visão da Kabbalah)

Em suas abordagens sobre os mais variados temas, a Kabbalah sempre se refere à alma. Por definição, podemos dizer que a alma é uma energia cósmica que é parte da Luz infinita. Mas de onde vem a alma, qual é o seu início? No mundo físico, o início sempre se dá a partir de uma semente biológica, uma célula que pode ser infinitamente pequena, mas já contém dentro de si uma força de vida, que não é biológica ou física, mas sim espiritual. Portanto, temos que abrir os portões do mundo espiritual se quisermos entender a semente espiritual de nossa existência e receber dela a força vital para renovar nossas forças biológicas e reforçar nossa consciência para vivermos com mais iluminação espiritual e felicidade. Nossa semente espiritual começa no mundo espiritual, de acordo com a Kabbalah, existem dez "Sefirot", dimensões para a realidade. Essas 10 dimensões estão entrelaçadas entre 5 mundos distintos. O primeiro mundo, "Adam Kadmon", Homem Primordial, está relacionado com a Sefirá "Keter". O Homem Primordial não é o homem como conhecemos, em manifestação de corpo, e sim a nossa essência espiritual, a força da vida. Essa essência foi então se desenvolvendo de acordo com os mundos , até que no "Mundo de Briá " (Mundo da Criação, relacionado com a Sefirá "Biná ") foi criado Adão. Este Adão não é Adam Kadmon, não é a mesma consciência de Adam Kadmon, mas tem a lembrança da semente de seu nascimento espiritual que foi Adam Kadmon. Este Adão é o da estória Bíblica de Adão e Eva no Paraíso, que todos já conhecemos. O que a Kabbalah nos ensina é que a Bíblia não é um livro de estórias e sim um código cósmico, uma descrição de um mundo paralelo, espiritual. Adão e Eva eram, na verdade, uma alma só, dividida, não eram pessoas físicas, mas uma inteligência . Quando cometeram o "pecado" no Paraíso , foram então expulsos. A palavra "expulsão" deve ser percebida como "explosão". Depois dessa explosão, cada parte de Adão criou um ser humano, na maneira de nossa alma, criando o processo da vida da humanidade e o aparecimento de todas as gerações. Por isso cada um de nós, nesse nível de consciência, tem uma parte espiritual de Adão, que representa a consciência coletiva de todos os seres humanos.


Autor: Rabino Joseph Saltoun
Imagem: A árvore da Vida
Fonte: http://www.crisboog.com.br/cabala.htm

sábado, 6 de dezembro de 2008

Ensinamentos do Budismo

O Buda estava um dia no jardim de Anathapindika, na cidade de Jetavana, quando lhe apareceu um Deva (espírito da natureza) em figura de brâmane e vestido de hábitos brancos como a neve, e entre ambos se estabeleceu o seguinte “duelo”:
O Deva: - Qual é a espada mais cortante?
Ao que Buda respondeu:
- A palavra raivosa é a espada mais cortante.
- Qual é o maior veneno?- A inveja é o mais mortal veneno.
- Qual é o fogo mais ardente?- A luxúria.
- Qual é a noite mais escura?- A ignorância.
- Quem obtém a maior recompensa?- Quem dá sem desejo de receber é quem mais ganha.
- Quem sofre a maior perda?- Quem recebe de outro sem devolver nada é o que mais perde.
- Qual é a armadura mais impenetrável?- A paciência.
- Qual é a melhor arma?- A sabedoria.
- Qual é o ladrão mais perigoso?- Um mau pensamento é o ladrão mais perigoso.
- Qual o tesouro mais precioso?- A virtude.
- Quem recusa o melhor que lhe é oferecido neste mundo?- Recusa o melhor que se lhe oferece quem aspira à imortalidade.
- O que atrai?- O bem atrai.
- O que repugna?- O mal repugna.
- Qual é a dor mais terrível?- A má conduta.
- Qual é a maior felicidade?- A libertação.
- O que ocasiona a ruína no mundo?- A ignorância.
- O que destrói a amizade?- A inveja e o egoísmo.
- Qual é a febre mais aguda?- O ódio.
- Qual é o melhor médico?- O Buda.
O Deva então faz sua última pergunta:
- O que é que o fogo não queima, nem a ferrugem consome, nem o vento abate e é capaz de reconstruir o mundo inteiro?
Buda respondeu:
- O benefício das boas ações.
Satisfeito com as respostas, o Deva, com as mãos juntas, se inclinou respeitosamente ante Buda e desapareceu.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Bruxaria - saiba um pouco mais sobre este caminho sagrado

Por Claudio Quintino

O termo Bruxaria é usado para descrever muitas coisas, mas o que chamamos de "Bruxaria Moderna" possui elementos cujas origens se perdem na noite dos tempos. É uma espiritualidade notadamente xamânica e, portanto, universal – qualquer pessoa, em qualquer lugar do planeta, pode entender e desfrutar da bruxaria moderna. Isso porque, apesar desses elementos ancestrais, a Bruxaria é uma religião perfeitamente alinhada com nossos tempos e nossas necessidades atuais.
A Bruxaria vê a natureza como sagrada – suas práticas vêm da compreensão dos ciclos da Natureza e do entendimento que todo o universo é vivo e, portanto, sagrado.
Através de seus ensinamentos, a Bruxaria nos mostra como viver em harmonia com a natureza – tanto a do ambiente quanto a nossa própria natureza interior. Portanto, a Bruxaria pode se descrita como uma " Espiritualidade Verde".
Nada mais importante, em tempos de aquecimento global e de tanta agressão ao meio-ambiente. Ademais, a bruxaria reconhece como princípios criadores do mundo o Feminino e o Masculino. É da união desses dois princípios que animais, plantas e, claro, o ser humano se reproduz. Praticamente tudo na natureza obedece a esse princípio. Como é uma religião pautada na reintegração do ser humano à Natureza, nada mais natural do que a Bruxaria ver o Divino como sendo tanto masculino quanto feminino – e esse equilíbrio é igualmente importante em nossos dias.
Assim, a Bruxaria alivia alguns dos mais angustiantes anseios da vida moderna, como a desigualdade ente sexos, a exploração predatória da natureza, o consumismo e o receio da morte.
SÓ QUEM CONHECE A MAGIA DA VIDA VIVE PLENAMENTE
Ao nos explicar a Magia da Natureza e de seus ciclos, a Bruxaria nos fornece algo que a maioria dos caminhos espirituais da atualidade nos nega: autonomia. A Bruxaria não possui Mandamentos nem tabus – ela mostra que, através da compreensão e da vivência dos mistérios da Vida, cada um de nós assume o controle e a responsabilidade pelo seu próprio Destino, ensinando-nos a viver magicamente.
Podemos dizer que a prática da magia surgiu com a humanidade, mas sua energia já existia desde sempre. O Universo é mágico – o mundo em que vivemos, os ecossistemas, nosso organismo, as ervas e plantas, as estações do ano – tudo isso é potencialmente mágico.
Através do contato e da compreensão dessa magia, podemos de fato transformar nossas vidas, tornando-as mais plenas e integradas - tanto no nível pessoal quando no global.
Pautada nos conhecimentos de diversos povos ancestrais que viviam em harmonia com a Natureza, a Bruxaria põe de volta em nossas mãos a cura para muitos pontos de desequilíbrio de nossas vidas.
É por tudo isso - e muito mais - que a Bruxaria Moderna atrai mais e mais pessoas que busquem uma nova forma de desenvolver sua espiritualidade, num caminho que nos oferece:
Equilíbrio entre o masculino e o feminino;
Integração com a Natureza e seus Ciclos;
Compreensão dos mistérios da Vida, da Morte e do Renascimento;
Conhecimentos de Magia, sua natureza e seus usos;
Paz através da compreensão.
E precisa mais?
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Texto de Claudio Quintino (Crow) - escritor, autor de "O Livro da Mitologia Celta" e "A Religião da Grande Deusa", e representante no Brasil da Druid Network (Inglaterra), maior entidade internacional de Druidismo.
Site:
www.heramagica.com.br
A Hera Mágica é um local de estudos e práticas mágicas focadas no bem-estar através do equilíbrio entre Corpo, Mente e Espírito. Coordenado por Patrícia Fox, que faz um belíssimo trabalho, do qual tive o prazer de participar. Vale a pena conferir.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

BUDA - O Iluminado

Buda (sânscrito-devanagari: बुद्ध, transliterado Buddha, que significa Desperto, Iluminado, que vem do radical "Budh", despertar) é um título dado na filosofia budista àqueles que despertaram plenamente para a verdadeira natureza dos fenômenos e se puseram a divulgar tal redescoberta aos demais seres. "A verdadeira natureza dos fenômenos", aqui, quer dizer o entendimento de que todos os fenômenos são impermanentes, insatisfatórios e impessoais. Tornando-se consciente dessas características da realidade, seria possível viver de maneira plena, livre dos condicionamentos mentais que causam a insatisfação, o descontentamento, o sofrimento.
Do ponto de vista da doutrina budista clássica, a palavra "Buda" denota não apenas um mestre religioso que viveu em uma época em particular, mas toda uma categoria de seres iluminados que alcançaram tal realização espiritual. Pode-se fazer uma analogia com a designação "Presidente da República" que refere-se não apenas a um homem, mas a todos aqueles que sucessivamente ocuparam o cargo. As escrituras budistas tradicionais mencionam pelo menos 24 Budas que surgiram no passado, em épocas diferentes.
Atualmente, as referências ao Buda referem-se em geral a Siddhartha Gautama, mestre religioso e fundador do Budismo no século VI antes de Cristo. Ele seria, portanto, o último Buda de uma linhagem de antecessores cuja história perdeu-se no tempo. Conta a história que ele atingiu a iluminação durante uma meditação sob a árvore Bodhi, quando mudou seu nome para Buda, que quer dizer "iluminado"
Existe uma passagem nas escrituras [Anguttara Nikaya (II, 37)] - a qual é freqüentemente interpretada de maneira superficial - na qual o Buddha nega ser alguma forma de ser sobrenatural, mas esclarece:
"Brâmane, assim como uma flor de lótus, nasce nas águas, cresce e mantém-se sobre as águas intocada por elas; eu também, que nasci no mundo e nele cresci, transcendi o mundo e vivo intocado por este. Lembre-se de mim como aquele que é desperto."
Com isso ele rejeitava qualquer possibilidade de ser tomado como um Deus, mas reafirmava a característica transcendente da sua vivência espiritual e do caminho de libertação que oferecia para os demais seres. Nesse sentido, o Buddha exerceu um papel importante de democratização da religião que, até então, estava sujeita ao arbítrio da casta dos brâmanes.
Para Siddhartha Gautama não há intermediário entre a humanidade e o divino; deuses distantes também estão sujeitos ao karma em seus paraísos impermanentes. O Buda é apenas um exemplo, guia e mestre para os seres sencientes que devem trilhar o caminho por si próprios.
Dentre as religiões mundiais, a maioria das quais proclama a existência de um Deus criador, o Budismo é considerado incomum por ser uma religião não-teísta. Para o Buda, a chave para a libertação é a pureza mental e a compreensão correta, e por esse motivo ele rejeitou a noção de que se conquista a salvação implorando para uma deidade distante.
De acordo com o Buda Gautama, a felicidade Desperta do Nirvana que ele atingiu está ao alcance de todos os seres.

Fonte: Wikipedia

sábado, 19 de janeiro de 2008

Ganesha - Deus hindu do Sucesso

Ganesha - ou Ganesh - filho de Shiva e Párvati, é o deus do sucesso, sabedoria e superação de obstáculos, mas é também associado com a visão, aprendizado, prudência e força. Como deus do sucesso, seu nome é invocado no início de um evento importante. Como removedor de obstáculos, ele é invocado ao começo de qualquer jornada, casamento, ritos religiosos, construção de casas, a escrita de um livro ou mesmo uma carta.
A lenda conta que Ganesha era um menino muito bonito. Sua beleza era tão mágica e sua presença tão doce, que as pessoas não prestavam atenção na sua sabedoria e nem escutavam seus ensinamentos. Ficavam cativadas pela sua beleza sobrenatural.Para evitar isso, Shiva cortou sua cabeça e colocou a do elefante no lugar. Dessa forma, todos os que se aproximassem dele seriam libertados por sua sabedoria e não ficariam encantados pela aparência sedutora, mas ilusória. Quem buscasse seu concurso seria pelo objetivo do crescimento espiritual e não mais pelas firulas da vaidade.
Existe uma outra versão da lenda, mas acho muito pesada e contarei numa outra oportunidade.
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Simbolismos do Ganesha:
Grandes orelhas: ouça mais
Grande cabeça: pense grande
Olhos pequenos: concentre-se
Boca pequena: fale menos
Machado: corta fora todas as ligações acessórias
Mão em posição de bênção: bênção e proteção para o caminho espiritual supremo
Grande estômago: digestão pacífica de todo o bem e mal na vida
Corda: Colocar você mais próximo de sua maior vitória
Uma presa: reter o bem, descartar o mal
Tromba: grande eficiência e adaptação
Rato: desejo. A menos que, sob controle, pode causar frustração, você deve segurar o desejo e mantê-lo sob controle e não permitir que ele controle sua vida.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Upanixads - escrituras sagradas do hinduísmo

Segue um trecho muito interessante do Upanixads:
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A vida e tudo quanto existe emana do Espírito, pois ele contém o universo inteiro. Ele é o ser ou o "ego" das coisas inanimadas e animadas, como também o "ego" do homem na sua individualidade. A Natureza é apenas uma ilusão do Espírito Supremo. É através do princípio da unidade eterna que se identificam a Natureza, a Alma Universal e o "ego" do Homem. A inconsciência, ou antes, a não-consciência da Natureza é considerada como uma aparência da realidade, porque existe sempre uma Inteligência consciente a trabalhar em tudo quanto existe, animado e inanimado, porque existe um Deus que é único e se oculta em todas as criaturas. Ele permeia todas as coisas e todos os seres. É o Senhor da vida, Absoluto e sem modalidades ou atributos, e que controla tudo. Só o homem decidido vislumbra Deus em si próprio e alcança a bem-aventurança eterna. O Eterno é a Consciência em todas as consciências.
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"Ele envolve em Si, eternamente, o Universo inteiro. Aquele que sabe isso, torna-se a morada do Criador do Tempo e das modalidadas da Natureza. Ele distingue todas as coisas e pela sua ordem, a lei das Obras resolve-se no seu próprio ciclo. Considerai a água, o fogo, o ar, e o éter como a fonte de toda a origem." SHWETASHWATARA UPANIXADE Cap6, Ver:2

Os 7 Princípios Huna



O Vídeo acima é uma delícia de ver, ouvir e refletir! Vale a pena investir alguns minutinhos e refletir sobre estes 7 princípios da filosofia Huna.
A palavra Huna pode ser traduzida como segredo, quando significa oculto, a parte encoberta e não revelada da espiritualidade havaiana.
Huna, essa expressão singular da sabedoria tradicional, é oriunda da antiga civilização polinésia do Havaí e das ilhas dos Mares do Sul. Todas essas culturas estão ligadas por línguas, mitologias e práticas xamânicas comuns.
O termo Kahuna significa ‘guardião do segredo’, além de significar curador, mestre, especialista ou xamã. Os antigos kahunas eram mestres sábios em cada grande família ou aldeia polinésia, especialistas em seu campo de ação. Celebravam cerimônias para propiciar as necessidades e aspirações da comunidade, e passavam seus ritos, muitas vezes secretos, a membros escolhidos da nova geração. O espírito de ALOHA, a saudação amigável tão conhecida dos havaianos, espelha um dos seus princípios. ALOHA é muito mais do que “alô” ou “adeus”; significa: OHA = a alegria de compartilhar e ALO = energia vital, no momento presente. À medida em que compartilhamos essa energia, sintonizamos com o que os havaianos chamam de MANA (fluxo divino).
Quando nos ligamos amorosamente à energia do Universo desvendamos o segredo para obter saúde, paz, prosperidade e sucesso verdadeiros.

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